Multicampeã, goleira de Beach Soccer ganha bandeirão em torcida do Vasco
Natalia Wippel estampa bandeira da Ultras Vascaína

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Um bandeirão tremula entre os Ultras Vascaína e chama a atenção em São Januário. Em meio à torcida organizada do Cruz-Maltino, o rosto estampado não é de um ídolo do futebol de campo, mas da goleira Natalia Wippel, destaque do Beach Soccer feminino do Vasco e da Seleção Brasileira.
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A homenagem simboliza o reconhecimento da arquibancada a uma modalidade que ganhou protagonismo nos últimos anos e reforça a conexão cada vez mais maior entre o clube, suas atletas e a torcida. Wippel, que pratica o esporte desde seis anos de idade, é um dos nomes que mais caracterizam o projeto dentro do clube.
O Vasco da Gama consolidou, nos últimos anos, um dos projetos mais estruturados e vitoriosos do Beach Soccer feminino no Brasil. Em meio a um período de reconstrução do clube em diferentes modalidades, o time feminino da areia tornou-se referência dentro do desporto feminino.
Dentro do clube, o reconhecimento institucional cresceu. As atletas passaram a ser apresentadas oficialmente em São Januário, participam de eventos, voltas olímpicas e do Tour da Colina, fortalecendo o vínculo com a história do Vasco.
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Beach Soccer feminino no Vasco
Retomado oficialmente em 2019, após um período de inatividade, o Beach Soccer feminino voltou ao cenário nacional com uma proposta clara: igualdade de tratamento, identidade vascaína e alto rendimento. Desde o primeiro treino, realizado na praia de Copacabana, a equipe passou a operar com padrões profissionais, incluindo uniformes próprios, logística organizada e planejamento esportivo contínuo.
A filosofia adotada partiu de um princípio simples e simbólico: representar uma instituição centenária exige respeito à camisa. Enquanto o masculino sempre manteve tradição na modalidade desde a década de 1990, o feminino passou a receber a mesma atenção estrutural. "O Vasco briga historicamente por igualdade, então não faria sentido o feminino ter menos condições", define o gestor Rafael Rec, que também é marido de Natalia.

Os resultados esportivos acompanharam o investimento. No cenário estadual, o Vasco construiu uma hegemonia expressiva: o time feminino não perde competições no Rio de Janeiro há quatro anos, incluindo confrontos diretos contra rivais tradicionais. Nacionalmente, acumulou títulos da Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros e Estaduais, tornando-se uma das principais forças do país na modalidade.
Em 2024, o clube deu um passo histórico ao disputar, pela primeira vez, uma competição internacional com o Beach Soccer feminino. Na Americas Winners, realizada em El Salvador, o Vasco enfrentou equipes e seleções de alto nível, incluindo representantes dos Estados Unidos e da Europa, e chegou à final do torneio. O vice-campeonato garantiu visibilidade continental e credenciou o clube para desafios ainda maiores.
Com a campanha, o Vasco assegurou vaga em duas competições internacionais: a World Winners e uma nova edição da Americas Winners.
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Estrutura é o diferencial
Outro diferencial do projeto é a integração entre esporte e educação. Todas as atletas do Beach Soccer feminino contam com a possibilidade de cursar ensino superior por meio de parcerias com instituições privadas que oferecem bolsas integrais. A lógica é clara: formar atletas, mas também cidadãs, mantendo viva uma tradição do clube que sempre associou esporte e formação social.
O Vasco também se destaca pela forma como conduz a gestão do esporte feminino. A estrutura inclui acompanhamento psicológico, controle de carga de treino específico para atletas mulheres, atenção à saúde física e mental e participação ativa das jogadoras nas decisões do dia a dia.

Futuro é promissor
Durante um período em que o futebol de campo atravessou instabilidades e escassez de títulos, o Beach Soccer — masculino e feminino — foi o esporte que mais levou troféus a São Januário. No feminino, essa realidade se traduziu em protagonismo e reconhecimento nacional.
A atual gestão associativa do clube ampliou o apoio ao projeto, garantindo acesso a estrutura interna, fisioterapia, jurídico e presença constante nas atividades institucionais. Para quem trabalha diretamente com a modalidade, o momento é visto como o mais favorável dos últimos anos. Na areia, a perspectiva é de manter o alto desempenho e ganhar mais títulos.
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