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Ídolo do São Paulo, Raí destaca papel do futebol feminino no combate ao machismo

Ex-jogador comentou a declaração do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino

Giselly Correa Barata
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 24/02/2026
16:44
Raí e Marta, durante Jogos de Paris de 2024. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
imagem cameraRaí e Marta, durante Jogos de Paris de 2024. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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Raí, ex-meia do São Paulo, destacou a importância do futebol feminino no combate ao machismo durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil. Para o campeão mundial, a modalidade tem papel central na transformação cultural dentro e fora de campo.

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— Eu acho que evoluiu muito. O papel do futebol feminino é muito importante nessa causa, a causa contra o machismo. Se separar do masculino, é o esporte que mais cresceu nos últimos anos, em audiência e patrocínio. Ainda está longe do que é o futebol masculino, mas não deixa de ser um empoderamento — afirmou o ex-jogador. Ele, inclusive, visitou a Seleção Feminina durante os Jogos de Paris, em 2024, e declarou torcida à Amarelinha.

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1993 - São Paulo - Universidad Católica (Raí)
Reprodução

Raí fez uma comparação histórica ao lembrar o impacto social da conquista da Copa do Mundo FIFA de 1958, quando jogadores como Pelé e Garrincha se tornaram símbolos em um país marcado pelo racismo estrutural. Segundo ele, o crescimento do futebol feminino tem efeito semelhante ao ampliar representatividade e abrir caminhos para novas gerações.

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O ex-jogador também citou Marta como referência desse processo. "A própria Marta fala: 'Eu não tive referência'. Então está crescendo muito", disse. Para Raí, além de impulsionar o empoderamento feminino, o futebol tem papel educativo ao expor e constranger atitudes machistas.

— O futebol tem uma importância até para apontar essas manifestações machistas e ridículas. E para que isso não se repita, para que os outros jogadores, mesmo que sejam machistas, pelo menos fiquem quietos — completou, em referência à fala do zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, que atacou a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos.

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No futebol feminino, a jogadora Carol Baiana, do Santos, aproveitou a entrevista pós-jogo para pedir respeito às mulheres no futebol, após o empate com o Cruzeiro, nesta segunda-feira (23).

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