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Leonardo Jardim analisa atuação do Flamengo contra o Vitória: 'Dificuldades'

Em duelo de rubro-negros, time carioca leva a melhor no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil

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Lucas Bayer
Rio de Janeiro (RJ)
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Mauricio Luz
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 23/04/2026
00:17
Atualizado há 37 minutos
Leonardo Jardim Flamengo (2)
imagem cameraLeonardo Jardim, técnico do Flamengo (Foto: Lucas Bayer / Lance!)

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O técnico Leonardo Jardim avaliou o desempenho do Flamengo no triunfo por 2 a 1 sobre o Vitória nesta quarta-feira (22), no Maracanã, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador citou a dificuldade da equipe em vencer duelos na primeira etapa, mas viu melhora com as substituições.

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— Foi um dos assuntos que eu falei com os jogadores ao intervalo, e as duas substituições, mais do que técnicas, foram devido ao jogo que o adversário estava propondo. Nós estávamos com dificuldades em ganhar duelos, tínhamos ganho 10 duelos. Com a entrada do Saúl no meio-campo, conseguimos aumentar a envergadura. Jogando o Bruno Henrique para a ponta também conseguimos ter mais capacidade no primeiro e no segundo duelo. Isso foi vantajoso para nós, principalmente para ganhar os duelos para depois voltar a pôr a bola no chão — analisou Jardim.

— Contra estas equipes que abusam um pouco do jogo direto e das segundas bolas, nós não podemos entrar no jogo deles. Temos que recuperar, mas temos que ganhar as bolas para colocar no chão e seguir jogando. Foi isso que aconteceu na segunda parte, e com certeza que as primeiras duas substituições tiveram um pouco a ver com essa situação — completou.

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Um dos destaques do Flamengo contra o Vitória foi Evertton Araújo. O volante abriu o placar com um golaço de fora da área ainda no primeiro tempo. Leonardo Jardim elogiou a evolução do jogador e o "sacrifício" de ter uma sequência grande de jogos.

— É um jogador que tem uma margem de progressão muito grande. É um jogador que tem uma margem de progressão muito grande como primeiro volante, é um jogador intenso, boa capacidade física, envergadura, um jogo aéreo razoável. Tecnicamente, está evoluindo para jogar mais para a frente, conseguindo fazer parte da construção. E hoje acertou aquele chute de fora da área e fez o gol. Por isso fico satisfeito pela evolução dele — destacou o técnico.

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— É importante nós termos jogadores competentes ali no meio-campo, onde nestas últimas semanas, tivemos alguma dificuldade, porque temos alguns jogadores de fora. O Paquetá, que acabou ficando fora, e a gente apelou ao sacrifício do Evertton, que está jogando há cinco ou seis jogos seguidos, porque neste momento ainda não temos capacidade para trocar — completou.

Leonardo Jardim Flamengo
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo (Foto: Lucas Bayer / Lance!)

Outras respostas de Leonardo Jardim após Flamengo x Vitória

Chances perdidas

— Minha experiência no futebol diz que quando criamos um número de situações, como foi o caso desses últimos dois jogos, e não concretizamos tanto, o futuro será promissor porque vai haver um momento em que as bolas vão começar a entrar. Fico preocupado quando não criarmos. Gosto que minhas equipes criem. Porque vai haver um momento que as coisas vão correr bem. Por isso, é importante criar. Para uma equipe da dimensão do Flamengo, é importante criar um jogo ofensivo. E um jogo ofensivo é isso. Criamos 20 finalizações contra cinco do adversário. O adversário, em cinco, fez um gol. E, em 20, nós fizemos dois. O aproveitamento do adversário foi muito bom. Mas as coisas acontecem quando você cria. Um jogo ou outro, vamos criar menos números e talvez fazer mais gols.

Sequência fora de casa

— Costumo a dizer aos meus jogadores nas equipes que trabalho, o jogo fora de casa e dentro de casa o que difere é o apoio do público, mas lá dentro temos que continuar a desenvolver nossas formas de jogar e nossas competências. Por isso, a ideia de desenvolver um jogo em casa ou fora de casa não vai mudar. Assim como fomos jogar contra o Botafogo, ou outros jogos, a ideia do coletivo fora de casa e em casa tem que ser semelhante. No Flamengo temos uma coisa boa, temos sempre nossos adeptos conosco, e isso vai permitir sempre estarmos em casa. Os adeptos, pelo que eu senti quando estava em outro clube, o Flamengo arrasta sempre muitas pessoas. Em casa ou fora, temos que ser Flamengo.

Condição física De la Cruz

— Ele é um dos jogadores que no sintético (Arena MRV) me incomoda bastante. Com certeza, se precisar, eu acredito que ele vai fazer um esforço (contra o Atlético-MG). Teve um episódio aqui, contra o Palmeiras eu acho, que ele teve uma lesão mesmo jogando 15 minutos. Vamos ver os outros também, acredito que o Jorginho vai estar melhor, o Saul vai estar melhor, o Evertton Araújo. Se pudermos corrigir essa situação e não o colocar será uma vantagem porque temos o jogo na Argentina, mas vamos ver nesses 3 dias que temos pra trabalhar, vai ser importante para fazer avaliação de todos os fatores.

Já trabalhou com um elenco tão bom?

— Às vezes os plantéis são pelas necessidades. Nesse campeonato, onde o Flamengo pode fazer 70, 80 jogos, existe uma necessidade de termos um elenco com opções para todas as posições, porque vem as lesões. Os jogadores não podem jogar os 80 jogos, não são super-homens, são humanos. Nossa equipe tem uma especificidade maior ainda, porque não somos uma equipe jovem. Vocês verificaram pelo menos em duas situações que eu tive que carregar mais o Jorginho e o Alex (Sandro), eles acabaram tendo contraturas e ficando de fora. Se fosse um jovem, talvez não acontecia. O Evertton teve a mesma carga, mas está na flor da idade. Por isso temos que ter um cuidado muito grande com nossos atletas para manter nossa equipe saudável e sempre com soluções. Quando faltar, temos as outras opções. Falei com o Arrasca antes do jogo. Eu disse "Arrasca, neste momento, o Paquetá e o Carrascal, que são os meias que fazem aquela posição, te deixaram sozinho" (risos). Por isso, temos que fazer uma gestão nesse jogo. Talvez na segunda parte você joga porque já vou precisar de ti logo a seguir e não vai dar tempo para descansar. Por isso que um clube, com as responsabilidades do Flamengo, inserido no Brasil, com esse número de jogos, é uma necessidade vital ter um elenco com pelos menos dois jogadores por posição.

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Expulsões

— Já falamos sobre isso, sobre o controle emocional, em jogos de alto nível é importante. A gente não pode ter esses comportamentos para não perdermos jogadores ao longo da temporada. Em relação aos dois lances, eu não os revi, por isso não vou dizer. Acho que é lance de futebol. Apesar de não ter visto ainda, não é uma cotovelada que dá no outro nem nada, lance de futebol. As vezes acontece, os jogadores perdem a posição e veem o adversário passar e abrem o braço para bloquear, mas não para agredir. Uma coisa é fazer um movimento de agressão, outra coisa é colocar o braço na frente para cortar a trajetória. Eu sou da opinião que é importante o controle emocional nas situações que nós tivemos no passado recente.

Vitão

— O Vitão é um jogador que este ano jogou algumas vezes. No Carioca, jogou várias vezes. Hoje não foi opção por dois fatores. O Ortiz estava fresco, descansou dois jogos nos últimos 15 dias. Tenho que dar alguma sequência a ele porque é um jogador importante para nós. E, depois, hoje eu queria um jogador e mais construção. Com um bloco baixo do Vitória, muitas vezes o Ortiz, e vocês falam até que é o número 10 da defesa, é o jogador que vai procurar melhores passes entrelinhas, melhores decisões. Nessa situação eu preferi o Ortiz pelos dois fatores, para dar continuidade, porque estava descansado. E aproveitar, também, a capacidade que ele tem com equipes de bloco baixo, procurando passes interiores e mudança de flanco. Foi essa a minha decisão, mas o Vitão com certeza, no futuro, vai ter mais oportunidades. O futebol é assim.

Pedro merece ir à Seleção e sentimento de ajudar o jogador

— Acho que qualquer jogador do Flamengo que tem um papel ativo na equipe pode jogar em qualquer seleção. Pode ser no Brasil, como é o caso do Pedro, do Léo, do Alex, do Danilo. São jogadores que podem ter a porta aberta na seleção, alguns deles têm sido convocados com regularidade. É uma satisfação, não é o caso específico do Pedro. Mas eu tenho uma satisfação quando os jogadores rendem com o meu trabalho. Isso, para o treinador, é sempre um dos objetivos, além dos títulos e vitórias. É que os jogadores rendam com nossos métodos e nossa forma de gestão, com certeza isso é gratificante. Estou falando isso do Pedro como de outros jogadores do elenco, que têm conseguido um upgrade em relação ao rendimento. No fim das contas, para o público o que interessa para o treinador é ganhar jogos (risos).

Gols no início

— Os jogos tem 90 minutos, jogos como hoje que são muito picotados a gente joga 50, 60 minutos. Eu digo aos nossos jogadores que não podemos dar vantagem ao nosso adversário, não podemos perder tempo. O futebol nos reserva cerca de 60 minutos, por isso temos que entrar com intensidade e procurar o gol, porque o jogo de futebol, a beleza do jogo é o gol. Se for preciso na segunda parte tirar dois no intervalo e colocar quem está no banco para entrar, vamos fazer como fizemos hoje. Não podemos perder tempo, entrar 20 minutos vendo no que vai dar e depois no fim, faz falta. Nossa ideia de jogo é se preocupar em entrar forte no jogo dentro das nossas ideias de jogar e tentar impor o ritmo. Eu falei no jogo contra o Santos, com o treinador, ele falou: "porra, vocês correram tanto, que na segunda etapa estávamos mortos". Se não ditassemos o ritmo do jogo, o Santos faria 90 minutos tranquilos e ia nos criar mais dificuldade. Isso que pretendemos. Um jogo ofensivo e desgastar o oponente. O Vitória hoje saiu com uns quatro, cinco jogadores sair de maca, era mais pra perder tempo do que físico, mas deixo a dúvida no ar.

Já implementou 100% das ideias?

— Já acompanho o Flamengo há muitos anos, já disse isso. Uma equipe como o Flamengo não tem tempo, o treinador tem que chegar e fazer acontecer. Não só no Flamengo. Agora um treinador foi despedido do Chelsea. Chegou, mudou, não fez acontecer e já saiu. O futebol é assim. Quando treinamos grandes equipes, temos que fazer as coisas acontecer. Com os jogadores, porque são eles os intervenientes, os artistas e são eles que decidem os jogos. Temos que tentar imbuir eles com um espírito e estratégia coletiva para que a equipe chegue ao maior número de vitórias. O meu trabalho é dar seguimento e buscar dia após dia progredirmos. Vamos jogar mais vezes dentro da mesma estratégia. Acredito que podemos ser ainda mais competentes. Falei da finalização antes, acho que isso é situação de nível de confiança. Quando jogamos juntos, quando temos precisão do colega, de como faz o passe, essas coisas podem definir uma melhor finalização. Eu acredito sempre numa progressão e essa é nossa ideia.

Importância dos resultados

— O que eu vejo em relação a isso, no mês que vamos entrar é que, nesse mês já existia dificuldades com os jogos em três em três dias, as equipes que participam das provas internacionais ainda vão ter mais dificuldade no próximo mês, e aquelas que não conseguirem gerir o elenco vão aumentar o número de lesões na equipe e a intensidade do jogo vai diminuir. Porque estes dois meses são, não vou dizer que é de louco, mas é uns números de jogos muito grande. Temos que ter alguma atenção. Por isso eu já comecei a gerir os jogadores desde o início do mês, que é para não chegar em maio com mais problemas do que aqueles que eu tenho.

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