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Corinthians: entenda lesão de Garro e o tempo previsto para retorno

Meia passou por cirurgia no punho esquerdo

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Ulisses Lopresti
São Paulo (SP)
Dia 09/01/2026
09:00
Garro Corinthians
imagem camera (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)

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Rodrigo Garro passou por uma cirurgia no escafoide do punho esquerdo nesta quarta-feira (7). O atleta sofreu uma fratura na vitória sobre o Vasco, na decisão da Copa do Brasil, no dia 21 de dezembro. A decisão do departamento médico do Corinthians foi por uma cirurgia.

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A fratura do escafoide atinge um pequeno osso do punho, localizado na base do polegar, que, apesar do tamanho reduzido, é fundamental para a estabilidade e a mobilidade da articulação. Segundo a fisioterapeuta esportiva, Silviane Vezzani, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), explica como a lesão pode limitar o atleta.

- É um osso essencial para absorver e garantir segurança nos movimentos do punho, principalmente em situações de apoio da mão do solo. Para um meio-campista, essa limitação interfere diretamente na performance e também na confiança em campo - disse a especialista.

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Garro Corinthians
Garro se lesionou na final da Copa do Brasil ] (Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium/Gazeta Press)

Tempo de recuperação

O Corinthians não divulgou uma estimativa oficial para o retorno do meia aos gramados. Segundo Silviane Vezzani, o período médio de recuperação após a cirurgia gira em torno de 8 a 12 semanas, com etapas progressivas de reabilitação.

A reabilitação ocorre de forma gradual e segue fases específicas. Inicialmente, há a proteção da região lesionada, seguida pela retomada controlada dos movimentos. Na sequência, entram o fortalecimento muscular e os ajustes funcionais, até que o atleta esteja apto a ser reintegrado aos treinamentos com bola e às atividades específicas da modalidade.

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Um dos pontos de maior atenção nesse tipo de lesão é o processo de consolidação do osso. O escafoide apresenta áreas com menor irrigação sanguínea, o que pode retardar a cicatrização e, em situações mais delicadas, resultar em pseudoartrose, quando a fratura não se fecha dentro do prazo esperado. Por isso, o controle médico e o cumprimento rigoroso do tempo de recuperação são fundamentais para evitar complicações no retorno do atleta.

- Mesmo durante a reabilitação, o atleta segue integrado à rotina da equipe, trabalhando as partes do corpo que estão liberadas. Isso é fundamental - reforça Silviane.

É comum que, no início do retorno às atividades, o atleta utilize algum tipo de proteção no punho. Órteses funcionais ou bandagens esportivas ajudam a estabilizar a articulação e a dar mais segurança nesse processo, sendo retiradas de forma gradual conforme a evolução clínica. A meta é permitir um retorno seguro aos gramados, com confiança e rendimento preservados.

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