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Análise: Mesmo com a vitória, sinal de alerta é ligado no Atlético-MG

Galo teve desempenho muito ruim diante do Juventud

Artur Henrique
Belo Horizonte (MG)
Dia 17/04/2026
06:05
jogadores do atlético x juventud (Foto: Pedro Souza / Atlético)
imagem cameraJogadores do Atlético comemoram gol contra o Juventud (Foto: Pedro Souza / Atlético)

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Mesmo com muitas dificuldades, o Atlético conseguiu vencer o Juventud por 2 a 1 e reagir na Copa Sul-Americana. Apesar do resultado positivo, a equipe teve uma atuação abaixo do esperado, com problemas em diversos aspectos do jogo, o que liga o sinal de alerta ligado para o restante da temporada.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Mesmo com muitas dificuldades, o Atlético conseguiu vencer o Juventud por 2 a 1 e reagir na Copa Sul-Americana. Apesar do resultado positivo, a equipe teve uma atuação abaixo do esperado, com problemas em diversos aspectos do jogo, o que liga o sinal de alerta ligado para o restante da temporada.

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Atlético 'misto' de Domínguez

Eduardo Domínguez optou por escalar uma equipe mista, mesclando titulares com jogadores menos utilizados. Havia a expectativa de que o treinador mandasse a campo força máxima, mas ele preferiu poupar alguns dos principais nomes.

Na defesa, a novidade foi a escolha de Alan Franco para atuar na lateral-direita. Com Preciado fora devido a um edema muscular na coxa esquerda, o equatoriano foi deslocado para a função, posição em que já atuou anteriormente e na qual também é utilizado com frequência pela seleção do Equador.

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No meio-campo, o treinador argentino manteve Tomás Pérez e Victor Hugo, além de promover a entrada de Bernard, buscando reforçar a criação da equipe.

No ataque, Cuello e Reinier foram mantidos, enquanto Cauã Soares foi escolhido como referência. O jovem, que vem ganhando minutos nas últimas partidas, recebeu a oportunidade de iniciar o jogo como titular.

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Desempenho para esquecer

Na configuração inicial, o Atlético se organizou com uma linha defensiva tradicional de quatro jogadores. No meio-campo, Bernard teve liberdade para circular e se movimentar por diferentes setores, atuando de forma mais solta. Em vários momentos, aproximava-se de Tomás Pérez para ajudar na construção das jogadas.

No ataque, a equipe formava praticamente uma linha de quatro: Cuello aberto pela direita e Victor Hugo pela esquerda, ambos fechando em direção ao meio. Mais à frente, Reinier e Cauã Soares atuavam como referências, com Reinier recuando com frequência para exercer uma função mais criativa, semelhante à de um camisa 10.

Logo no início, o Atlético chegou com perigo: Cauã Soares foi derrubado na área, mas o árbitro mandou o lance seguir. O VAR foi acionado, revisou a jogada, mas a decisão de campo foi mantida, sem a marcação do pênalti.

A pressão inicial e o volume ofensivo davam a impressão de que o gol sairia cedo, mas isso não se confirmou ao longo da primeira etapa. De maneira geral, o Atlético encontrou muitas dificuldades para infiltrar na área adversária, com pouca criatividade e circulação de bola excessiva, sem conseguir transformar a posse em chances reais de perigo.

Além disso, a transição defensiva para o ataque também deixou a desejar. Sempre que o Juventud tentava avançar, o Atlético falhava nas tomadas de decisão e não imprimia a velocidade necessária para aproveitar possíveis desorganizações da equipe uruguaia, o que impediu a criação de jogadas mais efetivas.

Essa foi a tônica de toda a primeira etapa, até que, aos 43 minutos, o Atlético conseguiu abrir o placar em uma jogada mais direta. Cuello encontrou um bom passe nas costas da marcação e acionou Bernard, que, com tranquilidade, superou um defensor e finalizou com precisão, deslocando o goleiro.

Logo no início da segunda etapa, o Atlético sofreu o empate após uma falha na saída de bola. Mais uma vez, o fundamento se mostrou problemático e acabou entregando um gol ao adversário.

A equipe mineira vem acumulando dificuldades na construção com os pés. No jogo contra o Santos, erros nesse aspecto já haviam gerado chances perigosas para o adversário, e, novamente, a saída de bola comprometeu o desempenho e resultou em um revés.

Após o gol sofrido, o Atlético teve muita dificuldade para se reorganizar na partida. A equipe mostrou pouca criatividade e produção ofensiva, ficando distante de levar perigo real ao Juventud. Além disso, cedeu espaços para contra-ataques da equipe uruguaia, que, apesar disso, não conseguiu aproveitar por limitações técnicas.

Já na reta final, o Atlético conseguiu marcar com Cassierra. O atacante, como um verdadeiro camisa 9, se antecipou na área após cruzamento de Cuello e garantiu o gol da vitória.

Mesmo com o resultado positivo, o sinal de alerta liga no Galo. O Atlético vence, mas não convence, acumulando problemas tanto na criação e produção ofensiva quanto na solidez defensiva, especialmente na saída de bola.

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