Tottenham colapsa na Champions e 'conto de fadas' chega ao fim
Spurs foram derrotado por 5 a 2 para o Atlético de Madrid

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Nesta terça-feira (10), o Tottenham foi exposto ao mundo. Uma equipe que vive crise desde o início da temporada, mas tinha seus defeitos desmascarados por uma grande campanha na Champions League. Desta vez, uma água muito fria – talvez congelada, que machuque a cabeça – caiu sobre os torcedores dos Spurs. Em apenas 22 minutos, o Atlético de Madrid já vencia por 4 a 0 no Wanda Metropolitano, escancarando a fragilidade de um time que flerta perigosamente com o rebaixamento na Inglaterra.
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Atual campeão da Europa League, a temporada do Tottenham era para lá de curiosa. A equipe, que tendia a se reforçar para a disputa da Champions League, adicionou nomes como Xavi Simons e Conor Gallagher. Entretanto, piorou de uma temporada para a outra. Apesar do título europeu, a campanha passada dos Spurs já não havia sido boa, e a equipe terminou na 17ª posição da Premier League – uma posição acima dos três rebaixados.
Nesta temporada, após viver o perigo e a glória, a equipe parecia querer repetir o feito, porém, de forma mais intensa. Se na edição passada a equipe esteve perto do Z-3, mas longe do perigo real devido à diferença de pontuação, desta vez o Tottenham vê o abismo de perto e corre chances reais de rebaixamento na Premier League.
Os números são alarmantes: o time é o único da liga que ainda não venceu em 2026 e chegou ao nono jogo consecutivo sofrendo dois ou mais gols na competição nacional. A sequência de cinco derrotas seguidas e 11 jogos sem vencer no Campeonato Inglês é a pior desde 1975. Atualmente, ocupa a 16ª colocação com 29 pontos, apenas um acima do West Ham, primeiro time na zona de rebaixamento.

A situação é tão grave que o clube já perdeu um patrocínio milionário para o final da temporada. De acordo com o jornal The Telegraph, um parceiro de longa data decidiu encerrar o contrato por conta da instabilidade, da incapacidade de contratar grandes nomes e do número crescente de assentos vazios no estádio. Além disso, os jogadores têm em seus contratos "cláusulas de rebaixamento" que preveem redução de até 50% dos salários caso a queda se confirme, o que tornaria inevitável uma debandada em massa no elenco.
A Champions como válvula de escape para o Tottenham
Entretanto, a campanha se torna curiosa quando, apesar da campanha pífia na Premier League, além da eliminação precoce na Copa da Liga Inglesa e Copa da Inglaterra, a equipe vinha fazendo uma grande campanha na Champions League. Na primeira fase da competição internacional, mesmo em baixa na Premier League, a equipe terminou em 4º lugar, se classificando diretamente para as oitavas da competição, à frente de gigantes como PSG, Real Madrid, Manchester City e Chelsea.
Tudo isso deixou uma pulga atrás da orelha de todos que acompanhavam o Tottenham. Como uma equipe jogava tão mal domesticamente, mas internacionalmente, onde a missão parecia mais difícil, fazia bons resultados? O vice-versa é muito mais comum. Mas o Tottenham se opôs a isso e vivia uma espécie de conto de fadas.
A demissão de Thomas Frank, que comandou essa campanha europeia, foi o primeiro sinal de que a magia poderia estar com os dias contados. Contratado no início da temporada, o dinamarquês se tornou extremamente impopular entre os torcedores, com médias de 1,16 ponto por jogo – as piores entre todos os técnicos dos "Big Six" desde 2010. Igor Tudor foi contratado com a missão de arrumar a casinha. Mas o croata não largou bem e soma três derrotas consecutivas na Premier League. Agora, ao invés de uma boa campanha na Champions e uma má campanha na liga nacional, a equipe tem péssimas campanhas em ambos.

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A noite em que o castelo desabou
O duelo entre Tottenham e Atlético de Madrid evidenciou isso. Em apenas 22 minutos, os Spurs já perdiam por 4 a 0. O conto de fadas chegou ao fim. A equipe enfrentava um adversário que parecia duro como uma pedra no papel, mas na prática, era mais duro que um diamante. O Atlético de Madrid, cascudo como característica principal, expôs a crise do Tottenham ao mundo.
O ápice desta queda, a exemplificação perfeita de que a magia havia acabado, veio com a substituição do goleiro Kinský aos 17 minutos de jogo. O jovem de 22 anos, que fazia sua primeira partida na Champions League após apenas dois jogos pela Copa da Liga Inglesa, falhou de forma grotesca em duas ocasiões. Primeiro, escorregou ao cobrar um tiro de meta, entregando a bola nos pés de Llorente, que abriu o placar. Depois, aos 15 minutos, isolou um recuo simples, presenteando Julián Alvarez com o gol vazio para fazer o 3 a 0.

Igor Tudor, perplexo na área técnica, não hesitou. Chamou Vicario, o goleiro titular que havia atuado em todos os oito jogos da fase de liga, para substituir Kinský. O jovem tcheco saiu de campo cabisbaixo sob os aplausos irônicos da torcida do Atlético, que viam ali a consagração da noite perfeita. Minutos depois, Vicario também sofreria o quarto gol, mas a cena da substituição aos 17 minutos já havia se tornado o símbolo de um time à deriva.
Desta vez, não havia milagres, não haveria zebras. Era seriedade a todo segundo, e com isso, a campanha do Tottenham colocou dois pés na porta para o fim. O placar terminou 5 a 2 para o Atlético de Madrid, e os Spurs até conseguiram uma leve recuperada, marcando dois gols. O cenário passou de quase impossível para apenas difícil, mas ainda assim a equipe fica muito longe de sonhar com a classificação na Champions League.
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