menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Análise tática do Guffo: o que esperar da rodada da Copa do Brasil

Pressão de não cair cedo na competição pode definir a narrativa da temporada

Roger Machado recebe novos ataques de torcedores após derrota (Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net)
imagem cameraRoger Machado vive um momento de maior pressão no comando do São Paulo
Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Dia 11/05/2026
15:06

  • Matéria
  • Mais Notícias
Conteúdo Especial
Carregando conteúdo especial...

A rodada de volta da quinta fase da Copa do Brasil promete um cenário clássico do torneio: jogos tensos, ritmo emocional alto e equipes divididas entre proteger vantagem e correr riscos calculados. E, quando o assunto é o desenho tático das equipes da Série A, costuma ser ainda mais evidente, já que todos chegam com alguma cicatriz recente do Brasileirão e carregam a pressão institucional de não cair cedo numa competição que define a narrativa da temporada.

continua após a publicidade

O jogo que mais pede leitura fina é Juventude x São Paulo. O Tricolor chega em Caxias do Sul com 1 a 0 de vantagem e com a clara obrigação de controlar o ambiente do Alfredo Jaconi, que historicamente tritura times que tentam acelerar o jogo sem precisão. Roger Machado, pressionado pela torcida e pela derrota no clássico contra o Corinthians, deve montar um São Paulo de posse curta, bloco médio e muita preocupação com as costas dos volantes.

Não é jogo para impulsividade, é jogo para retirar o Juventude da zona de conforto, travar o duelo físico no ritmo do SPFC e transformar a partida em disputa territorial, não em transição. A chave aqui é simples: se o São Paulo ceder corredor, sofre; se controlar amplitude e escolher quando subir pressão, leva o confronto.

continua após a publicidade

➡️Análise Tática do Guffo: leia todas as colunas

Parece fácil, mas não é

Do lado carioca, o foco está em Vitória x Flamengo, duelo em que o time de Leonardo Jardim precisa mostrar maturidade. A vantagem de 2 a 1 não significa tranquilidade, principalmente porque o Flamengo tem sido um time emocionalmente oscilante na transição defensiva. O Vitória vai tentar exatamente isso: acelerar após recuperação, buscar erro na saída curta e explorar bola parada. Para o Flamengo, o jogo passa pelo terço intermediário, mantendo o modelo com paciência e reduzindo ao máximo o número de duelos abertos contra um time que joga para a arquibancada. Se controlar o meio, passa; se transformar o jogo em trocação, abre a porta para um drama desnecessário.

O Cruzeiro, por sua vez, recebe o Goiás após um 2 a 2 na ida e carrega o dilema clássico de quem é favorito em casa, mas vive fisicamente no limite. Artur Jorge deve montar a equipe com mais passes curtos e menos rompantes, não por escolha estética, mas por necessidade fisiológica. A meiuca Cabulosa será muito importante para quebrar o bloco baixíssimo que Daniel Paulista deve colocar no Mineirão. Mas o Goiás tem uma arma clara: o contra-ataque vertical na primeira perda de bola. É jogo de paciência e posicionamento; se a Raposa tiver que correr para trás muitas vezes, o risco é alto.

continua após a publicidade
Troféu da Copa do Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
Troféu da Copa do Brasil (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Jogando xadrez com os pés

Por fim, existe a zona cinzenta da rodada: Santos x Coritiba e Fluminense x Operário, ambos 0 a 0 na ida. São os famosos "jogos de xadrez". O primeiro gol muda tudo, e, por isso, ninguém quer atacar primeiro. O Santos deve tentar imprimir volume posicional, mas sofre com dificuldade de transformar a posse em chance clara; o Coritiba vai esperar exatamente isso. O Fluminense, mesmo favorito absoluto, precisa de mais verticalidade para não repetir o jogo morno do primeiro confronto. Zubeldía tende a acelerar com pontas agressivos e volantes infiltrando e, se não fizer gol cedo, a partida escapa do ritmo que ele gostaria de instalar.

➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte

O que esperar da rodada da Copa do Brasil? A tendência geral é clara: quem carrega vantagem joga para controlar o relógio, não para controlar o placar. E quem precisa reverter vai ter que abandonar parte da segurança defensiva. Isso cria exatamente o tipo de ambiente que a Copa do Brasil adora: jogos de detalhe, de escolha fina de pressão, de bola parada e de leitura emocional. É rodada para confirmar favoritos, mas também para expor quem não sabe administrar o contexto. Veremos!

Análise Tática do Guffo: leia mais colunas ⌨️

Gustavo Fogaça escreve sua coluna no Lance! nas noites de segunda e quinta-feira. Leia outras publicações do colunista nos links abaixo:

➡️Como encaixar Hulk no Fluminense
➡️Quem irá chegar na final da Champions?
➡️Que lições a Seleção pode tirar do 5x4 de PSG e Bayern
➡️O que melhorou no Corinthians de Diniz?

  • Matéria
  • Mais Notícias