Brasil x Suécia - Handebol

Seleção Brasileira foi eliminada nas quartas-de-final da Rio-2016 para a França (Foto: JAVIER SORIANO/AFP)

Fábio Suzuki
17/08/2016
13:02
Rio de Janeiro (RJ) 

Logo após a derrota para a França, nas quarta-de-final dos Jogos Rio-2016, os jogadores da Seleção Brasileira masculina de handebol já mostraram preocupação com o projeto do próximo ciclo olímpico da modalidade no país. O temor é que, com o fim da Olimpíada do Rio, haja uma diminuição nos investimentos e apoio ao esporte nos próximos quatro anos visando a participação do time nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

- A base interna tem que ser forte e os incentivos têm que seguir. Em todos os esportes os jogadores saem para jogar no exterior e sempre é importante o fomento aos clubes e ajuda de patrocínio e da confederação pois o handebol tem muito que dar ainda – comentou o central Henrique Teixeira após a eliminação do Brasil.

A necessidade de uma melhor estrutura para a modalidade no país e a diferença que há entre o Brasil com o que é realizado nos países europeus também foram citados pelos atletas após a partida.

- Já melhoramos muito nos últimos anos mas precisa melhorar um pouco mais. Mas acho que nunca vamos chegar como é na Europa, onde tudo é perto e a movimentação de dinheiro ligada ao esporte é muito maior – comentou o armador Toledo.

- Se tivermos um projeto de base e profissional como tivemos nesses últimos anos, a gente pode competir de igual com eles. A Liga aqui praticamente não existe e a gente nunca sabe quantos times vão jogar, cada ano é um mistério – afirmou o armador Thiagus Petrus.

Além da incerteza sobre a manutenção do apoio à modalidade no próximo ciclo olímpico, o handebol masculino também não sabe se terá o espanhol Jordi Ribera no comando da equipe nos próximos anos.

- Ainda não sei. Quando estivermos um pouco mais tranqüilo vamos decidir sobre se fico ou não – comentou o técnico na coletiva após a eliminação do Brasil nos Jogos Olímpicos.