Bernardo Cruz e Igor Siqueira
16/08/2016
17:52
Rio de Janeiro (RJ)

No sacrifício, a principal atacante brasileira entrou na prorrogação e acabou perdendo um dos pênaltis da derrota brasileira na semifinal olímpica. Mas Cristiane não se esconde. Ela assume a responsabilidade, evita botar "na conta" de Andressinha, que também falhou diante da goleira da Suécia, e lamentou mais uma campanha sem título do Brasil.

- É difícil para ela. Eu levo a responsabilidade. Não poderia passar para uma outra menina. Para ela, é difícil, porque é primeira Olimpíada - disse Cristiane, que acrescentou:

- Temos que levantar a cabeça, porque temos medalha para brigar. Infelizmente, o que vale para o brasileiro é só ouro. Mas para a gente não. Para a modalidade, é brigar por uma medalha, porque sabemos o quanto lutamos e o quanto trabalhamos.

Cristiane não adotou o mesmo discurso da goleira dos Estados Unidos, Hope Solo, que chamou as suecas de covardes por terem se defendido durante a maior parte do confronto pelas quartas de final.

- Não vejo assim. É estratégia. Nessa hora, colocar as 10 dentro do gol é estratégia. Deu certo. Usaram o que tiveram. Elas montaram uma estratégia que deu certo contra os Estados Unidos e vão usar isso até o final da Olimpíada. Jogaram no 4-5-1, recuaram o time e ficaram sem querer jogar. Elas foram levando até as penalidades - disse Cristiane, que evitou falar sobre o futuro na Seleção:

- Não quero pensar nisso agora. Quero buscar o bronze e deixar para pensar depois.