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Melhores momentos: em noite de protestos, Santos e São Paulo ficam no empate

Times se enfrentaram no último sábado (31), pelo Paulistão

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Juliana Yamaoka
Santos (SP)
Dia 04/02/2026
22:07
Atualizado há 1 minutos
Lucas comemora gol de Calleri pelo São Paulo no clássico contra o Santos. (Foto: Giuliano Rodrigues/Pera Photo Press)
imagem cameraLucas comemora gol de Calleri pelo São Paulo no clássico contra o Santos. (Foto: Giuliano Rodrigues/Pera Photo Press)

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Santos e São Paulo ficaram no empate por 1 a 1 na noite desta quarta-feira (4), na Vila Belmiro, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro. O gol santista da partida foi marcado por Zé Rafael, e Calleri descontou para o Tricolor.

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As equipes voltaram a se enfrentar poucos dias depois do clássico do último sábado (31), pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o Tricolor levou a melhor ao vencer por 2 a 0, com gols de Luciano e Tapia, no Morumbis.

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A principal torcida organizada do Santos optou por não entoar cantos durante os 45 minutos iniciais da partida e, no intervalo, estendeu faixas com protestos direcionados ao presidente Marcelo Teixeira e ao diretor executivo Alexandre Mattos.

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Principal torcida organizada do Santos protesta na Vila Belmiro. (Foto: Theo Daolio/Ekobanpress)
Principal torcida organizada do Santos protesta na Vila Belmiro. (Foto: Theo Daolio/Ekobanpress)

Neymar, que está próximo do retorno após cirurgia no joelho esquerdo, acompanhou a partida de um dos camarotes ao lado de familiares e amigos.

O técnico do São Paulo, Hernán Crespo, optou por deixar Luciano e Marcos Antônio no banco de reservas para poupar os jogadores já que não contava com tantas opções no banco de reservas. Ambos ganharam oportunidades na segunda etapa assim como Lucas Moura e Luan.

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Como foi o jogo?

Antes do apito inicial, a Vila Belmiro já vivia um clima de tensão em razão da campanha irregular do Santos neste início de temporada, com apenas uma vitória em sete partidas.

Nem mesmo a importância do clássico se refletiu fora do estádio, já que pouco mais de 7 mil ingressos foram vendidos de forma antecipada. Em protesto, a principal torcida organizada direcionou críticas ao presidente Marcelo Teixeira e acompanhou o início da partida sentada, sem cantar ou entoar o nome dos jogadores.

Em campo, o primeiro tempo foi morno e marcado por estudo entre as equipes. O Santos tentou tomar a iniciativa, com Barreal arriscando de fora e Gabriel Barbosa insistindo na pequena área, em lance posteriormente anulado por impedimento.

O São Paulo respondeu aos 13 minutos, quando Calleri avançou livre na área, mas parou em boa defesa de Gabriel Brazão. O Tricolor voltou a levar perigo em cruzamento de Tapia, afastado por Adonis Frías, que pouco depois recebeu cartão amarelo após falta dura em Calleri.

A melhor chance da etapa inicial foi são-paulina. Após erro na saída de bola de Gabriel Barbosa, Bobadilla finalizou forte de dentro da área, exigindo grande defesa de Brazão. O clima ficou ainda mais tenso com reclamações de Rony, xingamentos da torcida ao árbitro Anderson Daronco e hostilizações ao presidente santista durante a parada para hidratação.

Nos acréscimos, o Santos aumentou a pressão e foi recompensado aos 49 minutos: após rebote em chute de Adonis Frías, Zé Rafael apareceu para abrir o placar e aliviar a tensão na Vila, encerrando também o protesto da torcida organizada.

No segundo tempo, o Santos voltou com João Basso no lugar de Adonis Frías, enquanto o São Paulo só promoveu alterações aos 15 minutos, com as entradas de Lucas, Marcos Antônio e Luciano. A equipe visitante cresceu e passou a levar mais perigo, primeiro em cobrança de falta de Lucas Moura e, depois, em cabeçada de Calleri após cruzamento do próprio Lucas, empatando a partida.

Até o apito final, o Santos ainda tentou responder. Miguelito buscou o lance individual em duas oportunidades, mas parou na marcação. Barreal finalizou por cima do gol, enquanto Luciano arriscou uma bicicleta, sem sucesso, já nos minutos finais.

Com apenas uma vitória em oito partidas, o técnico santista Juan Pablo Vojvoda permanece pressionado no cargo e ainda não conseguiu fazer a equipe apresentar respostas consistentes, nem mesmo atuando na Vila Belmiro.

A torcida, impaciente com o desempenho irregular, segue à espera de uma reação que ainda não veio, enquanto deposita suas esperanças no retorno de Neymar, principal ídolo do clube, apontado como peça-chave para a retomada da confiança e da competitividade ao longo da temporada.

Já o São Paulo, que também atravessa um período de reconstrução administrativa após a saída de Julio Casares e a chegada de Harry Massis à presidência, vive um cenário igualmente desafiador.

Apesar de conquistar uma sobrevida no clássico, com uma vitória e um empate diante do Santos, o time comandado por Hernán Crespo ainda carece de respostas em campo e segue sem perspectivas de maior competitividade enquanto a diretoria não viabiliza a chegada de novos reforços.

Ficha Técnica:

🏆SANTOS 1 X 1 SÃO PAULO - 2ª rodada do Brasileirão
📍Estádio: Vila Belmiro (Santos, SP)
📑Data: Quarta-feira, dia 4 de fevereiro de 2025
Horário: 20h (De Brasília)
🗣️Arbitragem: Anderson Daronco (RS)
🚩Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)
📟4ª Árbitro: Murilo Tarrega Victor (SP)
📱VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

🟨 Cartões amarelos: Adonis Frías, Rony, Gabriel Barbosa, Zé Rafael, João Schmidt e Escobar (Santos) - Alan Franco (São Paulo)
👭Público: 10.280
💰Renda: R$602.735,63
🥅Gols: Zé Rafael (1ºT/49') e Calleri (18'/2ºT)

Escalações:

SANTOS (Técnico: Juan Pablo Vojvoda): Gabriel Brazão; Mayke, Adonis Frías (João Basso), Luan Peres e Escobar; João Schmidt, Gabriel Menino (Gabriel Bontempo) e Zé Rafael (Migueito); Barreal (Rollheiser), Rony (Lautaro Díaz) e Gabigol.

SÃO PAULO (Técnico: Hernán Crespo): Rafael; Alan Franco (Lucas), Arboleda e Sabino; Maik (Ferraresi), Pablo Maia (Marcos), Bobadilla (Luan), Danielzinho e Enzo Diaz; Tapia (Luciano) e Calleri.

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