Rafael Valesi
07/08/2016
00:03
Rio de Janeiro (RJ)

As competições da natação nos Jogos Rio-2016 começaram neste sábado sem a presença do astro Michael Phelps, que ainda não estreou no Estádio Aquático. Mas nem por isso o dia foi morno ou sem emoções. A jornada teve a quebra de três recordes mundiais, um deles estabelecido pela Dama de Ferro das piscinas, a húngara Katinka Hosszu. 

A atleta de 27 anos está em sua quarta Olimpíada (disputou a primeira em Atenas-2004 aos 15 anos), mas nunca havia subido no pódio. Neste sábado, ela findou seu tabu pessoal em grande estilo, com ouro e recorde mundial nos 400m medley. Ela venceu com o tempo de 4m26s36, mais de dois segundos abaixo da antiga marca (4m28s43).

Um pouco mais cedo, nas eliminatórias, coube ao britânico Adam Peaty inaugurar a sequência dos recordes. Ele quebrou sua própria marca nos 100m peito, ao nadar para 57s55. À noite, nas finais, Peaty não conseguiu baixar o tempo, mas mesmo assim irá para a decisão da medalha como o melhor das semifinais, com o tempo de 57s62.

Na derradeira prova do dia, o revezamento 4x100m livre, a favorita Austrália faturou o ouro também com recorde mundial. Nem mesmo a menina prodígio Katie Ledecky, que nadou pelos Estados Unidos, impediu o feito australiano. O quarteto formado por Emma McKeon, Brittany Elmslie e as irmãs Bronte e Cate Campbell finalizaram a distância em 3m30s65. O recorde antigo, também da Austrália, era de 3m30s98.

O primeiro dia das competições deixou a sensação que outros feitos notáveis virão pela frente nos próximos dias no Estádio Aquático.

Torcida empurra brasileiros, mas não vê premiação

O público não lotou o Estádio Aquático no Parque Olímpico, e foi tímido em seu papel de torcedor. Os brasileiros só se empolgaram mesmo quando seus compatriotas estavam na piscina. Foi o que aconteceu na semifinal dos 100m peito masculino. Felipe França e João Gomes Jr. tiveram seus nomes gritados efusivamente pelos fãs. E a energia deu certo. Ambos passaram para a final da prova, que acontecerá neste domingo.

No demais, os torcedores foram comedidos nas arquibancadas. E isso ficou mais evidente após o término da última prova, o revezamento 4x100m livre feminino. A premiação da competição aconteceu para uma arena quase vazia. Nem parecia que ali se realizava uma entrega olímpica de medalhas. O horário, no entanto, deve ter incentivado o público a ir para casa com pressa. Toda a cerimônia terminou à meia-noite.