Poucas lesões e monitoramento: como o departamento médico do Flamengo inicia 2026
Saúl e De la Cruz se recuperam de procedimentos médicos

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O elenco principal do Flamengo se reapresentou na segunda-feira (12), no Ninho do Urubu, onde o departamento médico avaliou os jogadores. Antes do treino da tarde, os médicos do clube, Fernando Sassaki e Luiz Macedo, e o preparador físico Diogo Linhares, falaram sobre o quadro dos jogadores que terminaram a temporada lesionados ou voltando de lesão.
Além de dar o boletim individual, exaltaram o comprometimento dos jogadores nos tratamentos e destacaram o esforço de Danilo e Léo Ortiz para jogarem na reta final de 2025. Falaram ainda de Saúl, De la Cruz, Pedro e Vitão, zagueiro recém-contratado.
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Danilo

— No jogo contra o Palmeiras, ele teve um lance em que saltou e caiu, sofrendo um trauma no joelho. Fizemos uma ressonância, apresentou sinais de sinovite, edema ósseo, alteração no ligamento cruzado posterior e com bastante dor. Iniciou um tratamento intenso aqui no clube, fizemos tratamento local nesse joelho para ele poder jogar dois dias depois, contra o Racing. Ele chegou recuperado, já que o Léo também estava machucado, e foi bem. Desde esse dia, ele vinha apresentando dores no jhoelho, sendo tratado constantemente pelo departamento médico e fisioterapia, e suportando a dor. Tem que valorizar muito o que ele fez. Não sei se alguns atletas aguentariam o que ele aguentou. Vimos o tamanho do esforço que ele fez, mantendo a dor de outubro até a final. Ele chegou com dor na Libertadores e acabou sendo recompensado com o gol do título. — iniciou Sassaki
— Mantivemos contato nas férias. A lesão dele permite um tratamento conservador, mas falei que se ele sentisse que não estava evoluindo e melhorando, a gente reavaliaria com novo exame de imagem e faria um novo plano de tratamento para termos ele 100%. Ele veio mais cedo, nas férias, avaliei ele aqui, repetimos a ressonância, que mostrou uma melhora no padrão do edema, da sinovite, as fibras do ligamento perderam o padrão inflamatório, mas ainda dá para ver sinais de ruptura parcial [equivalente a um estiramento]. Ele não tem instabilidade, mas ainda tem dor. Não como antes, mas uma dor que levamos em consideração, então fizemos uma programação específica para trazê-lo de volta da melhor maneira possível.
— A gente sempre coloca isso numa balança de custo-benefício. Discute com o jogador, com o preparador físico, técnico, outros médicos, com nosso diretor, às vezes com o presidente, e então toma as decisões. No final, a decisão é sempre do atleta. Ele tem que saber a verdade, quais são os riscos e o que pode acontecer. A gente orienta, mas ele que decide. Danilo não teve medo, o esforço dele tem que ser muito valorizado.
Léo Ortiz
— O Léo Ortiz se apresentou hoje, foi um dos atletas que mantivemos contato nas férias. Ele não vem mais apresentando as queixas no tornozelo. Fizemos alguns teste e não sentiu dor, fez a ergoespirometria, um exame que acaba fazendo com muita intensidade na esteira e antes era extremamwente doloroso correr com intensidade e hoje não se queixou. Está dando sinais claros de uma boa recuperação. Vamos continuar monitorando.
— Ele também fez coisas que não estamos acostumados a ver. Ele fez de tudo para jogar essa reta final de Brasileiro, Libertadores e Mundial. São esforços que acho que vou ver poucas vezes na vida. Tem que ser lembrado e falado o que eles fizeram para conquistar o que conquistaram.
Pedro
— Pedro se reapresentou bem. Repetimos a radiografia do antebraço dele e está tudo bem, como já estava antes do Mundial, mas por cuidado e excesso de preocupação, repetimos alguns exames, como da lesão muscular também, que tem sinais de cicatrização. O atleta está completamente assintomático, realizou todos os exames propostos e se mostrou bem. Ele não deixa de ser monitorado, ele passa a ter alguns cuidados especiais por alguns meses. Quando o atleta vem de lesão, fica sendo monitorado e controlado diferente de outros atletas.
De la Cruz
— Ele não fez nenhum procedimento cirúrgico, fez um procedimento regenerativo, ou orto-biológico, em que ele retira uma parte do sangue da medula óssea e aplica na área de alteração. Ele fez nas férias, com a nossa permissão. Conversamos com a equipe no Uruguai e no mesmo dia ele voltou para casa, onde começou o fortalecimento muscular e trabalho de mobilidade. Estamos esperando o término das avaliações para ver o quanto precisaremos controlar e o que podemos programar para ele. — Sassaki

Saúl
— Extramamente profissional. Na reta final começou a apresentar uma dor na região do calcâneo esquerdo e começeou a atrapalhar a performance e a qualidade de vida. Fizemos tratamento na fisioterapia e medicação oral para que ele pudesse jogar o ano todo. Já discutiamos que se não tivessemos resposta com tratamento conersvador, avaliariamos o cirúrgico. O Saúl já tem pessoas de confianças na Espanha, optou por fazer com o doutor Niek van Djik, que é uma referência mundial, cansei de estudar artigos dele. Ele está bem e agora já está em pós operatório. Ele continua lá para avaliar a ferida operatória e depois disso, retorna para iniciar a fisioterapia.
Vitão
— Ele saiu das férias e veio para o Rio fazer exames de imagem, protocolo nosso. Fazemos uma ressonância da coluna, quadril, joelho e tornozelo para prevenir e diagnosticar. Esses exames são examinados pelo nosso radiologista, que avalia e nos dá um parecer. A gente complementa com exame físico e define sobre a contratação. Tivemos contato com o médico do Internacional também e temos ótimas referências dele.

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