Leonardo Jardim explica mudanças no time em goleada do Flamengo na Libertadores
Rubro-Negro vence por 4 a 1 e segue com 100% de aproveitamento na Libertadores

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Técnico do Flamengo, Leonardo Jardim não escondeu a satisfação com a atuação do time na goleada por 4 a 1 sobre o Independiente Medellín nesta quinta-feira (16), pela segunda rodada do Grupo A da Libertadores. Em entrevista coletiva após a partida no Maracanã, o treinador valorizou o resultado e explicou o porquê das mudanças em relação à equipe que venceu o Fluminense no domingo (12).
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— Já falaram sobre a situação de termos um elenco com soluções, por isso eu até contrariaria um pouquinho a sua afirmação. Nós somos a força máxima. A nossa força máxima é vestir a camisa, entrar com os 11 jogadores e mostrar qualidade para conseguir os objetivos do clube. E hoje conseguimos, com o resultado de 4 a 1, e acho que de forma merecida. Mais uma vez, jogamos o jogo hoje, daqui a dois dias temos outro jogo, e quarta-feira voltamos a ter outro jogo e é quase impossível o mesmo jogador jogar três jogos. Por isso, não é só pela boca, o treinador também tem que fazer acreditar que os jogadores, quando jogam, são capazes de realizar as funções e é isso que o grupo tem demonstrado até agora — declarou Jardim
— Temos tido algumas escalações, muitas delas diferentes, e a resposta de dentro de campo tem sido positiva, mesmo para aqueles que alguns gostariam que fossem sempre os titulares. Mas para mim, os titulares são aqueles que entram de início, e hoje os titulares foram aquele 11 base, e os outros entraram a seguir para ajudar — completou.
A goleada rubro-negra foi construída com gols de ídolos do clube. Lucas Paquetá, Bruno Henrique, De Arrascaeta e Pedro balançaram a rede adversária. Sobre a importância dos jogadores identificados com o Flamengo, Leonardo Jardim exaltou os quatro.
— Com certeza, todos esses jogadores têm uma história dentro do clube, principalmente o Bruno, o Arrascaeta e o Pedro. Como você disse, o Paquetá só chegou este ano, mas já esteve também aqui no passado. São jogadores extremamente identificados com os valores do clube, sabem o peso da camisa e que, independentemente do adversário, temos que jogar com responsabilidade. Essa mensagem deles aproveito para, dentro de campo, conseguirmos mostrar a todos que, independentemente daqueles que estão jogando de início, nós temos que ter a responsabilidade de usar esta camisa do Flamengo, impor aquilo que é o nosso futebol, impor aquilo que são as nossas ideias — destacou o português.
Jardim seguiu, analisando o desempenho do Flamengo na partida e o erro de Carrascal no gol de empate do Independiente Medellín, ainda no primeiro tempo.
— Entramos muito bem no jogo, infelizmente um erro de perda de bola numa zona proibida e acabamos por sofrer o empate, mas depois acabamos por ter uma reação. Na análise que eu fiz da estatística, acho que o adversário fez um chute ao gol, e isso mostra aquilo que foi a nossa supremacia em relação ao jogo. Uma boa vitória, somamos três pontos, e agora recuperar bem para, no domingo, termos mais um jogo com o Bahia, uma boa equipe e que tem a felicidade, ou não, deste ano jogar somente uma competição. Tem a Copa (do Brasil), mas tem uma semana de descanso para nos enfrentar e vai estar fresca, por isso nós também temos que estar frescos para sermos competitivos e tentar o objetivo que são mais três pontos — completou.
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Outras respostas de Leonardo Jardim após Flamengo x Independiente Medellín
Falha do Carrascal no gol adversário
— O Carrascal é mais menino, é jovem. Um jogador com muito talento. Com certeza, neste momento, ele não vive seu melhor momento. Por expulsões, por as coisas não estarem correndo bem, mas isso não foge à qualidade que ele tem. Meu trabalho como treinador é incentivá-lo e apoiá-lo de forma que eu consiga espremer todo seu talento. Corrigindo nos momentos que tem que corrigir, mas incentivando. No futebol é assim. Há jogadores com momentos melhores, outros que baixam. Mas é coletivo. Em termos de trabalho e dedicação, não posso me queixar, ele está se empenhando ao máximo. Somente algumas coisas não estão correndo bem. Minha experiência diz que esse tipo de jogador vai passar por esse momento. As coisas vão correr bem porque ele tem trabalhado de forma exaustiva e profissional.
Preparação para a partida
— A preparação deste jogo foi baseada na importância de duas coisas: da importância do jogo e do resultado. Eu falei com os jogadores que um resultado positivo ia nos dar uma vantagem de cinco e seis pontos para os outros dois adversários, não é? Nós ficamos em primeiro com seis, os outros, o terceiro tem um e o quarto tem zero. Abrimos aqui um gap em relação aos outros dois. Um resultado que, se não fosse positivo, poderia nos levar para o terceiro lugar, e não era isso que nós pretendíamos. Em termos de comportamento, o respeito que a gente tem que ter por todos os adversários, e também falei da última jornada do ano transato em outra competição. Falei de dois clubes que jogaram ontem e que também não conseguiram ganhar dessas equipes sul-americanas.
— E falei disso tudo para quê? Para que a concentração, a motivação e a atitude fossem fortes, e foi isso que aconteceu no jogo. Entramos fortes no jogo, impusemos o nosso jogo, pressionamos o adversário. Pena minha não termos acabado naqueles 15, 20 minutos iniciais, fazer mais um gol, tivemos várias situações para o fazer. Mas pronto, acaba os 90 minutos por ser um jogo bem ganho com, principalmente, o melhor momento dos primeiros 20 minutos até o gol do empate. E depois a segunda parte também, acho que a nossa segunda parte foi equilibrada.
Prioridade entre as competições
— Quando cheguei aqui, com quatro dias para a final do Carioca, a prioridade era ganhar o Carioca e ser tricampeão. Neste momento temos três competições e, para quem joga no Flamengo, todas as competições são prioridade. É prioridade, neste momento, estes dois meses que temos, é prioridade qualificarmos a equipe para a segunda fase da Libertadores. É prioridade a gente ter um bom desempenho no Campeonato Brasileiro e andar perto do primeiro lugar. E é prioridade a gente conseguir passar na Copa do Brasil. Isso é prioridade. Pode uma ou outra situação não acontecer, mas a gente… é prioridade porque nós trabalhamos no Flamengo, temos um elenco que pode ser trocado algumas peças e mantém a intensidade. E por isso todas as situações são prioridade para nós.
Paquetá
— O futebol é um jogo que, normalmente, nos elencos, é importante ter jogadores versáteis. Temos o Paquetá, que é um jogador versátil. Temos o Bruno, que joga por fora, joga por dentro, joga como segundo ponta, é um jogador importante nessa versatilidade. Esses jogadores permitem ao treinador fazer alterações com mais qualidade. Com certeza temos muitos volantes, mas o campeonato é longo. Eu acredito que todo mundo vai ter oportunidades. Vamos ver no futuro qual vai ser a performance dos jogadores, mas eu fico satisfeito por ter soluções, por ter dois ou três jogadores mais versáteis, que podem jogar mais por fora, mais por dentro. O Plata também é um que joga na direita, na esquerda, pode jogar nas costas. É importante esse tipo de jogador que dá esse tipo de soluções ao treinador e à equipe.
Saúl à disposição pela primeira vez
— Com certeza, hoje trouxemos o Saúl e Cebolinha depois de uma parada. Não foram opção para entrar porque. Temos que ver a evolução do Saúl com mais alguns treinos, mas claro que é um jogador importante. O Cebolinha vinha de um traumatismo na costela e optei por lançar no fim o Wallace, que é um jogador físico de duelo. Se o Cebolinha entra 10 minutos, leva um toque, e eu prejudico o jogador, sem necessidade. Por isso as opções foram essas. São jogadores que terão continuidade e no futuro, quando treinarem mais, vão ser opção.
Disputa por vaga no meio-campo
— Performance é sempre o que utilizo. Performance desportiva. Não posso dizer que, quando o Erick (Pulgar) voltar, vai ser sempre ele que vai jogar ou o Jorginho ou o Paquetá. Futebol é dinâmico. Falei de momentos, falei do Carrascal, também existem ilusões. Importante é quem jogar tenha boa performance. Quem tiver a melhor performance vai jogar mais. Espero recuperar os jogadores, o Eric e o Jorginho. Temos sobrecarregados o Evertton e o Paquetá porque temos dois jogadores fora. Mas com a volta poderemos, com o ganho de forma do Saúl, ter uma melhor gestão com um meio-campo com dois ou três. Como no jogo do Cusco, entramos com o Evertton, Paquetá e De la Cruz.
Pedro reserva na Libertadores
O Pedro é o atacante dessa equipe, já reforcei isso algumas vezes. Mas com certeza existem alguns jogos em que pretendo usar atacantes com outras características. Eu sabia que hoje essa equipe seria um pouco mais agressiva, de duelos, o Bruno é um atacante que se vira bem nos movimentos e nos contramovimentos. O Pedro é um jogador que segura mais. A gente viu que, quando o jogo ficou mais lento, com o adversário com menos capacidade de nos agredir fisicamente, o Pedro apareceu mais. Também é importante às vezes casar os jogadores. Nos outros jogos, casamos o Lino e o Plata, é importante essa dinâmica. Por exemplo, quando temos o Bruno na frente, um dos pontos pode auxiliar na zona anterior, não precisa dar essa profundidade porque o Bruno já dá. Eu procuro sempre aproveitar essa ligação entre dois jogadores.
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Flamengo de Jardim já alcançou o nível esperado?
— Na vida, para chegar ao futebol de alto nível, tive que realizar meus conceitos. Sou o mais exigente. Não acredito na plenitude. Há sempre um espaço para melhorarmos na vida e no futebol. Não quero fazer comparações, mas há ideias que coloco e os jogadores estão abordando de forma positiva. Tentam implementar nos treinos e nos jogos. Esta equipe está formada, eu quero botar meu cunho pessoal, mas esta equipe tem uma história. Mas existem coisas hoje em dia que não faziam antes e tem coisas que faziam antes que não fazem agora. Tem a ver com a ideia de cada treinador.
Evertton Araújo
— O Evertton, vocês sabem melhor que eu, já jogou no passado algumas partidas. Neste ano, está tendo continuidade em alguns jogos. É um jovem talento, é um jogador da nossa formação. É importante para o Flamengo ter jogadores da formação jogando na primeira equipe. É um exemplo para os outros que vêm atrás. Estou satisfeito, ele tem melhorado. Claro que tem sempre coisas para melhorar, mas ele tem mostrado empenho e qualidade.
Erros individuais na defesa
— A gente tem uma ideia, um comportamento, mas com certeza os gols podem aparecer em alguns erros, seja para nós ou para o adversário. Com certeza existem zonas onde a gente não pode perder a bola, como foi hoje. Eventualmente, uma ou outra situação, mas pouco a pouco os jogadores conseguem perceber as diretrizes. Hoje fiz uma mudança de 75% na defesa, mas, mesmo assim, todos estiveram comprometidos e atentos principalmente nas primeiras bolas do adversário. Ganhamos esses duelos e conseguimos resolver muito bem essas situações.
Time já assimilou o estilo de jogo?
— Em primeiro lugar, a estratégia que defendemos para o Flamengo os jogadores têm abraçado e tentado aplicá-la nos treinos e jogos. Trabalho com todos e digo que quem é chamado precisa responder à altura. Não pode haver aquela muleta: "ah, eu jogo menos". Não. Se trabalhar sério e com compromisso, quando chegar o jogo, aproveita para fazer o seu jogo. A equipe tem treinado muito bem, aplicada, e é isso que pretendo, que em todos os jogos a gente tenha jogadores frescos, com intensidade mais alta. É minha ideia como treinador. Há dois meses temos dois jogos por semana e nenhum jogador do Flamengo nem de nenhuma equipe consegue fazer todos os jogos. E também não podemos deixar jogadores sem atuar por mais de um mês e depois chamá-los à responsabilidade. É matar o jogador. Por isso, tem que haver sempre essa gestão, a capacidade de jogarem, uns mais e outros menos, com capacidade de dar resposta. Mesmo no ano passado, o Ortiz, que jogou muito, na final da Libertadores estava lesionado, e o Danilo jogou e foi importante. Acredito nesses valores. Na equipe do Flamengo, não podemos depender de ninguém, temos que depender do Flamengo.
O que da atuação do Flamengo hoje representa o Flamengo ideal do Jardim?
— Uma coisa que nós temos conquistado é o respeito pelos adversários, mas, em todos os jogos que nós jogarmos, nós temos que ter respeito por nós próprios. Respeito por nós próprios é não pensar naquilo que não controlamos, que é o adversário, e pensar naquilo que controlamos, que é a nossa performance e nossa atitude. Vocês viram que, no clássico, nós entramos muito forte e bem. E hoje, contra uma equipe menos valorizada, entre aspas, voltamos a ter o mesmo comportamento. Para mim, é muito gratificante uma equipe que tenha liderança, que jogue o seu futebol independentemente de quem seja o seu oponente. Isso é uma das coisas que eu gosto nas minhas equipes. Independentemente de jogarmos com o Real Madrid ou com o Medellín, o importante é controlar aquilo que somos capazes, que são nossas ações, nossa atitude e nosso empenho futebolístico.
Já se acostumou com as competições sul-americanas?
— Esse é o meu segundo jogo na Libertadores, ano passado eu joguei a Sul-Americana. Eu tenho tido uma experiência, quer na Ásia, quer na Europa, na Champions da Ásia, na Champions da Europa, na Liga Europa… essas competições funcionam da mesma forma. Os asiáticos da parte do Golfo, Catar e Emirados, são diferentes dos japoneses e dos coreanos em termos culturais, em termos do próprio jogo. Aqui na América do Sul, eu encontro árbitros diferentes. Hoje tivemos um árbitro que deixava jogar, que não parava o jogo em qualquer contato. Eu avisei aos jogadores, disse que o árbitro não ia parar, que não valia a pena fazer as faltas porque ele vai marcar quando for uma falta 100%, faltas 50% ele não vai marcar. Temos que nos adaptar a isso, à altura, aos jogos. Às vezes, a distância entre os torcedores e o campo é muito pequena. Na Argentina, já joguei um ou dois jogos assim, com os torcedores perto de nós. É uma prova de que existem grandes diferenças e que, no jogo, temos que ter atenção em algumas situações para minimizar algumas diferenças. Hoje foi um jogo de mais combate. Com certeza, vai haver outros de menos combate.
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