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Ex-jogador da Superliga de vôlei disputa final no Oriente Médio durante ataques

Ex-Guarulhos, Manuel Armoa atua pelo Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 10/03/2026
18:17
Manuel Armoa, ex-jogador da Superliga de vôlei, atua em time do Oriente Médio (Foto: Reprodução/ Instagram)
imagem cameraManuel Armoa, ex-jogador da Superliga de vôlei, atua em time do Oriente Médio (Foto: Reprodução/ Instagram)

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Nesta terça-feira (10), Manuel Armoa usou as redes sociais para compartilhar o relato de como foi jogar uma decisão de campeonato no Oriente Médio em meio a ataques sofridos pela região, no dia 28 de fevereiro. O ponteiro argentino atuava no Brasil, pelo Guarulhos, mas, mês passado, se transferiu para o Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos.

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Armoa estava em Abu Dhabi quando o alerta militar foi acionado depois do lugar ter sido atingido por mísseis e drones por parte do Irã. Neste momento, o ponteiro argentino se preparava para disputar a final do campeonato local, que não foi cancelada. Armoa marcou 30 pontos no duelo, mas, segundo ele, sua mente estava "nos céus acima de Abu Dhabi". O time saiu derrotado por 3 sets a 1 para o Al-Nasr.

O "filme de terror" foi vivido pelo atleta ao lado de sua mãe, que chegou em Abu Dhabi, no Oriente Médio, para acompanhá-lo na final justamente no dia 28. Nesta data, o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tomou contornos mais acirrados devido à morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

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Manuel Armoa, ex-jogador da Superliga de vôlei, atua em time do Oriente Médio (Foto: Reprodução/ Instagram)
Manuel Armoa, ex-jogador da Superliga de vôlei, atua em time do Oriente Médio (Foto: Reprodução/ Instagram)

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Confira o relato de Manuel Armoa, ex-Guarulhos

"Escrevo estas palavras com um nó na garganta. No voo 261 da Emirates, de Dubai para Guarulhos, minha mãe e eu conseguimos escapar de uma região que, em questão de horas, se tornou uma zona de guerra.

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Eu estava em Abu Dhabi jogando vôlei pelo Al Jazira, e minha mãe tinha viajado para me visitar e assistir à final do campeonato. Naquele mesmo dia — sábado, 28 de fevereiro — o conflito eclodiu e Abu Dhabi começou a ser atacada com mísseis e drones que visavam bases militares e aeroportos.

Inacreditavelmente, a final não foi suspensa. Fomos jogar. Marquei 30 pontos, mas nossas mentes estavam nos céus acima de Abu Dhabi. Então vieram noites intermináveis. Trancadas no banheiro, sem dormir, com o segundo subsolo do estacionamento como nosso bunker, mísseis no céu, explosões e o telefone tocando com alertas: "Protejam-se — estamos interceptando mísseis". Nossas famílias e amigos na Argentina e ao redor do mundo tentavam descobrir como estávamos.

Tudo exigia decisões. Montamos um pequeno kit de sobrevivência. Foi horrível.

Em meio ao medo, eu tinha uma certeza: a força da minha mãe ao meu lado. Você não faz ideia do que ela fez para que hoje pudéssemos contar essa história que parece um filme de terror.

Escrevo que você é incrível, mãe. Nunca vi ninguém tão guerreira quanto você. Você não merecia viver isso, mas aconteceu conosco e, felizmente, conseguimos superar juntas.

Conseguimos pegar um dos poucos voos disponíveis para a América do Sul. Os primeiros minutos do voo foram cruciais para sair da zona de perigo e evitar sermos atingidas por qualquer um dos mísseis que vimos sobrevoando.

Desejo de todo o coração que A GUERRA acabe, que aqueles que decidiram ficar estejam bem e que, aos poucos, os sons e as luzes parem de aparecer na minha cabeça... Senti minha avó nos ajudando do céu; minha mãe e eu temos mais uma história para adicionar à lista.

Mais amor e paz, por favor."

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