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Atlético avalia recorrer ao STJD por lance de Kaio Jorge em Ruan, afirma Paulo Bracks

Dirigente criticou atitude do atacante do Cruzeiro no clássico

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
26/08/2026 01:18
Paulo Bracks (Foto: Daniela Veiga / Atlético)
Paulo Bracks (Foto: Daniela Veiga / Atlético)
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O Atlético pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa do lance envolvendo Kaio Jorge, do Cruzeiro, e o zagueiro Ruan Tressoldi no clássico desta terça-feira (25), no Mineirão. Após a partida, o diretor de futebol Paulo Bracks classificou a atitude do atacante como “maldosa” e “desleal” e afirmou que o clube irá avaliar medidas para que o caso seja analisado pelo tribunal.
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O Atlético pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa do lance envolvendo Kaio Jorge, do Cruzeiro, e o zagueiro Ruan Tressoldi no clássico desta terça-feira (25), no Mineirão. Após a partida, o diretor de futebol Paulo Bracks classificou a atitude do atacante como "maldosa" e "desleal" e afirmou que o clube irá avaliar medidas para que o caso seja analisado pelo tribunal.

O lance aconteceu nos instantes iniciais do clássico. Ruan subiu pelo lado direito da defesa do Atlético para disputar uma bola pelo alto e tentar afastá-la para o campo de ataque. Enquanto estava no ar, o zagueiro foi empurrado por Kaio Jorge e caiu de cabeça no gramado, em uma cena que preocupou os jogadores e a comissão técnica atleticana.

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Mesmo após o impacto, Ruan permaneceu em campo por cerca de 16 minutos, até precisar novamente de atendimento médico. O defensor acabou sendo substituído e encaminhado de ambulância ao Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. Segundo Paulo Bracks, os exames realizados descartaram uma lesão mais grave, e o jogador tinha previsão de alta.

Bracks critica atitude de Kaio Jorge

Apesar do alívio com a situação clínica de Ruan, Paulo Bracks demonstrou forte indignação com o lance. O dirigente considerou que houve intenção do atacante cruzeirense e afirmou que a integridade física dos jogadores deve estar acima da rivalidade entre os clubes.

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— O mais importante: a informação do departamento médico é de que ele tem previsão de alta e que não teve nenhuma consequência pior. Agora, não tem dúvida nenhuma que foi maldade e deslealdade. Isso nós não vamos aceitar. Acima de tudo, é um colega de profissão. Não tem rivalidade. A integridade física está acima da rivalidade. E não é a primeira vez que esse cidadão faz isso. Não é nem a segunda. Então, para nós, foi maldoso, desleal — afirmou.

O dirigente do Atlético também questionou a atuação da arbitragem e do VAR no episódio. Para Bracks, o lance deveria ter sido analisado de maneira mais rigorosa, principalmente pelo risco provocado pela queda de Ruan.

— E a gente poderia estar aqui agora falando de uma lesão grave na cervical, na coluna e, graças a Deus, isso não aconteceu. Para nós, houve uma falha da arbitragem, que foi leniente. O VAR, por não ter chamado. E o STJD precisa analisar se isso é uma infração disciplinar – que, para nós, é. A gente não vai aceitar. É uma indignação muito grande. Porque poderia ter acontecido algo muito pior e, graças a Deus, não aconteceu. De novo: para nós, foi deslealdade e maldade. E nós não vamos aceitar isso — disse.

Atlético avalia medidas

Bracks afirmou ainda que o Atlético poderá formalizar uma reclamação à comissão de arbitragem para que o lance e a atuação do VAR sejam analisados. O clube também pretende consultar o departamento jurídico para avaliar a possibilidade de levar o caso ao STJD, caso a Procuradoria não tome uma iniciativa por conta própria.

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— A gente pode, além de oficiar a comissão de arbitragem para análise do lance, análise do VAR, da atuação da equipe toda de arbitragem – para nós, foi claro. Embora com um minuto de jogo, também tem infração. Vamos consultar o jurídico para saber se há alguma notícia de infração para ser feita se o STJD não agir de ofício através da procuradoria — afirmou Bracks.

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