Entenda lesão de Byanca Brasil, craque do Cruzeiro

Camisa 10 da Raposa não entra em campo desde 17 de maio

PorGiselly Correa BarataSão Paulo (SP)
16/06/2025 17:13
Atualizado em 16/06/2025 17:23
Byanca Brasil está lesionado e desfalca o Cruzeiro. (foto: Gustavo Martins/Cruzeiro)
Byanca Brasil em duelo entre Cruzeiro e Sport, pelo Brasileirão feminino. (Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro)

Mesmo sem a presença de Byanca Brasil, o Cruzeiro continua invicto no Campeonato Brasileiro Feminino. No último sábado (14), as Cabulosas empataram em 1 a 1 com o Sport, em casa. A atacante, camisa 10 do time, segue em recuperação após sofrer uma lesão ligamentar no tornozelo esquerdo no final de maio.

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Na prática, Byanca sofreu um entorse, um tipo de lesão que danifica os ligamentos responsáveis por estabilizar a articulação do tornozelo. Desde 17 de maio, ela não entra em campo.

De acordo com a informação oficial do clube, a atleta seguirá um tratamento conservador, o que indica que a lesão é considerada leve ou moderada. Em casos como esse, o tempo de recuperação pode variar entre uma a seis semanas, dependendo da evolução da recuperação.

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O Cruzeiro já está classificado para as quartas de final da competição, que ainda não têm datas definidas. Em julho ocorre a Copa América feminina, que terá o Equador como sede.

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Byanca Brasil em duelo entre Cruzeiro e Sport, pelo Brasileirão feminino. (Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro)
Byanca Brasil em duelo entre Cruzeiro e Sport, pelo Brasileirão feminino. (Foto: Gustavo Martins/ Cruzeiro)

Lesão no futebol feminino e o desafio da recuperação

Ex-Seleção Brasileira feminina, a médica do esporte Flávia Magalhães destaca a incidência de lesões como a de Byanca Brasil em mulheres.

— Lesões como entorse de tornozelo, síndrome patelofemoral e até rupturas de ligamento cruzado anterior ocorrem com mais frequência em mulheres por uma série de fatores anatômicos, hormonais e biomecânicos — inicia ela.

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Além de terem maior frequência no departamento médico, elas não dispõem da mesma estrutura para recuperação.

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— A discrepância entre as estruturas disponíveis para os departamentos médicos e físicos de clubes masculinos e femininos é um obstáculo à plena recuperação e ao desempenho sustentável das atletas — avalia a médica. E completa.

— Precisamos enxergar a reabilitação e a prevenção não como custos, mas como investimentos. E, sobretudo, entender que as mulheres não podem mais ser tratadas como variações e menos relevância do modelo masculino no esporte — diz.

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