Campeão da Libertadores pelo Fluminense revela tensão na guerra entre Rússia e Ucrânia
Marlon Santos comenta sobre o início do confronto no país do leste europeu

O zagueiro brasileiro Marlon Santos, campeão da Libertadores pelo Fluminense e com passagem pelo Barcelona, falou sobre sua experiência no conflito entre Ucrânia e Rússia. O jogador conversou com à "Flashscore" e revelou os motivos que o levaram a retornar ao Shakhtar Donetsk.
Marlon Santos chegou ao Shakhtar em 2023, mas fez apenas 22 jogos, passando por empréstimos ao Fluminense e ao Los Angeles FC. O jogador contou sua experiência sobre o início da guerra, afirmando que, mesmo diante do cenário de instabilidade, manteve o desejo de seguir comprometido com a equipe ucraniana.
– Cheguei a falar com o meu empresário: 'Cara, por mais que a gente converse com outros clubes, o nosso interesse, o nosso desejo, a nossa prioridade é sempre o Shakhtar.' É muito gratificante poder voltar para um clube que tem um histórico de grandes jogadores brasileiros, de ser essa porta de entrada para o futebol europeu – afirmou Marlon.

Apesar das dificuldades, Marlon disse que sentia uma grande vontade de retornar ao time, tanto para ajudar a equipe na luta por uma vaga nas competições internacionais quanto para reencontrar seu melhor nível em campo. Ele também relembrou momentos de aflição vividos durante a primeira passagem, logo no início do confronto.
– Nós, brasileiros, ficamos juntos o tempo todo e, graças a Deus, saímos sem problemas. O clube nos ajudou com a hospedagem. Ficamos quatro dias em um hotel e dormimos lá. Tínhamos algo para comer e beber, é claro. Mas, num cenário de guerra, quatro dias são como um mês, a gente também sente essa dor junto com eles quando acontece um atentado, quando a gente sabe que pessoas foram mortas – disse o zagueiro brasileiro.
Mesmo com a guerra, Marlon Santos sentia que a Ucrânia era o lugar certo
Desde o início, Marlon sabia que precisava retornar ao clube ucraniano. Não era apenas um pensamento individual, mas também um sentimento compartilhado com sua família. Sem se abalar pelo momento delicado do país, optou por voltar para onde acreditava que poderia crescer novamente e destacou o Shakhtar como a melhor opção para alavancar sua carreira no futebol europeu.
– Desde o início, eu via a bandeira ucraniana o tempo todo, e quando falávamos do Shakhtar, eu e minha esposa, mesmo com todo esse cenário externo, de guerra, sentíamos paz, sentíamos essa vontade de voltar. Era hora de voltar. Aqui estamos, e estamos muito felizes e realizados – concluiu o atleta.
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