Sheilla

Sheilla foi campeã olímpica em Pequim e Londres (Reprodução/Instagram)

Web Vôlei
10/06/2019
14:55
São Paulo

A volta do Itambé/Minas aos trabalhos para a temporada 2019/2020 marcou o retorno de Sheilla ao clube.

A oposto retoma as atividades profissionais no vôlei após três anos de afastamento, período dedicado à gravidez e ao nascimento das filhas Liz e Ninna.

Sem atuar desde a eliminação do Brasil na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, ela não esconde a empolgação. Mas sabe que precisa ter calma para não queimar etapas.

- Agora tenho de ter paciência. Foram três anos parada. Tem de ser passo a passo. Estou dando o primeiro. Faço, agora, no máximo, uma hora e meia de exercícios. Preciso recuperar massa muscular. Tenho a vantagem, pela constituição física, de não ganhar peso. Por enquanto, faço minha recuperação física pela manhã, que é mais fácil, pois as meninas dormem. Creio que dentro de um mês e meio, quando as outras jogadoras se apresentarão, estarei pronta para acompanhar o ritmo delas - disse Sheilla em entrevista ao "Estado de Minas".

Ela não esconde que voltar a jogar em alto nível está nos planos para possibilitar uma nova chance na Seleção Brasileira.

- Eu quero jogar bem. Isso vem em primeiro lugar. Mas penso também em voltar à Seleção Brasileira e, quem sabe, disputar mais uma Olimpíada. Eu me despedi em 2016. Minha última competição foi a Olimpíada do Rio. Acho que terei condições de realizar mais esse sonho - revelou.

Sobre o Brasil na atual Liga das Nações, ela vê muita possibilidade de crescimento com o retorno de atletas mais experientes.

- O time é muito novo. Precisa jogar. Tem sustentação na Natália, Gabi e Tandara. Se precisarem de mim, se precisarem, quero estar pronta.

Sheilla ainda deixa uma mensagem otimista aos torcedores do Minas.

- Saíram jogadoras importantes, como Natália e Gabi. Mas o Minas continua forte e não digo que somos favoritas ao título, mas estamos entre as candidatas ao troféu de campeão. E tem também o Mundial. Esse título o Minas ainda não tem. Vamos atrás. O grupo de jogadoras é muito forte e tem condições para isso.