menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Demoliner perde paciência com a ATP e defende Rio Open: 'Dinheiro falou mais alto'

O torneio brasileiro compete com campeonatos estrangeiros de quadra dura

2871e1e8-5c72-4769-8b85-dc073b68c6f6_WhatsApp-Image-2025-03-11-at-09.56.38-aspect-ratio-1024-1024
São Paulo
Dia 23/02/2026
10:14
Atualizado há 2 minutos
Marcelo Demoliner nas duplas do Rio Open ao lado de Fernando Romboli (Foto: Fotojump)
imagem cameraMarcelo Demoliner nas duplas do Rio Open (Foto: Fotojump)

  • Matéria
  • Mais Notícias

O tenista brasileiro Marcelo Demoliner perdeu a paciência com a ATP e utilizou suas redes sociais para disparar duras críticas a escolhas da organização em relação ao Rio Open. Em vídeo publicado no último domingo (22), o especialista em duplas soltou o verbo e exigiu mudanças no calendário do torneio disputado no saibro carioca.

continua após a publicidade

➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
➡️Siga o Lance! no Google para saber tudo sobre o melhor do esporte brasileiro e mundial

Na visão do duplista, o Rio Open fica em desvantagem por ser realizado logo após um Grand Slam (Australian Open) disputado em quadra dura, já que a maioria dos tenistas prefere seguir jogando em superfícies rápidas como preparação para os Masters 1000 de Indian Wells e Miami.

continua após a publicidade

— Jogar na América do Sul nunca foi sobre dinheiro, sempre foi sobre paixão. A moeda é fraca, a economia é menor, mas o público comparece e joga junto. O problema é que, hoje, a própria ATP colocou o torneio em uma posição quase inviável, e só a ATP pode mudar isso. Depois da pandemia piorou; entrou dinheiro pesado do Oriente Médio. O Rio tentou mudar o piso e a data, mas só ouviu "não". Enquanto isso, a ATP fortaleceu os concorrentes. A escolha para os jogadores ficou óbvia. Nos bastidores, o consenso é claro: o dinheiro falou mais alto — desabafou o tenista.

No mesmo período que acontece o Rio Open, também acontecem o ATP 250 de Doha, no Catar e o ATP de Dubai.

Marcelo Demoliner em treino no Costa do Sauípe Open (Fotojump/João Pires)
Marcelo Demoliner em treino no Costa do Sauípe Open (Fotojump/João Pires)

O torneio carioca, que nasceu em 2014 como um ATP 500, vive um momento de prestígio técnico, mas sofre com a logística imposta pela entidade mundial. No mesmo período em que o Rio Open é realizado, também acontecem os ATPs 250 de Doha, no Catar, e de Los Cabos, no México — fortes concorrentes na busca por atletas de elite.

continua após a publicidade

Demoliner ainda destacou o papel inspirador do evento, citando o impacto positivo na carreira do jovem João Fonseca.

— O Rio Open está em um momento forte, principalmente pela ascensão de João Fonseca. Anos atrás, ele viu Rafael Nadal de perto e sonhou em estar ali. Referência é tudo; demonstra que você pode sonhar alto. Esse é o poder do esporte: inspirar. A verdade é que, hoje, o Rio Open é uma Ferrari presa em uma rua de paralelepípedo e sem saída. Só quem pode tirar essa barreira e mudar a situação é a ATP — concluiu.

Veja quanto João Fonseca e Marcelo Melo faturaram com o título do Rio Open

Por terem sido campeões nas duplas, João e Marcelo receberam o prêmio de US$ 151,69 mil (R$ 783 mil), a ser dividido entre os dois. Já a parceria que ficou em segundo lugar faturou US$ 80,90 mil (R$ 418 mil). Neste ano, o Rio Open distribui uma premiação recorde aos tenistas, no total de US$ 2,46 milhões (R$ 12,74 milhões).

Além de ter disputado a competição por duplas, João participou também do torneio individual. Como foi eliminado nas oitavas, para o peruano Ignacio Buse, o carioca de 19 anos se despediu com US$ 36,1 mil (R$ 186,93). O tenista - Tabilo ou Etcheverry - que faturar o título da simples será premiado com US$ 461,835 (cerca de R$ 2,3 milhões).

  • Matéria
  • Mais Notícias