Dinastia da 8: Leila é inspiração para Julia Kudiess
Central do Minas tem forte relação com ex-oposta da seleção

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Julia Kudiess não era nem nascida em 2000, quando Leila conquistou sua segunda medalha de bronze olímpica com a seleção. Mas foi a ex-oposta a responsável por fazer a central se interessar pelo vôlei. Ao contrário do mais comum, não foi vendo seu ídolo jogar que Julia decidiu seguir seus passos. Foi convivendo com ela em pessoa!
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— Foi ela (Leila) quem me trouxe para o Minas para viver a base e o clube. Devo muito a ela. Se hoje estou neste clube maravilhoso, é por conta dela. Nunca vou esquecer as oportunidades que tive com ela e com o Emanuel (do vôlei de praia), quando levavam as medalhas lá em casa para que tivéssemos um pouco dessa vivência. Isso me deu muito gás e vontade. Eles me trouxeram para o esporte — relembrou Julia.
A ligação entre as famílias vem de antes do nascimento de Julia. A mãe da central mantém uma amizade pessoal de longa data com a ex-jogadora. Entre histórias de experiências dentro e fora das quadras, Julia se apaixonou pela modalidade e, até hoje, presta uma homenagem silenciosa ao utilizar o número da camisa em dedicação à amiga da família que lhe apresentou o mundo do vôlei.
— Com toda certeza, uso a camisa número 8 por conta da Leila. Ela me inspirou e, desde a primeira oportunidade que tive de escolher um número, ainda nos tempos de escola em Brasília, eu disse que seria o 8. Felizmente, tenho espaço para usar essa numeração tanto aqui no Minas quanto na Seleção. É um peso muito grande carregar essa história comigo, mas me sinto muito honrada.

Atulamente, Julia está entre as melhores bloqueadoras do mundo. Na Liga das Nações de 2022, a camisa 8 ficou entre as 10 melhores no fundamento e nos Jogos Pan-Americanos de Santiago em 2023, foi eleita a melhor central da competição.
Adeus ao Minas
Após sete temporadas no time mineiro, a saída de Julia Kudiess é quase certa. O atual contrato se encerra com o fim da Superliga. Por ter sido destaque nas competições internacionais, chama a atenção do voleibol estrangeiro.
— Eu acredito que, de todas as temporadas que eu tive, essa é a que eu estou mais forte física e mentalmente, o que me ajuda muito dentro de quadra. Eu tenho o trabalho aqui no clube e o trabalho por fora que eu faço para desempenhar cada vez melhor, junto também com o que é feito na seleção, de onde eu volto sempre muito bem fisicamente — disse Julia.
Ainda com Julia, o Minas faz seu último jogo na primeira fase da Superliga nesta terça-feira, contra o Sorocaba. A partida começa às 21h. Se vencer, o time mineiro pode terminar na liderança da primeira fase. Mas precisa que o Sesc Flamengo tropece contra o Mackenzie.
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