Chefe da Audi provoca Ferrari na F1: 'Não ganham nada desde 2008'
Antes de ir para Sauber, Mattia Binotto esteve na escuderia italiana por 28 anos

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A parceria entre Mattia Binotto e a Ferrari chegou ao fim ao término da temporada de 2022, quando o italiano pediu a rescisão de seu contrato. Ainda assim, uma trajetória de 28 anos deixa marcas e impressões difíceis de esquecer. Em seu segundo ano na Audi (antiga Sauber), o engenheiro já identifica qualidades na nova equipe da Fórmula 1 que não via na escuderia italiana.
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Muitas mudanças foram necessárias para que a Audi estreasse oficialmente na F1 sem grandes problemas. Até então, segundo Binotto, as melhorias precisaram começar pela estrutura interna para que, assim, os resultados começassem a surgir. Antes da chegada do engenheiro, a então Sauber não havia somado pontos no campeonato.
— A Sauber era uma equipe pequena e histórica, com infraestrutura um tanto ultrapassada. Havia falta de pessoal, competências, processos, metodologia, espaço, recursos, boas instalações de teste, um simulador, um túnel de vento reformado e um departamento de produção mais eficiente e com maior capacidade — disse Binotto, em entrevista ao jornal francês "L'Équipe".
Aos poucos, foi possível acompanhar o crescimento da equipe no elite do automobilismo mundial. Com uma nova dupla de pilotos – Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg –, e um novo carro, a principal meta traçada enfim começou a ganhar forma na temporada de 2025. A Sauber terminou o ano com 70 pontos conquistados.
— O objetivo é se tornar campeão mundial um dia. O que precisamos fazer para alcançar isso? Fazemos uma lista e trabalhamos nela. É simples assim.
Questionado sobre a Ferrari como possível fonte de inspiração, Binotto negou a ideia e aproveitou para alfinetar sua antiga equipe. O engenheiro também analisou as principais diferenças estruturais entre as duas escuderias, que acabam favorecendo a Audi.
— Por que eu faria isso? Eles não ganham nada desde 2008. Eu quero que a Audi vença. Na Ferrari, não havia planos nem processos. As coisas eram simplesmente testadas, e um plano não era necessário para o sucesso. Ao contrário da Audi, onde prevalece uma cultura mais alemã e suíça, os planos são essenciais.
História longa com a escuderia italiana
Depois de uma gestão de altos e baixos, Mattia Binotto decidiu não seguir para a temporada de 2023 da F1 como chefe de equipe da Ferrari. A parceria foi, então, encerrada após 28 anos. Com sua saída, Frédéric Vasseur assumiu o posto e segue na liderança até hoje.
O atual chefe da Audi tinha vínculo com a Ferrari até o fim de 2023. De acordo com informações da imprensa italiana, porém, a decisão de rescindir o contrato teria partido do próprio Binotto. O motivo teria sido a falta de confiança do presidente da equipe, John Elkann, em seu trabalho.
O italiano voltou à Fórmula 1 em agosto de 2024, quando assumiu a liderança da Sauber. O principal objetivo da contratação era contar com o comando de um engenheiro experiente na reestruturação da equipe, visando à entrada da Audi na F1 em 2026. Além dele, a chegada de Bortoleto e Hulkenberg segue o plano de levar o time à coluna das vitórias.
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Futuro segue promissor para Audi na F1
Embora faça sua estreia na temporada de 2026, a Audi tem altas expectativas para o futuro na Fórmula 1. A equipe de Gabriel Bortoleto projetou entrar na disputa pelo título em menos de quatro anos, antes de 2030. Os problemas enfrentados nas primeiras etapas do calendário não desanimam, inclusive, para uma boa campanha ainda neste ano.
O campeonato começou na Austrália com dois pontos, conquistados por Bortoleto ao terminar a corrida na nona colocação. Na etapa seguinte, o brasileiro não teve a oportunidade de pontuar, enquanto Nico Hulkenberg ficou em 11º lugar. Apesar disso, o atual cenário segue positivo para a Audi.
— Aprendemos com pressa nos desafios e em cada corrida na pista e transformamos os ensinamentos em resultados, com a ambição clara de competir pelo campeonato antes de 2030. Somos humildes e respeitosos, mas também determinados. Em Barcelona (shakedown da F1, em janeiro), nossa equipe enfrentou com calma um desafio que poderia colocá-la em dificuldade. E os progressos foram vistos em Melbourne, com os dois pontos conquistados por Gabriel Bortoleto — analisou o CEO da Audi.

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