Como foi o último duelo entre Real Madrid x Atlético? Relembre
Colchoneros golearam os merengues por 5 a 2, em La Liga

Real Madrid e Atlético de Madrid voltam a se enfrentar nesta quinta-feira (8), às 16h (de Brasília), pela semifinal da Supercopa da Espanha, em Jeddah. O clássico reedita o confronto mais recente entre os rivais da capital, marcado por uma atuação dominante dos colchoneros, que venceram por 5 a 2 no Metropolitano, pela 7ª rodada de La Liga, impondo ao time de Xabi Alonso sua primeira grande derrota na temporada.
O duelo na Arábia Saudita acontece em um contexto distinto, mas carrega lições claras do último encontro. Para o jornal espanhol "Marca", aquele clássico deixou mais do que um placar elástico: expôs fragilidades estruturais do Real Madrid e reforçou virtudes que fazem do Atlético um adversário especialmente indigesto em jogos de mata-mata.
O último confronto começou com o Atlético impondo intensidade desde os primeiros minutos. Empurrado pela torcida no Metropolitano, o time de Diego Simeone abriu o placar aos 14 minutos, quando Giuliano Simeone cruzou da direita e encontrou Le Normand livre para marcar de cabeça.
O Real reagiu rapidamente. Em transição veloz, Arda Güler encontrou Mbappé em profundidade, e o francês finalizou cruzado para empatar. Pouco depois, a virada veio em mais uma jogada individual pelo lado esquerdo: Vini Jr. desequilibrou a marcação e serviu Arda Güler, que colocou os merengues à frente.
A vantagem, porém, durou pouco. Ainda no primeiro tempo, Koke cruzou na medida, e Sørloth voltou a explorar a fragilidade aérea do Real Madrid para deixar tudo igual antes do intervalo. O 2 a 2 refletia um jogo aberto, mas já indicava o desconforto da equipe de Xabi Alonso diante da agressividade rival.

Na volta do segundo tempo, o Atlético retomou o controle. Logo aos quatro minutos, Arda Güler cometeu pênalti em Nico González, e Julián Álvarez converteu para recolocar os colchoneros em vantagem. O argentino ampliaria pouco depois, em cobrança de falta, aproveitando mais um momento de desorganização defensiva do Real.
Com o adversário exposto, o Atlético passou a controlar o ritmo e explorar os espaços. Já nos acréscimos, Griezmann fechou a goleada em contra-ataque, encerrando um jejum pessoal e selando o 5 a 2 que interrompeu a campanha perfeita do Real Madrid em La Liga.
Os pontos de atenção destacados por espanhóis
Para o Marca, o clássico evidenciou erros estruturais do Real Madrid que pesam especialmente em jogos de alta exigência. O principal deles foi a incapacidade de igualar a intensidade do Atlético nos duelos individuais. O time chegou atrasado às divididas, pressionou de forma desorganizada e permitiu que o rival construísse jogadas com relativa facilidade.
Os números reforçam essa leitura. O Real Madrid teve apenas uma recuperação de bola no terço final do campo, muito abaixo de sua média até então, e somou apenas 32 recuperações no total da partida. A pressão alta, uma das bases do trabalho de Xabi Alonso, simplesmente não funcionou no Metropolitano.
Outro ponto destacado foi a gestão das peças. Jude Bellingham, ainda sem o ritmo ideal, começou como titular, enquanto Franco Mastantuono, em ascensão e vindo de grande atuação, iniciou no banco. O inglês teve atuação discreta, fora de posição e com pouca influência, o que acentuou a falta de dinamismo do meio-campo.
O Marca também apontou a demora nas respostas do banco de reservas. Quando o plano inicial foi neutralizado, o Real não conseguiu ajustar o sistema nem encontrar alternativas para conter o crescimento do Atlético, que passou a dominar emocional e taticamente o clássico.
Real Madrid e Atlético de Madrid chegam em boas fases
O reencontro acontece agora em campo neutro, mas com o peso recente do confronto anterior. O Atlético chega embalado após vencer quatro dos últimos cinco jogos da temporada e terá novamente a chance de explorar a intensidade como arma principal. Diego Simeone não contará com Lenglet, enquanto Nico González é dúvida.
Do lado do Real Madrid, o momento é positivo no Campeonato Espanhol, com quatro vitórias seguidas, incluindo a goleada sobre o Bétis. Ainda assim, o time terá um desfalque decisivo: Mbappé não viajou para a Arábia Saudita por conta de uma lesão no joelho. Militão segue fora, e Carvajal e Alexander-Arnold são dúvidas.
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