Olho nela: Seleção Feminina deve retomar base para ser competitiva no Fifa Series
Torneio será na Arena Cuiabá (MT) entre 11 e 18 de abril

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A convocação da Seleção Feminina, marcada para esta quarta-feira (25), às 10h, na sede da CBF, gera expectativa para qual será o perfil do elenco de Arthur Elias. O Brasil disputa o Fifa Series entre os dias 11 e 18 de abril, na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).
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Após uma primeira Data Fifa marcada por muitos testes e desempenho irregular, a expectativa é de uma lista mais equilibrada, com a retomada de parte da base utilizada anteriormente e a manutenção de observações pontuais.
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Seleção Brasileira disputa o Fifa Series em abril
O contexto da convocação está diretamente ligado à disputa do Fifa Series, torneio amistoso que será realizado entre os dias 11 e 18 de abril, na Arena Pantanal, com a participação de Brasil, Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá.
A competição, embora não tenha caráter oficial, apresenta um nível de exigência relevante, especialmente por reunir seleções que estão inseridas em contextos competitivos distintos e que podem figurar no cenário da próxima Copa do Mundo. A Coreia do Sul, por exemplo, já assegurou presença no Mundial. Diante desse cenário, a convocação deve priorizar atletas com maior capacidade de resposta imediata, sem que isso signifique abandonar o processo de testes que vem sendo conduzido desde o início do ciclo.
Análise: quem deve pintar na convocação?
Um dos pontos de atenção está na possível ampliação da presença de jogadoras que atuam fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos. Na última convocação, esse grupo teve participação reduzida, e a tendência é de que nomes como Angelina (Orlando Pride), Dudinha (San Diego Wave), Amanda Gutierres (Boston Legacy) e Maiara (Angel City) sejam novamente considerados, principalmente pelo ritmo competitivo da liga norte-americana.
A zagueira Kaká, atualmente no Boston Legacy, também aparece como uma opção viável, considerando a necessidade de consolidação do sistema defensivo, que apresentou oscilações recentes.

No futebol mexicano, que se encontra em pleno andamento de temporada, há um conjunto de atletas que reúne minutagem e desempenho consistente. A zagueira Isa Haas, recuperada de lesão e já reintegrada ao ritmo de jogos, desponta como possibilidade de retorno, enquanto jogadoras como Jheniffer, Aline Gomes e Mariza ampliam o leque de alternativas em diferentes setores do campo. A utilização desse mercado tem sido recorrente nas convocações recentes e deve seguir como uma das bases de observação da comissão técnica.

No cenário nacional, o desempenho no Brasileirão Feminino tende a ter peso significativo na composição da lista. O Palmeiras, líder da competição neste início de temporada, concentra algumas das atletas em melhor momento, o que pode resultar em maior representatividade na convocação. Além de Bia Zaneratto, Tainá Maranhão e Brena, presenças recorrentes, outras jogadoras do elenco alviverde vêm se destacando, sobretudo no setor defensivo e na construção de jogo, o que pode abrir espaço para novas observações, caso de Rhay Coutinho, Raíssa Bahia e Pati Maldaner. Esse movimento também dialoga com uma característica já identificada no trabalho de Arthur Elias, que tem valorizado o desempenho no calendário nacional nas convocações.

O Corinthians, apesar de um início de temporada menos dominante em comparação a anos anteriores, segue como uma base consolidada dentro da Seleção. Atletas como Gabi Zanotti e Duda Sampaio permanecem como referências técnicas, enquanto outras jogadoras, a exemplo de Gi Fernandes, podem retornar após recuperação de lesão. A manutenção de nomes já conhecidos da comissão técnica contribui para dar estabilidade ao grupo em um momento de transição entre fases de testes e necessidade de resultado.

No futebol europeu, o acompanhamento continua sendo parte relevante do processo. Gio Garbelini aparece como uma atleta possível, enquanto Kerolin tende a ser chamada pela comissão. A presença dessas jogadoras atende a um objetivo mais amplo de inserção em ambientes competitivos distintos.

A convocação, portanto, deve refletir uma tentativa de equilíbrio entre continuidade e observação. O desempenho recente da equipe indica maior competitividade, especialmente em amistosos disputados no Brasil a um ano da Copa do Mundo Feminina. Por isso, o Fifa Series surge como uma oportunidade de testar esse equilíbrio em um ambiente competitivo controlado, ao mesmo tempo em que permite à comissão técnica avaliar respostas diante de seleções com características variadas.
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