Opinião: mesmo sem o título, Corinthians se despede da Copa dos Campeões maior do que entrou
Brabas, que já são a maior potência do futebol feminino sul-americano há anos, deixaram boas impressões ao mundo

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As Brabas, já consolidadas como a maior potência do futebol feminino sul-americano, deram um passo além na Copa dos Campeões Feminina: em Londres, mostraram ao mundo que o Corinthians também pode competir, encantar e se impor no mais alto nível do futebol feminino internacional.
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Mesmo com o vice-campeonato da Copa dos Campeões Feminina, o Corinthians deixa a Inglaterra com ganhos que vão muito além do resultado em campo.
O Timão já é, há décadas, um clube internacional pelos feitos do time masculino e pela dimensão de sua torcida — como na conquista do Mundial de 2012, em Tóquio, diante do Chelsea e nas 'filiais' de torcedores ao redor do mundo. O time feminino, porém, deu agora um passo decisivo em seu próprio processo de internacionalização.
Na prática, a campanha alvinegra consolidou o clube em um novo patamar internacional inédito, com impactos esportivos, midiáticos, financeiros e simbólicos que ajudam a explicar por que a participação no torneio foi histórica para o Timão.
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Corinthians mostra força dentro de campo
Do ponto de vista esportivo, o Corinthians mostrou, na prática, que pode competir em altíssimo nível contra as principais potências do mundo. A vitória sobre o Gotham, campeão da NWSL, e o jogo emblemático contra o Arsenal, decidido apenas na prorrogação, reforçaram a competitividade da equipe brasileira diante de contextos, estilos e investimentos diferentes.
O desempenho deu lastro à ideia de que o futebol feminino sul-americano — e o Corinthians em particular — pode disputar protagonismo global, e não apenas participar.
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Mais confiança para o restante da temporada
A campanha também fortalece o Corinthians para o restante da temporada ao elevar o nível de confiança do elenco e da comissão técnica. A estreia segura de Belén Aquino indicou uma jogadora pronta para o protagonismo.
Já Lucas Piccinato, questionado por parte da torcida pelo estilo de jogo, ganha confiança pelo desempenho competitivo, mesmo em uma proposta de jogo mais defensiva.

Brabas nos holofotes
O ganho midiático também foi expressivo. A campanha rendeu reconhecimento mundial, ampliou a exposição da marca Corinthians no exterior e impulsionou o engajamento digital do clube. Durante o torneio, o perfil oficial do Corinthians Feminino alcançou a marca de 2 milhões de seguidores no Instagram, reflexo direto da visibilidade internacional, da cobertura da imprensa e do interesse de novos públicos que passaram a acompanhar o time.
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Ganho financeiro
No campo financeiro, o vice-campeonato rendeu ao Corinthians cerca de R$ 5,26 milhões em premiação, um valor expressivo para o futebol feminino brasileiro. A quantia supera, de forma isolada, a premiação do Brasileirão Feminino de 2026, fixada em R$ 2 milhões, embora ainda fique abaixo dos R$ 11,08 milhões pagos pela Libertadores Feminina.
Ainda assim, o impacto vai além do montante imediato: a exposição internacional amplia o potencial de novos patrocínios, ativações comerciais e acordos estratégicos, fortalecendo um projeto que já conta com patrocinadores próprios da modalidade.
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Londres em ritmo de Poropopó
Há ainda um ganho difícil de mensurar, mas igualmente importante: o Corinthians encantou Londres. Não são poucos os relatos de crianças inglesas entoando o tradicional Poropopó.
A presença da Fiel no Emirates Stadium, o apoio vindo de torcedores que vivem na Inglaterra e em outros países da Europa e a identificação criada com o público local ampliaram a base simbólica do clube fora do Brasil.
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Essa caminhada já vinha sendo ensaiada em participações em torneios amistosos e amadores nos Estados Unidos, mas a Copa dos Campeões representou um salto incomparável: competição oficial, chancela da FIFA, visibilidade global e enfrentamento direto com a elite do futebol feminino mundial.

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