Mário Bittencourt, Celso Barros e Pedro Abad

Quem leva? Mário Bittencourt, Celso Barros e Pedro Abad disputam a presidência do Fluminense (Foto: Reprodução)

LANCE!
25/11/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

O clima pré-eleitoral nas Laranjeiras segue efervescente. Há dois dias do pleito presidencial, que definirá o mandatário do Fluminense nos próximos três anos, Marcus Vinícius Bittencourt, presidente do Conselho Deliberativo, publicou um texto no site oficial no qual nega qualquer fragilidade no processo eleitoral, considerado pelo mesmo como o mais democrático entre os clubes no Brasil. 

Responsável por comandar o processo eleitoral no Fluminense, Marcus Vinícius também afirma que houve uma tentativa esdrúxula de denegrir a imagem do clube. No mais, o presidente do Conselho Deliberativo sai em defesa de Pedro Abad, candidato da chapa "Somos Fluminense" e apoiado por Peter Siemsen.

O texto de Marcus Vinícius Bittencourt pode ser considerado uma resposta à notificação enviada ao Conselho Deliberativo por coordenadores da campanha de Mário Bittencourt, da chapa "Fluminense me Domina".No documento entregue na tarde de quarta-feira, a chapa cobrava esclarecimentos sobre a diferença no número de sócios aptos a votar nas listas entregues pela atual diretoria, que teve uma discrepância de 1.005 nomes.

Na notificação, a chapa afirma que a "existência de centenas de inconsistências" colocam a lisura do pleito em risco. Além disso, era esperado uma resposta dentro de 24h - prazo que se encerrou às 17h20 desta quinta-feira -, "sob pena de o assunto virar objeto de uma disputa judicial", o que poderia até resultar no adiamento da eleição, a ser realizada neste sábado, dia 26, das 9h às 18h.

Confira abaixo, na íntegra, o texto publicado por Marcus Vinícius Bittencourt no site oficial do Fluminense às 16h15 desta quinta-feira:

"O Fluminense, nos últimos 15 anos, tem eleições diretas e agora, de forma inédita, vemos matérias na imprensa e notificações entregues ao clube com a intenção de criar instabilidade e de tentar passar uma falsa imagem de fragilidade do processo eleitoral.

Desde 2001, tivemos cinco eleições e em nenhuma delas houve algum tipo de comportamento parecido por parte de candidatura a Presidente do FFC como atualmente. Primeiro tentaram denegrir a imagem do clube em uma situação esdrúxula por causa do cadastro de sócios. Sim, é possível ter uma pessoa no cadastro que tenha morrido e que, pelo fato de a família não ter registrado o ocorrido formalmente, siga na lista de pessoas aptas a votar.

Isso, em hipótese alguma permite qualquer brecha para fraude ou insegurança. No dia da eleição, é necessário apresentar documento com foto. Além disso, o Ministério Público acompanha tudo de perto. Sem a existência de comunicação formal do falecimento do sócio por parte dos familiares, para casos de sócios proprietários ou remidos e isentos de pagamentos de taxas, o clube não pode retirar a pessoa da lista sob a possibilidade de vir a ser processado.

Buscam tumultuar o processo eleitoral. Comportamento que entendo ser inadequado até em razão da já mencionada história recente de eleições tranquilas do Fluminense. Importante ressaltar que os candidatos que assumem esta postura já participaram de outras eleições do Fluminense e, em certos momentos inclusive, fazendo parte da administração do clube. Agora querem dizer que a eleição do clube tem problema. Comportamento bastante estranho.

Além disso, importante comentar uma situação que tenho visto recorrentemente em matérias publicadas nos jornais, em falas de alguns dos candidatos a Presidente e agora em requerimentos de sócios de chapa concorrente na eleição, vinculadas a tentativas de impugnar a chapa "Somos Fluminense" do candidato a Presidente, Auditor Fiscal da Receita Federal Pedro Abad. As situações de impedimento de um Presidente do Fluminense são previstas no estatuto do clube, no artigo 53, totalmente claras. Em nenhuma delas, o candidato sempre mencionado, Pedro Abad, está enquadrado.

Portanto, não é cabível nenhum tipo de tentativa de impugnação de uma candidatura. Creio que as pessoas deveriam refletir um pouco melhor sobre o caminho que estão tomando. Tentar judicializar um processo eleitoral que sempre foi democrático sem motivos claros para isso pode causar um enorme prejuízo à imagem do Fluminense e passar uma impressão bem negativa de busca de uma vitória a qualquer custo para as pessoas. O Fluminense tem hoje a eleição mais democrática entre clubes de futebol do país. O direito do torcedor ao voto é sagrado e precisa ser respeitado."