Raio-X do Corinthians de Diniz: destaques, apostas e nomes sem espaço
Treinador utilizou grande parte do elenco em 16 partidas, mas alguns atletas ainda buscam oportunidades

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O Corinthians anunciou a contratação do técnico Fernando Diniz no dia 6 de abril para a vaga deixada por Dorival Júnior. Em campo, o treinador conseguiu alcançar os objetivos pré-estabelecidos, como avançar na Libertadores, na Copa do Brasil e colocar a equipe em uma posição mais confortável no Campeonato Brasileiro.
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Nesse contexto, o Lance! reuniu alguns números que mostram a participação dos atletas do elenco do Timão desde a chegada do comandante.
Estatísticas Era Fernando Diniz no Corinthians
Mais jogos disputados
- 1º - Yuri Alberto - 16
- 2º - Gustavo Henrique - 15
- = - Rodrigo Garro - 15
- = - Jesse Lingard - 15
- 5º - Gabriel Paulista/Matheus Bidu/Raniele/Breno Bidon/Hugo Souza - 14
Mais minutos disputados
- 1º - Gustavo Henrique - 1350
- 2º - Gabriel Paulista - 1260
- = - Hugo Souza - 1260
- 4º - Yuri Alberto - 1248
- 5º - Matheus Bidu - 1202
Mais gols marcados
- 1º - Gustavo Henrique - 3
- 2º - Yuri Alberto/Raniele/André/Jesse Lingard/Zakaria Labyad - 2
Mais assistências
- 1º - Rodrigo Garro - 8
- 2º - Yuri Alberto - 3
- 3º - Matheuzinho - 2
- 4º - Gustavo Henrique/Jesse Lingard/Zakaria Labyad/Pedro Raul/André Carrillo - 1
Maiores Notas Sofascore
- 1º - Gustavo Henrique - 7.34
- 2º - Rodrigo Garro - 7.27
- 3º - Gabriel Paulista - 7.08
- 4º - Matheus Bidu - 7.04
- 5º - Matheuzinho - 6.99
Mais passes certos
- 1º - Gabriel Paulista - 728
- 2º - Gustavo Henrique - 707
- 3º - Matheus Bidu - 533
- 4º - Rodrigo Garro - 525
- 5º - Breno Bidon - 516
Mais passes errados
- 1º - Rodrigo Garro - 142
- 2º - Hugo Souza - 103
- 3º - Matheus Bidu - 86
- 4º - Matheuzinho - 82
- 5º - Gabriel Paulista - 74
Jogadores ainda não utilizados por Fernando Diniz
Enquanto alguns atletas ganharam espaço com Fernando Diniz, outros ainda não puderam entrar em campo. Parte deles, inclusive, enfrentou problemas físicos e lesões ao longo do período. Entre os casos está o zagueiro João Pedro Tchoca, que ficou afastado por um tempo enquanto se recuperava de uma cirurgia para correção de hérnia inguinal.
O lateral Hugo segue em recuperação de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e ainda não esteve à disposição do comandante. Já o atacante Gui Negão tratava um estiramento no músculo posterior da coxa direita, sofrido durante um período de treinamentos com a Seleção Brasileira. O jogador, porém, já foi liberado pelo departamento médico.
— Um dos motivos principais é a ausência por conta da lesão. Ele está comigo há menos de um mês em condições de participar. Outros jogadores estão mais inteirados. Ele está treinando bem, gosto dele. Jogou contra o Vasco e foi bem — disse Fernando Diniz após a vitória contra o Grêmio.
— Só tenho cinco substituições. Se tivesse mais, ele teria entrado. Mas está treinando bem, é dedicado e identificado com o clube. Com o passar do tempo, sem promessa, vou colocar aqueles que estiverem em melhores condições naquele momento — completou.
O goleiro Felipe Longo perdeu espaço diante das boas atuações de Kauê. Já Charles ainda não recebeu oportunidades com Fernando Diniz. Por sua vez, o lateral João Victor Jacaré e o volante Luiz Gustavo Bahia alternam entre o elenco profissional e as categorias de base do clube.
Lista de atletas ainda sem atuar
- Felipe Longo - Goleiro
- Hugo - Lateral
- João Victor Jacaré - Lateral
- Charles - Volante
- Luiz Gustavo Bahia - Volante
- João Pedro Tchoca - Zagueiro
- Gui Negão - Atacante

Como o treinador "ganhou" o elenco?
Desde a chegada de Fernando Diniz, o Corinthians apresentou evolução consistente nos resultados. Em 16 partidas disputadas, a equipe somou nove vitórias, quatro empates e apenas três derrotas, alcançando 64,6% de aproveitamento. No período, o time marcou 20 gols, com média de 1,3 por jogo, e sofreu 12, mantendo uma média defensiva de apenas 0,8 gol sofrido por partida. Além disso, o Corinthians passou em branco defensivamente em nove compromissos, índice que representa 56% dos jogos sob o comando do treinador.
Os números também evidenciam um time mais dominante com a bola e eficiente na criação de oportunidades. A equipe registra média de 58,1% de posse de bola e construiu 31 grandes chances de gol, convertendo 42% delas. Defensivamente, permitiu apenas 18 grandes oportunidades aos adversários. Outro dado que reforça o equilíbrio entre ataque e defesa é a necessidade de 11 finalizações para marcar um gol, enquanto os rivais precisaram de 14,3 chutes para balançar as redes do Corinthians durante o período.
Para alcançar esses resultados, o treinador destacou alguns pilares de seu trabalho e apontou as características que contribuíram para a evolução da equipe desde sua chegada.
— A gente vai evoluir em todas as frentes. Mas a parte mais importante foi instalada rapidamente. O futebol, do jeito que vejo o jogo, tem um tripé que define o que penso: futebol é viver, vida em movimento. Vontade, fome, solidariedade e coragem para fazer as coisas. Essas características são imprescindíveis. Por isso as coisas ocorreram de forma rápida — comentou o treinador.

— Ganhamos segurança para sair jogando, lidar com estruturas diferentes de marcação e evoluir na condição física e técnica. Gosto de trabalhar muito, e os jogadores vão evoluir. A pausa vai ser muito boa em um primeiro momento, para eles descansarem. Voltamos para esta temporada de forma precoce, e eles estavam sedentos por descanso. Aproveitamos bem esses primeiros dois meses juntos — finalizou.
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