Daniel Bortoletto
21/08/2016
15:35
Rio de Janeiro

Com o término da Olimpíada, os técnicos Bernardinho e José Roberto Guimarães ficam sem contrato com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). E a definição sobre o futuro da dupla irá acontecer em setembro.

A entidade pretende agendar reuniões com os dois no próximo mês, para fazer um balanço do ciclo olímpico e discutir a renovação até Tóquio-2020.

Logo após a eliminação da equipe feminina, nas quartas de final, contra a China, Renan Dal Zotto, diretor de seleções da CBV, reforçou a intenção de manter Zé Roberto no cargo. Perguntado logo após o revés por 3 a 2, o técnico pediu um tempo para pensar. Compreensível. Mas ele só não fica se não quiser. Desde 2003, quando assumiu em meio a uma grave crise, Zé conquistou dois ouros olímpicos (Pequim-2008 e Londres-2012), além de oito títulos do Grand Prix. A conquista que bateu na trave foi a do Campeonato Mundial, com dois vices e um terceiro lugar neste período.

No masculino, a reação durante a Rio-2016 e a conquista do ouro da Seleção fortaleceram demais Bernardinho. Uma eliminação na primeira fase, naquele duelo com a França, talvez encerrasse a trajetória iniciada em 2001 com o time masculino do Brasil. Ela ressaltaria o até então complicado ciclo olímpico atual, sem conquistas em comparação com os anteriores. De Londres-2012 até a Rio-2016, o time havia batido na trave em todas as grandes competições, ficando sem títulos. Algo atípico, já que desde que Bernardinho assumiu a Seleção foram três títulos mundiais, agora quatro medalhas olímpicas (dois ouros e duas pratas) e oito edições da Liga Mundial. O peso do "quase" chegou a ser ressaltado por Bruninho após as derrotas para Itália e Estados Unidos, na fase inicial, dizendo que o time estava carregando peso demais. Agora já faz parte do passado.

Caso os dois continuem até Tóquio, o principal desafio será o processo de renovação dos times. No feminino, Fabiana e Sheilla, por exemplo, já anunciaram a aposentadoria. No masculino, o mesmo acontece com Escadinha e Murilo, que foi cortado antes dos Jogos. Outros jogadores, já na casa dos 30 anos, também terão dificuldades para cumprir todo um ciclo de quatro anos, caso de William, Evandro e Eder.