Logo do Lance! branca com exclamação amarela
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

Análise: Atlético mostra poder de reação, sustenta empate e leva decisão para Arena MRV

Galo decide o confronto na próxima semana em casa

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
26/08/2026 06:00
Lodi comemora gol no clássico contra o Cruzeiro (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Lodi comemora gol no clássico contra o Cruzeiro (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Ver Resumo da matéria por IA
O Atlético conseguiu arrancar um empate no Mineirão, sob mando do Cruzeiro, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Com uma postura mais reativa, o time alvinegro passou boa parte da partida se defendendo, mas conseguiu manter a organização para limitar as principais ações ofensivas do adversário. Mesmo sofrendo pressão em determinados momentos, o Galo não se desorganizou e mostrou consistência para suportar as investidas do Cruzeiro. Quando sofreu o gol, a equipe também teve capacidade de reação e buscou o empate rapidamente, conseguindo levar a decisão para a Arena MRV e com a oportunidade de definir a classificação diante de sua torcida.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

Carregando conteúdo exclusivo...

O Atlético conseguiu arrancar um empate no Mineirão, sob mando do Cruzeiro, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Com uma postura mais reativa, o time alvinegro passou boa parte da partida se defendendo, mas conseguiu manter a organização para limitar as principais ações ofensivas do adversário. Mesmo sofrendo pressão em determinados momentos, o Galo não se desorganizou e mostrou consistência para suportar as investidas do Cruzeiro. Quando sofreu o gol, a equipe também teve capacidade de reação e buscou o empate rapidamente, conseguindo levar a decisão para a Arena MRV e com a oportunidade de definir a classificação diante de sua torcida.

Primeiro tempo

A primeira etapa foi marcada por um jogo bastante estudado, e como esperado, com o Cruzeiro assumindo o protagonismo com a bola e o Atlético adotando uma postura mais reativa. O Galo se organizou em um bloco mais baixo, mantendo as linhas próximas e reduzindo os espaços entre defesa e meio-campo. A ideia era clara: dificultar a circulação do Cruzeiro por dentro e obrigar o adversário a buscar alternativas pelos lados.

continua após a publicidade

Sem a bola, o Atlético conseguiu executar bem essa proposta durante boa parte do primeiro tempo. O Cruzeiro tinha mais posse e tentava avançar territorialmente, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio em situações claras de gol. A compactação alvinegra fazia com que os espaços entre as linhas fossem reduzidos, dificultando a entrada dos jogadores celestes na área e a criação de jogadas em zonas mais perigosas.

O Atlético, por outro lado, não demonstrava interesse em disputar o controle territorial da partida. A equipe preferia esperar o Cruzeiro avançar para, a partir da recuperação da bola, acelerar as transições. O objetivo era aproveitar os espaços deixados pelo adversário quando os laterais e os jogadores de meio-campo se projetavam ao ataque.

continua após a publicidade

O problema estava justamente na execução dessas transições. O Galo recuperava a bola, mas encontrava dificuldades para dar sequência às jogadas e transformar os contra-ataques em situações de perigo. Faltava maior velocidade na progressão e, principalmente, qualidade no primeiro passe após a recuperação. Com isso, muitas das tentativas de saída rápida eram interrompidas antes de chegar ao último terço.

Assim, o primeiro tempo apresentou um Atlético eficiente na organização defensiva, mas pouco produtivo quando recuperava a posse. O Cruzeiro controlava mais o jogo territorialmente, enquanto o Galo conseguia neutralizar boa parte das ações adversárias, mas também não encontrava caminhos para ameaçar de maneira consistente no ataque.

continua após a publicidade
Cruzeiro e Atlético-MG pela Copa do Brasil
Cruzeiro e Atlético-MG pela Copa do Brasil (Foto: Gilson Lobo/AGIF/Folhapress)

Segundo tempo

Na segunda etapa, o Cruzeiro voltou mais agressivo, principalmente pela necessidade de buscar o resultado. A equipe passou a ocupar o campo ofensivo com maior frequência, adiantou seus jogadores e empurrou o Atlético ainda mais para trás. O cenário reforçou uma dinâmica que já havia aparecido no primeiro tempo: o Cruzeiro com maior iniciativa e posse, enquanto o Galo priorizava a proteção da própria área e as transições.

O Atlético manteve praticamente a mesma estrutura defensiva. As linhas permaneceram próximas, formando um bloco baixo bastante compacto, com pouco espaço entre os setores. A intenção era clara: congestionar a região central, dificultar as infiltrações e obrigar o Cruzeiro a encontrar soluções por fora ou recorrer aos chutes de média e longa distância.

continua após a publicidade

Foi justamente dessa maneira que saiu o gol celeste. O Cruzeiro encontrou espaço para finalizar de fora da área e conseguiu surpreender o sistema defensivo do Atlético e o goleiro Everson. O gol alterou momentaneamente o cenário da partida e colocou o Galo em uma situação de maior pressão, já que precisava evitar que o adversário ampliasse a vantagem.

A resposta atleticana, porém, foi rápida e mostrou uma das principais características da equipe na partida: mesmo com pouca posse e dificuldade para construir de forma sustentada, o time era capaz de aproveitar os espaços quando conseguia acelerar. Na primeira oportunidade em que conseguiu colocar a bola no chão e organizar uma transição com mais qualidade, o Atlético chegou ao empate.

continua após a publicidade

Cuello recebeu pelo lado e encontrou um excelente passe para Renan Lodi, que atacou o espaço nas costas da defesa do Cruzeiro. O lateral entrou na área e finalizou no canto de Otávio, empatando rapidamente o clássico.

Depois do empate, o Galo voltou a assumir uma postura mais reativa. Em vez de tentar controlar a partida com a bola, a equipe retomou o bloco baixo e passou a administrar o resultado. O empate era considerado positivo dentro do contexto do confronto, principalmente pela possibilidade de decidir a classificação na Arena MRV.

continua após a publicidade

Defensivamente, o Atlético conseguiu sustentar a proposta até o fim. A equipe manteve a organização, protegeu bem a região central e reduziu os espaços para que o Cruzeiro pudesse criar oportunidades mais claras. Mesmo pressionado territorialmente, o Galo não se desorganizou e conseguiu suportar as últimas investidas do adversário.

Lodi no clássico  (Foto: Pedro Souza / Atlético)
Lodi no clássico (Foto: Pedro Souza / Atlético)

🔥 Até R$100 de volta em crédito se perder - jogue R$100 e confira as regras
18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

continua após a publicidade
Sugerida para você!

Mais LANCE!