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Bárbara Coelho aposta em Brasil forte e revela seleção que pode surpreender na Copa de 2027

Jornalista destaca evolução sob o comando de Arthur Elias, aponta Colômbia como possível surpresa e vê Marta e Kerolin como nomes importantes para o próximo ciclo

PorNathalia GomesRio de Janeiro (RJ)
28/08/2026 11:47
Seleção feminina perfilada para foto antes de jogo
Seleção Brasileira antes de amistoso contra os EUA (Foto: Lívia Villas Boas/CBF)

A Seleção Brasileira Feminina chega ao ciclo da Copa do Mundo de 2027, que será disputada no Brasil, cercada de expectativas. Depois da eliminação na fase de grupos do Mundial de 2023, a equipe apresentou uma evolução significativa sob o comando de Arthur Elias, que assumiu o cargo após a saída de Pia Sundhage.

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O principal resultado do novo trabalho veio nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, quando o Brasil conquistou a medalha de prata. A campanha incluiu uma vitória por 4 a 2 sobre a Espanha, então campeã mundial, na semifinal. Na decisão, a Seleção foi derrotada pelos Estados Unidos.

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Para a jornalista Bárbara Coelho, em entrevista à "Betnacional", a mudança no comando técnico foi determinante para a transformação da equipe.

— O Brasil vive outro momento. Em 2023, o trabalho estava sob o comando técnico da Pia Sundhage. Ela é uma treinadora vitoriosa que agregou muito à Seleção Brasileira como um todo, trazendo mentalidade, processos e uma evolução interessante para a modalidade, mas que, esportivamente, não funcionou — avaliou.

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Segundo Bárbara, Arthur Elias conseguiu implementar uma proposta diferente à frente da Seleção, aproveitando também o conhecimento adquirido durante sua passagem pelo Corinthians, clube que forneceu diversas jogadoras para a equipe brasileira.

— Em 2024, na França, já tivemos outro trabalho com o Arthur Elias. Ele colhe os frutos estruturais deixados pela Pia, mas aplica uma filosofia e uma forma de trabalhar totalmente diferentes em campo. O Arthur é um treinador que conhece muito o futebol brasileiro e as jogadoras do país, tendo treinado por muito tempo o Corinthians, que é a base dessa seleção — completou.

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Brasil terá Copa do Mundo em casa

A Copa do Mundo de 2027 será a primeira edição do torneio feminino realizada no Brasil. A Seleção ainda não conhece os adversários da fase de grupos, já que o sorteio está marcado para 11 de dezembro, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro.

Os locais dos primeiros jogos, porém, já estão definidos. A Seleção fará a partida de abertura no Maracanã, no Rio de Janeiro. Na segunda rodada, jogará na Neo Química Arena, em São Paulo, enquanto a última partida da fase de grupos será no Mané Garrincha, em Brasília.

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Caso termine a primeira fase na liderança de sua chave, o Brasil disputará as oitavas de final no Mineirão, em Belo Horizonte. ➡️Confira o caminho do Brasil na Copa do Mundo.

Colômbia é aposta de Bárbara para surpreender

Entre as seleções que podem surpreender na competição, Bárbara Coelho aposta em uma equipe sul-americana. A jornalista destacou a Colômbia, que conta com nomes como Linda Caicedo e vem ganhando espaço no cenário internacional.

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— Eu gostaria muito que a Colômbia surpreendesse. É uma seleção latina forte, com ótimas atacantes e meio-campistas, que joga com o brilho e o futebol bonito que a gente gosta. Além disso, o time conta com a Linda Caicedo, uma das melhores jogadoras desta geração, como protagonista. Por isso, coloco a Colômbia como a minha aposta de surpresa — afirmou.

Futebol feminino brasileiro vive crescimento

O momento da Seleção também está inserido em um cenário de crescimento do futebol feminino no país. Segundo pesquisa do Instituto Nexus, 41% dos brasileiros passaram a acompanhar os jogos da Seleção Feminina com maior frequência na última década, enquanto cerca de 62% da população demonstra interesse pela modalidade.

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Para Bárbara, o aumento da exposição e do investimento pode contribuir diretamente para o surgimento de novas jogadoras.

— Com mais divulgação, espaço na mídia e valorização, teremos mais praticantes, pois talento não falta: o Brasil é o país do futebol para homens e mulheres. A diferença é que as mulheres não são estimuladas. Se forem, revelaremos grandes craques para o futebol mundial — disse.

A jornalista também ressaltou a importância de ampliar o trabalho de formação das atletas desde as categorias de base.

— Tratar a modalidade como realidade é essencial para que as meninas comecem mais cedo e tenham a formação que hoje ainda falta, já que há poucos trabalhos de base no país. Por fim, esta seleção talentosa e carismática, vinda de uma medalha de prata, enche os olhos e renova a esperança no Brasil — completou.

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Marta e Kerolin são apontadas como protagonistas

Com um elenco que mistura jogadoras experientes e jovens talentos, a Seleção Brasileira terá diferentes opções para o ciclo até a Copa de 2027. Entre os nomes citados por Bárbara estão Marta e Kerolin.

Para a jornalista, Marta ainda ocupa o posto de principal referência da equipe, tanto pelo desempenho dentro de campo quanto pela liderança no grupo.

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— A Seleção Brasileira tem muitas jogadoras talentosas, mas a Marta continua sendo o nosso grande nome e protagonista enquanto jogar profissionalmente. Mesmo não sendo mais uma garota de 20 anos e estando em outra condição física, ela se cuida, joga muito e é indispensável como liderança técnica e de vestiário — afirmou.

Bárbara também destacou Kerolin, que recentemente se transferiu para o Barcelona, mas fez uma ressalva sobre a expectativa colocada sobre a atacante.

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— Paralelamente, outras atletas estão pedindo passagem para dividir essa responsabilidade. Uma delas é a Kerolin, recém-transferida para o Barcelona. Fala-se muito em "passagem de bastão", mas não devemos depositar esse peso sobre ela. A Kerolin precisa apenas jogar o seu futebol, transmitindo a alegria, o carisma e a brasilidade do seu estilo. Ela é o puro retrato do futebol brasileiro — concluiu.

Bárbara Coelho sorri usando camisa do Brasil durante evento
Bárbara Coelho durante ação da Betnacional (Foto: Reprodução)

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