Copinha: final entre Cruzeiro e São Paulo expõe importância de investimento na base
Times reeditam final de 2007

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Dezenove anos depois, Cruzeiro e São Paulo voltam a se enfrentar em uma final da Copinha, às 11h (de Brasília), na Mercado Livre Arena Pacaembu. Na final deste domingo, as duas equipes disputam a taça agora em um cenário em que a formação é tratada como eixo central do futebol de alto rendimento.
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No São Paulo, atual campeão da Copinha e em busca do sexto título para se isolar como segundo maior vencedor do torneio, o discurso deixa claro que a base é vista não apenas como etapa de transição.
— A gente sempre usa e escuta essa frase que base de fato é investimento, né? Para além de bons jogadores, excelentes profissionais, para que possam desenvolver excelência esses jogadores, esses atletas. Então, sem dúvidas, São Paulo é uma excelência nesse sentido, tanto em estrutura física, mas também na funcionalidade do processo, com excelentes profissionais que lá estão, para que possa ter sucesso na missão principal do clube, que é na missão e na visão, na realidade — afirma o técnico Allan Barcelos.
Com campanha perfeita até a final, o time tricolor venceu Maruinense, Independente-AP e Real Soccer na primeira fase, com goleada por 6 a 1, e depois passou por Portuguesa, Operário-PR (com 5 a 1), Bragantino, nos pênaltis, e Botafogo, antes de atropelar o Ibrachina por 4 a 1 na semifinal, no MorumBis.
Para Barcelos, esse desempenho não é consequência isolada de uma boa geração, mas da coerência entre o que o clube escreve no papel e pratica no dia a dia.
— Enquanto missão que é auxiliar num processo de formação desses jogadores para que eles possam integrar em excelência o departamento profissional e na visão que é buscar ser referência mundial na formação e desenvolvimento de atletas, né? Então, quando se tem um investimento de uma maneira assertiva e significativa nesse sentido, aí a gente se aproxima muito da missão e visão da instituição e isso que a gente busca fazer — explica o treinador.
Do outro lado, o Cruzeiro também chega à decisão com 100% de aproveitamento e um olhar estratégico para a base. Campeão em 2007 e de novo finalista dois anos depois, em 2024, quando ficou com o vice diante do Corinthians, o time mineiro tenta o segundo título da Copinha justamente em um momento de reconstrução institucional e esportiva no profissional.
Para o técnico Mairon César, não há outro caminho sustentável que não passe pela formação.
— O investimento nas categorias de base é o futuro. Na verdade, ele é o passado, presente e o futuro, né? E se você olhar para trás, os grandes jogadores, eles passaram por uma boa formação. E pensando a longo prazo, esse é o único meio de fazer um futebol de alto nível em qualquer nível — aponta.
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Mairon amplia o recorte e divide responsabilidades: clubes, profissionais, federações, imprensa e até torcedores.
— Então, investimento em estrutura, investimento em bons profissionais, investimento na qualificação dos jogadores, olhar com cuidado, com carinho também, não é só partindo do clube e dos profissionais que lá estão, mas também da imprensa, das federações e também, que para mim é uma parcela não tão importante, que são os torcedores — afirma.
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— E quanto mais profissionais de alto nível estiverem trabalhando no processo e batendo esse tipo de papo e explorando ideias, também eu acredito que vão ter torcedores mais conscientes, no qual também vão entender esse processo e vão nos ajudar muito no que se diz a formação de bons jogadores e jogadores de alto nível de futebol mundial — completa.
O confronto deste domingo reabre uma história iniciada em 2007, quando Cruzeiro e São Paulo decidiram a Copinha pela primeira vez. Na ocasião, a Raposa foi campeã nos pênaltis, por 6 a 5, após empate por 1 a 1 no tempo normal. O herói daquela tarde foi o goleiro Rafael, que defendeu a única cobrança desperdiçada, batida por Bruno César — meia que mais tarde vestiria camisas como Santo André, Corinthians e Palmeiras. O roteiro ganha um ingrediente curioso: hoje, Rafael defende justamente o São Paulo.
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Aquela final também revelou nomes que, de formas distintas, se consolidariam no cenário nacional. No Cruzeiro, o meia-atacante Guilherme subiu ao profissional entre 2007 e 2009, antes de ganhar grande projeção com a camisa do Atlético-MG. No São Paulo, o zagueiro Breno viveu um início de carreira meteórico: em 2007, foi integrado ao elenco principal, virou peça importante do time de Muricy Ramalho e participou da conquista do tricampeonato brasileiro daquele ano.

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