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Era Diniz em Itaquera: Corinthians constrói força defensiva e sufoca rivais

Equipe mantém sequência de atuações seguras sob comando do treinador em casa

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
15/05/2026 08:30
Atualizado em 15/05/2026 09:29
Fernando Diniz, técnico do Corinthians (FOTO:RENATO PADALKA/EKOBANPRESS/FOLHAPRESS)
Fernando Diniz, técnico do Corinthians (FOTO:RENATO PADALKA/EKOBANPRESS/FOLHAPRESS)
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O Corinthians vem fazendo da Neo Química Arena um dos seus principais trunfos sob o comando de Fernando Diniz. Nesta quinta-feira (14), o Timão venceu o Barra-SC por 1 a 0 e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. A equipe controlou as ações durante os 90 minutos e sofreu pouco defensivamente.

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Mesmo diante de um adversário da Série C, a atuação reforçou uma identidade que vem sendo construída por Diniz no clube. Conhecido pelo estilo baseado em posse de bola e intensidade ofensiva, o treinador também tem conseguido dar maior consistência ao sistema defensivo do Corinthians.

Os números recentes mostram a evolução da equipe dentro da Neo Química Arena. Além de controlar as ações ofensivas, o Corinthians tem reduzido os espaços concedidos aos adversários e acumulado jogos sem sofrer gols sob o comando do treinador.

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Hugo Souza é o "dono" da defesa do Corinthians (Foto: Marco Galvão /Fotoarena/Folhapress)
Hugo Souza é o "dono" da defesa do Corinthians (Foto: Marco Galvão /Fotoarena/Folhapress)

Números de Fernando Diniz no Corinthians jogando na Neo Química Arena

Em seis partidas disputadas em casa sob o comando de Fernando Diniz, o Corinthians soma cinco vitórias e um empate, alcançando 88,9% de aproveitamento. No período, a equipe marcou nove gols (média de 1,5 por jogo) e apresentou bom controle de jogo, com 55,8% de posse de bola.

No aspecto ofensivo, o time se destaca pela eficiência. O Corinthians criou 12 grandes chances nessas seis partidas e converteu 42% delas em gol. Em média, precisa de cerca de 10 finalizações para balançar as redes, indicando maior objetividade nas ações ofensivas dentro da Neo Química Arena.

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Defensivamente, os números também chamam atenção. O Corinthians sofreu apenas dois gols no recorte (média de 0,3 por jogo) e saiu de campo sem ser vazado em cinco das seis partidas, o que representa 83% de jogos sem sofrer gols (clean sheets). Ao todo, os adversários criaram apenas quatro grandes chances, menos de uma por confronto.

A consistência do sistema defensivo aparece ainda em outros indicadores. O Corinthians cedeu em média 10,7 finalizações por jogo e apenas 3,2 chutes no alvo aos adversários. Além disso, registra 40,5 bolas recuperadas, 13,5 desarmes e 24,5 cortes por partida, com 53% de eficiência nos duelos, evidenciando intensidade e controle sem a bola em Itaquera.

Corinthians com Fernando Diniz (geral)

  1. 11 jogos
  2. 7V | 3E | 1D
  3. 72.7% de aproveitamento
  4. 14 gols marcados (1.3 por jogo)
  5. 5 gols sofridos (0.4 por jogo)
  6. 8 jogos sem sofrer gol (73%)
  7. 19 grandes chances
  8. 47% de conversão em grandes chances
  9. 8 grandes chances cedidas
  10. 9.4 finalizações p/ marcar
  11. 22.2 finalizações p/ sofrer gol
  12. 55.0% de posse de bola

Elenco "compra" ideia de Diniz

Mais do que números, na prática o torcedor do Corinthians viu a equipe mostrar força mesmo em situações de adversidade. Contra o Palmeiras, por exemplo, o time chegou a atuar com dois jogadores a menos, mas não sofreu gols.

Diante do Vasco, com um atleta a menos, o Corinthians vencia por 1 a 0 e sustentou o resultado até o apito final. Essa postura dos atletas é um dos principais elementos desse início de trabalho, refletindo a conexão entre torcida, elenco e Fernando Diniz.

— Eu acho que jogar com raça e vontade é uma obrigação, num ato de humildade e inteligência. Temos um espelho muito claro, que é a torcida, que joga o tempo inteiro com o time. Luta o tempo inteiro. O time e a torcida estão fazendo uma conexão cada vez mais forte. O torcedor sabe que não vai faltar vontade, brio. Esse time mostra muita vontade. A parte tática e técnica, não conseguimos ajustar a falta de vontade. Falta de vontade mata o trabalho e os jogadores estão cada vez mais conscientes disso — disse Fernando Diniz em entrevista recente.

Em entrevista após o jogo contra o Barra, Yuri Alberto destacou que a equipe vem se sacrificando pelo coletivo e pelo setor defensivo. Na partida contra o Barra, o Corinthians teve mais posse de bola e sofreu pouco na defesa.

— Estava me sacrificando pela equipe. Defensivamente, melhoramos bastante, eu e Garro vamos precisar contribuir um pouco mais. Estou entrando nesse ritmo do Diniz. Devagar as coisas vão acontecendo. As oportunidades vão aparecendo e vamos criar mais. Jogo difícil, né? Sabíamos que eles viriam pro tudo ou nada. Tivemos algumas oportunidades, goleiro fez boas defesas — disse Yuri Alberto à "Prime Vídeo".  

Comparação com Dorival Júnior

Os números representam uma evolução significativa em relação ao desempenho do time com Dorival Júnior atuando no estádio em 2026. O ex-treinador comandou o Timão em oito partidas na Neo Química Arena, com três vitórias, dois empates e três derrotas, alcançando aproveitamento de 45,8%.

Durante o período em que esteve à frente da equipe na temporada, Dorival Júnior viu o Corinthians marcar 11 gols e sofrer seis jogando em Itaquera. O aproveitamento de Fernando Diniz em casa é quase o dobro do registrado pelo antecessor.

Dorival Júnior em 2026 na Neo Química Arena

  1. 8 jogos
  2. 3V - 2E - 3D
  3. 45.8% aproveitamento
  4. 11 gols
  5. 6 gols sofridos

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