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ANÁLISE: Paquetá pode ser o rosto de uma noite mágica do Flamengo na Libertadores

Contratação mais cara da história rubro-negra, meia vive a temporada mais artilheira da carreira

PorLucas Bayer•Rio de Janeiro (RJ)
22/10/2026 05:30

O Flamengo tem uma decisão pela frente e espera que Lucas Paquetá seja um dos protagonistas de uma noite que pode entrar para a história do clube. Nesta quinta-feira (22), no Maracanã, o Rubro-Negro enfrenta o Estudiantes pelo jogo de volta da semifinal da Libertadores, após o empate sem gols na Argentina. Com a vaga em aberto, o camisa 11 surge como uma das principais esperanças para levar o time à decisão continental.

O momento individual ajuda a explicar a expectativa. Em sua temporada mais artilheira da carreira, Paquetá chegou a 13 gols em 2026 com a bola na rede diante do Bahia, no último domingo. O número supera suas melhores marcas anteriores por clubes: em 2018, antes de deixar o Flamengo rumo ao Milan, da Itália, o meia marcou 12 vezes pelo Rubro-Negro. Já no Lyon, da França, balançou as redes em 11 oportunidades em sua temporada mais goleadora.

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A marca ganha um significado especial pelo contexto do retorno. Em 2026, Paquetá escolheu voltar para casa e se tornou a contratação mais cara da história do clube. Agora, tem a oportunidade de transformar esse investimento e a identificação com o clube em protagonismo justamente no momento mais importante da temporada.

O próprio jogador já imaginava que poderia alcançar números expressivos ao retornar ao futebol brasileiro. Mesmo atuando mais recuado em algumas partidas, ele encontrou no modelo de jogo rubro-negro condições para continuar chegando ao ataque e participando das oportunidades criadas pela equipe.

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"Quando voltei ao Flamengo, já sabia como a equipe jogava, propondo o jogo e criando muitas oportunidades. Por isso, imaginava que poderia alcançar essa marca, mesmo atuando mais recuado em algumas partidas", revelou Paquetá, em entrevista ao site oficial do Flamengo.

Paquetá celebra o primeiro gol do Flamengo sobre o Corinthians
Paquetá celebra o primeiro gol do Flamengo sobre o Corinthians (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação)<br>

Os números mostram a regularidade do camisa 11. São 13 gols em 39 partidas pelo Flamengo em 2026, média de um gol a cada três jogos. Desde que iniciou sua trajetória profissional no clube, Paquetá soma 31 gols e oito assistências em 135 partidas. O momento artilheiro, portanto, amplia as alternativas ofensivas de uma equipe que precisa vencer para avançar à final.

A relação do meia com jogos decisivos também aparece nas lembranças da atual campanha continental. Ao apontar seu gol mais marcante até aqui, Paquetá destacou o que marcou contra o Cruzeiro, na partida de ida das oitavas de final da Libertadores, pela importância do confronto e pelo peso daquele momento na busca pela classificação.

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"Foi o contra o Cruzeiro, pela importância do jogo e de tudo o que estava em disputa. Era uma partida decisiva na Libertadores, e aquele gol nos ajudou a seguir vivos na busca pela classificação. Felizmente, conseguimos fazer um grande jogo na volta, vencer e avançar de fase", afirmou.

Agora, o desafio é ainda maior. O Flamengo precisa superar o Estudiantes para continuar sonhando com o título, e Paquetá chega à semifinal decisiva vivendo sua temporada mais goleadora. Em seu retorno ao clube do coração, o meia reúne identificação, números e capacidade de aparecer na área. Falta transformar esse cenário em uma atuação decisiva no Maracanã, daquelas que fazem um jogador virar a cara de uma classificação histórica.

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