Mercado esportivo atinge US$ 174 bilhões com futebol absoluto na liderança; detalhes
Estudo mostra que o esporte cresce quase o dobro da economia global desde 2015, impulsionado por direitos de mídia, patrocínios e expansão de audiência

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O mercado esportivo global segue em ritmo acelerado de crescimento. Em 2025, os detentores de propriedades intelectuais esportivas arrecadaram US$ 174 bilhões (cerca de R$ 980 bilhões), segundo o relatório Sports IP Revenue League 2026, da Two Circles.
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Desde 2015, o setor cresce a uma taxa composta anual de 6%, quase o dobro da economia global no mesmo período, consolidando o esporte como uma das indústrias mais valiosas do entretenimento mundial. O Lance! detalha os números do estudo, que aponta o futebol como líder absoluto das receitas globais e destaca a força das ligas americanas no mercado esportivo.
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A fatia dos US$ 174 bilhões
Mais de 200 modalidades esportivas contribuíram para o mercado estimado em US$ 174 bilhões em 2025. Desse total, 27% das receitas globais pertencem a propriedades ligadas ao futebol, modalidade que lidera com folga a indústria esportiva mundial.
Segundo o levantamento, o domínio do futebol é resultado da combinação entre alcance global, calendário contínuo e uma base de fãs espalhada em diferentes continentes. Nenhum outro esporte reúne simultaneamente ligas nacionais, competições continentais e torneios internacionais ao longo de todo o ano.
Além do futebol, esportes tradicionalmente fortes nos Estados Unidos, como futebol americano e basquete, também representam parcelas relevantes do mercado esportivo global.
Os esportes coletivos com bola concentram 70% de toda a receita da indústria esportiva mundial e seguem como principal motor financeiro do setor. Já os esportes de corrida, como automobilismo e turfe, representam 13% do mercado. O restante é dividido entre esportes individuais com bola, modalidades de combate, eSports e outras organizações esportivas.
Domínio dos Estados Unidos
Os Estados Unidos seguem como o maior mercado esportivo do planeta. Segundo o estudo, propriedades esportivas sediadas ou operadas majoritariamente no país são responsáveis por mais da metade da receita arrecadada globalmente pelos detentores de propriedade intelectual esportiva.
Entre as 100 maiores propriedades esportivas do mundo em receita, 45 estão sediadas nos EUA, incluindo gigantes como NFL e NBA. O restante do mercado é dividido entre propriedades da Europa, Ásia, América do Sul, Oceania e outras regiões da América do Norte.
NBA e NFL: fator de sucesso das ligas americanas
De acordo com a Two Circles, parte do sucesso das ligas americanas está ligada aos modelos centralizados de direitos comerciais e às ligas fechadas, como NFL e NBA, que permitem às propriedades esportivas extrair receitas mais altas em comparação com concorrentes internacionais.
O principal foco dessas ligas está nos direitos de transmissão e nos patrocínios. Apesar das mudanças no mercado, pilares tradicionais de receita, como eventos, mídia e patrocínios, seguem fundamentais para a indústria esportiva, embora já não representem sozinhos todo o potencial de monetização do setor.
O que as maiores marcas e organizações têm em comum
O relatório aponta características semelhantes entre equipes e franquias que aparecem no Top 50 global de receitas. Todas fazem parte de ecossistemas esportivos altamente globalizados, como futebol, basquete, beisebol e futebol americano.
Além disso, são marcas históricas, com forte valor cultural e modelos comerciais diversificados, capazes de gerar receitas significativas independentemente do desempenho esportivo dentro de campo.
Entre as organizações que mais cresceram em 2025 aparecem NBA, Fifa e TKO Group. A NBA registrou forte avanço após novos contratos de mídia avaliados em aproximadamente US$ 77 bilhões ao longo de 11 anos. Já a FIFA foi impulsionada pela reformulação do Mundial de Clubes.
A TKO, conglomerado responsável por UFC e WWE, ampliou suas receitas por meio de novos acordos de mídia, incluindo contratos envolvendo Paramount e Netflix.
Por outro lado, Uefa e Comitê Olímpico Internacional apresentaram retração em relação ao pico registrado em 2024, ano impulsionado financeiramente pela Eurocopa e pelos Jogos Olímpicos de Paris.
Crescimento do esporte feminino
O esporte feminino também aparece como um dos principais motores de crescimento da indústria esportiva global. O relatório destaca a Euro Feminina 2025 e a Copa do Mundo de Rugby Feminino como exemplos de competições que conseguiram transformar crescimento de audiência em aumento de receita.
A Euro Feminina da Uefadobrou sua arrecadação em comparação à edição anterior, saltando de US$ 73 milhões em 2022 para US$ 148 milhões em 2025. O crescimento foi impulsionado pela valorização dos direitos de mídia e pela ampliação da carteira de patrocinadores.
Além disso, a competição registrou recorde de público, com mais de 650 mil ingressos vendidos, reforçando o potencial comercial do esporte feminino.
Sobre a propriedade intelectual
O relatório define o universo da propriedade intelectual esportiva como um ecossistema formado por ligas, federações, clubes e franquias. Cada estrutura reúne um operador central de direitos — como ligas e competições — além das equipes participantes.
Nesse modelo, as receitas combinam contratos centralizados, como direitos de transmissão e patrocínios globais, com receitas geradas diretamente pelos clubes e franquias, como bilheteria, ações comerciais locais e patrocínios exclusivos.

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