Giovaninha relembra passagem pelo Espanha e volta ao Brasil: 'O Grêmio me acolheu'
Experiência no Tenerife marcou a primeira passagem internacional da atacante das Mosqueteiras

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Giovaninha não precisou de muito para entender que o futebol seria mais do que passatempo. Antes mesmo de ingressar na base de clubes tradicionais, como São Paulo e Centro Olímpico, o hábito já estava ali. Filha de um pai que jogava por prazer, cresceu à beira de campo, acompanhando jogos e repetindo gestos com a bola ainda pequena. Aos 23 anos, é atacante do Grêmio e tem passagem pelo Tenerife, da Espanha.
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— Meu pai sempre jogou, minha mãe ia ver os jogos dele e eu ficava com a bola chutando — lembra, em entrevista exclusiva ao Lance!.
O que começou como distração virou rotina cedo: aos cinco anos, já estava em campo, dividindo espaço com meninos do bairro. A atacante foi observada por um professor de educação física e recebeu a primeira indicação para um teste no Centro Olímpico.
— Eu fiz a peneira, mas não tinha categoria ainda, falaram para eu voltar no ano seguinte — conta.
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Voltou. E ficou. Entre idas e vindas ainda muito jovem, construiu ali a base que sustentaria sua transição para o alto rendimento. Dentro do São Paulo, acumulou títulos nas categorias de base e encurtou o caminho até o profissional.
— Ganhei três paulistas no sub-17 e também o Brasileiro sub-18. Foi ali que eu subi.
Mudança para a Espanha
Após conquistar a Ladies Cup com o São Paulo, Giovaninha aceitou a proposta de ir para o futebol espanhol. A experiência no Tenerife não teve o brilho esperado em termos de minutos no time principal, mas foi decisiva em outro aspecto.
— Eu joguei mais no time B, entrei poucas vezes no A, mas voltei muito mais madura. Foi muito importante para mim como jogadora — avalia.
O Grêmio apareceu em um momento em que ela sequer poderia atuar pelo profissional de imediato. Ainda assim, foi mantida.
— O Grêmio me acolheu mesmo quando eu não podia jogar. Sou muito grata por isso — diz.
A resposta veio em campo, mesmo que inicialmente na base: título no sub-20 e, na sequência, a integração definitiva ao elenco principal. Hoje, já inserida no grupo profissional, está em afirmação, e vem de boa atuação diante do São Paulo, quando marcou o único gol das Mosqueteiras na derrota por 3 a 1.

Preferência dentro de campo e conexão com a torcida
Atacante de origem, prefere atuar pelos lados.
— Gosto de jogar de ponta, é onde me sinto melhor, tem mais a ver com o meu estilo — explica. Fora dele, mantém uma vida tranquila em Porto Alegre, onde mora com o namorado, enquanto a família acompanha à distância sempre que possível. A conexão com o Grêmio também passa pela arquibancada.
— Eu gosto muito da torcida, até vou em jogo do masculino. Agora a gente sente eles mais perto também.
— Quero ser artilheira de novo — afirma, sem rodeios. Em meio a mudanças no comando técnico e ajustes de modelo de jogo, enxerga o momento atual como construção.
— A gente está trabalhando bastante, a sequência vai ser difícil, mas é seguir evoluindo e buscar vitória sempre.
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