Fluminense espanta crise, vence o Santos de Neymar e inicia maratona fora de casa com o pé direito
Tricolor mostra poder de reação, supera desfalques e falhas individuais em tarde de brilho de Guga e John Kennedy

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O Fluminense entrou em campo na Vila Belmiro carregando o peso de dias turbulentos. Com protestos intensos da torcida no CT Carlos Castilho e na sede das Laranjeiras nos últimos quatro dias, o clima era de extrema pressão para o elenco tricolor. Contudo, em uma atuação de superação e resiliência, o time soube transformar a hostilidade em combustível para buscar uma vitória heroica por 3 a 2 sobre o Santos, virando a página de um período conturbado e iniciando a maratona fora de casa com o pé direito.
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O início de jogo foi, de certa forma, o "esperado": um time modificado tentando se encontrar. Sem peças fundamentais como Martinelli, Samuel Xavier e Canobbio, era natural que o Tricolor sofresse com o ímpeto inicial do Santos. O gol do Peixe, logo no primeiro tempo, foi o retrato do que parecia ser um dia difícil. Após uma saída de bola insegura, após passe no fogo de Bernal, Alisson acabou perdendo a bola , o Santos aproveitou a sobra e Gabriel Barbosa abriu o placar.
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No entanto, o gol do Santos serviu como um choque de realidade necessário. O Fluminense não se abateu, assumiu o controle das ações e encontrou o empate em um golaço de Savarino. O venezuelano, que havia ficado no banco no clássico contra o Flamengo e entrado apenas no fim, provou que sua ausência no time titular precisa ser repensada.
O que marcou a tarde na Vila Belmiro foi a capacidade do time de lidar com os próprios erros. Se o primeiro tempo foi de certa forma, de domínio tricolor após o gol de Savarino, a etapa final trouxe um novo baque: falha individual de Jemmes que busca retomar espaço, Barreal aproveitou e deixou o Santos a frente do placar novamenta. Mais uma vez trás do placar, o Fluminense demonstrou uma maturidade que não vinha sendo vista.
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O empate veio rapidamente com Castillo, aproveitando o cruzamento preciso de Guga. E aqui vale o destaque: Guga, criticado por muitos, foi o "garçom" da virada. Enquanto isso, o jogo também foi marcado por uma polêmica que o torcedor tricolor certamente discutirá: a simulação de Gabriel Barbosa. Já amarelado, o atacante santista buscou o pênalti de forma clara, mas a arbitragem optou por não aplicar o segundo cartão, em um lance que poderia ter mudado os rumos da partida.

Zubeldía tentou oxigenar o ataque com a entrada de John Kennedy na vaga de Alisson, que teve uma estreia como titular bastante discreta e participação direta no primeiro gol santista. O jogo, porém, esteve perto de tomar um rumo trágico para o Tricolor. Após uma falha de Otávio no campo de defesa, o Santos teve a chance de ouro. Neymar, em um lance atípico para o seu nível, desperdiçou a oportunidade de colocar o time da casa em vantagem, jogando fora a chance do Santos fazer 3 a 2.
O futebol, implacável, castigou o desperdício santista quase de imediato. Pouco tempo depois desse lance, o Fluminense mostrou sua força. Aos 40 minutos, Guga, novamente ele, cruzou na medida para John Kennedy, que havia entrado para dar mais fôlego ao ataque, subir mais que a defesa e decretar a virada tricolor
Foi uma vitória que vai muito além dos três pontos. O Fluminense espanta a pressão dos protestos recentes, esfria o clima nas Laranjeiras e começa com o pé direito a maratona de cinco jogos longe de seus domínios. Em um jogo onde as falhas individuais quase custaram caro, foi a força do elenco e a capacidade de reação que garantiram um resultado de "time grande" na Vila Belmiro. O Fluminense respira, vence e convence, ao menos pelo caráter demonstrado.
Maratona de jogos fora de casa para o Fluminense
A vitória sobre o Santos marcou apenas o início de uma jornada extenuante para o Fluminense. Dos próximos cinco compromissos, quatro serão disputados longe do Rio de Janeiro, exigindo força máxima e uma gestão de elenco precisa de Zubeldía. O calendário, que coloca o Tricolor em frentes decisivas na Copa do Brasil e na Libertadores, não admite margem para erros, especialmente nos desafios internacionais.
Após a vitória na Vila Belmiro, o Fluminense agora se prepara para enfrentar o Operário-PR, pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil, o Bolívar, na altitude, e o Independiente Rivadavia, ambos pela Libertadores, além de um confronto contra o Internacional pelo Brasileirão. O único respiro nessa maratona será no domingo, dia 26, quando a equipe recebe a Chapecoense no Maracanã. A atenção é redobrada na Libertadores: com as derrotas nas duas primeiras rodadas, qualquer deslize nesses jogos fora de casa pode ser fatal para as pretensões tricolores na busca pelo título.
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