Estilo de Leonardo Jardim no Cruzeiro é 'oposto' ao de Filipe Luís no Flamengo
Último trabalho do provável novo treinador rubro-negro não se assemelha ao do antecessor

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A iminente contratação de Leonardo Jardim para o cargo de técnico do Flamengo é sinal de mudança "radical" no estilo de jogo da equipe. O português comandou o Cruzeiro na última temporada, com trabalho que apresentou características distantes daquelas que marcaram o time rubro-negro treinado por Filipe Luís, demitido na madrugada da última terça-feira (3) após goleada de 8 a 0 sobre o Madureira.
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O jogo do Flamengo sob o comando do ex-lateral-esquerdo teve como marcas o domínio da posse de bola e a ocupação do campo adversário. Na última edição de Campeonato Brasileiro, o atual campeão foi quem mais teve a bola, em 62,1% do tempo. O número é supera por muito até mesmo o segundo melhor no quesito, o Corinthians, com "apenas" 55,7%.
Por sua vez, o Cruzeiro de Leonardo Jardim foi apenas o 14º time em posse de bola no Brasileirão 2025, com 47,7%. Em campo, o desempenho da equipe celeste foi dos melhores, já que terminou a competição em terceiro lugar com 70 pontos. No entanto, a estatística demonstra a assimetria entre o estilo dos futuro e antigo treinadores rubro-negros.
Ademais, o Cabuloso não só apresentou como característica um modelo mais reativo, como sofreu ao ser desafiado a propor o jogo. Não à toa, foi surpreendido com tropeços diante de times mais fechados, como as derrotas para Ceará e Santos em casa, Vasco em São Januário e o empate com o Juventude no Alfredo Jaconi.
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Em outras competições, o cenário se repetiu, vide a campanha ruim na Sul-Americana com direito a derrota para o Mushuc Runa. Na Copa do Brasil, foi eliminado para o Corinthians em pleno Mineirão ao perder por 1 a 0, apesar de ter 63% de posse de bola.
As estatísticas comprovam a dificuldade do Cruzeiro de Leonardo Jardim em jogos em que precisou tomar a iniciativa. A equipe teve posse de bola superior a 53% em 23 partidas sob o comando do português, com aproveitamento de apenas 35%. Foram cinco derrotas, nove empates e nove derrotas no recorte.
Jogando "sem a bola", em jogos que teve 52% ou menos da posse, o cenário foi muito mais positivo. Em 32 partidas neste contexto, o Cabuloso venceu 21 jogos, empatou nove e perdeu apenas dois, um aproveitamento de 75%. Confira abaixo comparação mais detalhada.
| Estatística | >=53% de posse | <52% de posse | Total |
|---|---|---|---|
Jogos | 23 | 32 | 55 |
Vitórias | 5 | 21 | 26 |
Empates | 9 | 9 | 18 |
Derrotas | 9 | 2 | 11 |
Aproveitamento | 35% | 75% | 58% |
Gols pró (média) | 23 (1,0) | 53 (1,65) | 76 (1,38) |
Gols contra (média) | 24 (1,04) | 20 (0,63) | 44 (0,8) |
Grandes chances (média) | 42 (1,8) | 71 (2,2) | 113 (2,1) |
Grandes chances cedidas (média) | 36 (1,6) | 36 (1,1) | 72 (1,3) |
Jogos sem sofrer gol (média) | 7 (30%) | 17 (53%) | 24 (44%) |
Flamengo teria de se adaptar ao jogo reativo
Caso Leonardo Jardim pretenda adotar o mesmo estilo de jogo utilizado no Cruzeiro em seu trabalho do Flamengo, a novidade seria uma mudança brusca e de certa forma incompatível com o elenco rubro-negro. Historicamente e sobretudo nos últimos anos, o Mais Querido está acostumado a ter a bola e propor o jogo, e os titulares usados por Filipe Luís ajudavam nesta ideia.
Alex Sandro e Varela, laterais titulares da equipe no último ano, não tem como ponto forte a velocidade para ajudar no escape pelas beiradas. Junto a isso, muitas vezes Filipe preferia escalar um meia pelos lados — principalmente na direita —, como Carrascal ou Paquetá, invés de um ponta de velocidade.
Além disso, alguns dos principais nomes do elenco, como Arrascaeta e Jorginho, têm como características principais o trato da bola. Pedro, por sua vez, não tem o físico de outrora para explorar espaços em transição como fez Kaio Jorge no Cruzeiro.
Assim, o elenco do Flamengo teria de se adaptar a uma nova realidade bem diferente daquela a que está acostumado. Nomes como Samuel Lino, Everton Cebolinha, Luiz Araújo e Gonzalo Plata podem ganhar maior importância na hierarquia. As respostas sobre o trabalho de Leonardo Jardim no Flamengo devem começar a ser respondidas no próximo domingo (8), quando o Mais Querido enfrenta o Fluminense na final do Campeonato Carioca.

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