Torcedores mandam recado a Lucas Moura após empate contra o Santos: 'Voltando'
Minutos depois de entrar em campo, meia deu assistência no clássico

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Depois de sofrer com muitas lesões e jogar poucas partidas em 2025, Lucas Moura está voltando a atuar em alto nível pelo São Paulo. Durante o duelo contra o Santos, na Vila Belmiro, na última quarta-feira (4), o atacante Tricolor cruzou na cabeça de Calleri, que empatou o clássico. O ídolo são-paulino foi muito elogiado nas redes sociais.
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Confira o que os torcedores do São Paulo disseram:

Como foi o jogo?
Texto de Juliana Yamaoka e Izabella Giannola
Antes do apito inicial, a Vila Belmiro já vivia um clima de tensão em razão da campanha irregular do Santos neste início de temporada, com apenas uma vitória em sete partidas.
Nem mesmo a importância do clássico se refletiu fora do estádio, já que pouco mais de 7 mil ingressos foram vendidos de forma antecipada. Em protesto, a principal torcida organizada direcionou críticas ao presidente Marcelo Teixeira e acompanhou o início da partida sentada, sem cantar ou entoar o nome dos jogadores.
Em campo, o primeiro tempo foi morno e marcado por estudo entre as equipes. O Santos tentou tomar a iniciativa, com Barreal arriscando de fora e Gabriel Barbosa insistindo na pequena área, em lance posteriormente anulado por impedimento.
O São Paulo respondeu aos 13 minutos, quando Calleri avançou livre na área, mas parou em boa defesa de Gabriel Brazão. O Tricolor voltou a levar perigo em cruzamento de Tapia, afastado por Adonis Frías, que pouco depois recebeu cartão amarelo após falta dura em Calleri.
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A melhor chance da etapa inicial foi são-paulina. Após erro na saída de bola de Gabriel Barbosa, Bobadilla finalizou forte de dentro da área, exigindo grande defesa de Brazão. O clima ficou ainda mais tenso com reclamações de Rony, xingamentos da torcida ao árbitro Anderson Daronco e hostilizações ao presidente santista durante a parada para hidratação.
Nos acréscimos, o Santos aumentou a pressão e foi recompensado aos 49 minutos: após rebote em chute de Adonis Frías, Zé Rafael apareceu para abrir o placar e aliviar a tensão na Vila, encerrando também o protesto da torcida organizada.
No segundo tempo, o Santos voltou com João Basso no lugar de Adonis Frías, enquanto o São Paulo só promoveu alterações aos 15 minutos, com as entradas de Lucas, Marcos Antônio e Luciano. A equipe visitante cresceu e passou a levar mais perigo, primeiro em cobrança de falta de Lucas Moura e, depois, em cabeçada de Calleri após cruzamento do próprio Lucas, empatando a partida.
Até o apito final, o Santos ainda tentou responder. Miguelito buscou o lance individual em duas oportunidades, mas parou na marcação. Barreal finalizou por cima do gol, enquanto Luciano arriscou uma bicicleta, sem sucesso, já nos minutos finais.
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Com apenas uma vitória em oito partidas, o técnico santista Juan Pablo Vojvoda permanece pressionado no cargo e ainda não conseguiu fazer a equipe apresentar respostas consistentes, nem mesmo atuando na Vila Belmiro.
A torcida, impaciente com o desempenho irregular, segue à espera de uma reação que ainda não veio, enquanto deposita suas esperanças no retorno de Neymar, principal ídolo do clube, apontado como peça-chave para a retomada da confiança e da competitividade ao longo da temporada.
Já o São Paulo, que também atravessa um período de reconstrução administrativa após a saída de Julio Casares e a chegada de Harry Massis à presidência, vive um cenário igualmente desafiador.
Apesar de conquistar uma sobrevida no clássico, com uma vitória e um empate diante do Santos, o time comandado por Hernán Crespo ainda carece de respostas em campo e segue sem perspectivas de maior competitividade enquanto a diretoria não viabiliza a chegada de novos reforços.
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