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Antiga conhecida, a chuva se tornou 'palavra proibida' do Rio Open

Torneio sul-america precisou analisar até a geografia da cidade para evoluir

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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 14/02/2026
09:00
Sebastian Baez em ação na final do Rio Open 2025 (Foto: Divulgação)
imagem cameraSebastian Baez em ação na final do Rio Open 2025 (Foto: Divulgação)

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O Rio Open acontece em pleno verão, justamente o período mais chuvoso no Rio de Janeiro. Dessa forma, é comum que ao menos um dia do torneio precise ser alterado devido ao tempo ruim. Com isso em vista, a organização monta um sistema e um calendário que suportem grandes precipitações. O evento acontecerá entre os dias 14 e 22 de fevereiro.

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Durante a visita da reportagem do Lance! ao Jockey Club Brasileiro, onde acontecerá o torneio, uma chuva atrapalhou o dia de montagem das estruturas para o evento — não apenas por afetar o saibro, mas também por impedir trabalhos em andaimes e em grandes alturas.

Apesar disso, esse encontro entre o Rio Open e a chuva já é esperado, como afirmou Tomaz Costa, responsável por toda a parte esportiva da competição. Por esse motivo, e para não prejudicar a rotina dos sócios do clube, o processo de preparação das quadras é iniciado em dezembro, quando as primeiras quadras são ocupadas e ajustadas.

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— Em determinadas etapas do processo atrasa um pouquinho, mas a gente acaba considerando um dia a mais, ou outro, em cada etapa, justamente pra ter esse poder de remanejar se for preciso. Pras quadras, acaba que é um processo que a gente vai até testando. A gente vem mexendo nelas desde dezembro — disse Tomaz, que completou:

— Então, normalmente, a primeira chuva que cai logo após a gente começar a mexer nas quadras serve pra dar uma olhada em como elas reagiram. Entender se a drenagem tá funcionando bem, se tem algum ponto específico que tá acumulando mais água. Então, acaba sendo até um teste pra gente.

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Mas por que isso acontece?

Entre dezembro e março, o calor intenso combinado com a alta umidade favorece a formação de pancadas fortes, geralmente no fim da tarde e à noite. Essas chuvas costumam ser rápidas, mas volumosas, e são típicas do regime climático tropical da cidade. Fevereiro, mês em que o torneio é disputado, está entre os picos de precipitação do ano, o que historicamente transforma a instabilidade do tempo em um fator recorrente de preocupação para a organização.

Superstição e palavra proibida do Rio Open

Como mencionado, não é novidade que as chuvas são presença constante no Rio Open. O que os fãs não sabem, no entanto, é que a palavra "chuva" é proibida nos bastidores. Segundo Tomaz, quanto mais perto da data de início do evento, menos a condição climática é citada pela equipe de organização.

— Assim, a gente já tá preparado pra chuva, basicamente a gente tá lidando com isso nos últimos 13 anos. É algo que a gente já até assume como um dos personagens do evento, mas a palavra é proibida (risos). Chegando perto, a gente evita. Ao mesmo tempo, é uma coisa que a gente não controla, então a gente se baseia muito em todas as iniciativas que a gente pode fazer pra minimizar ao máximo o impacto disso — revelou.

Lagoa Rodrigo de Freitas já se tornou problema para o Rio Open

A proximidade com a Lagoa Rodrigo de Freitas exigiu que o Rio Open desenvolvesse, ao longo dos anos, soluções específicas para lidar com o escoamento da água em dias de chuva intensa. De acordo com o profissional, o torneio passou por um processo contínuo de testes até alcançar o atual sistema de drenagem, hoje considerado um dos pontos fortes da estrutura.

— Foi um processo meio que ir descobrindo ao longo dos anos e buscando soluções. Então assim, hoje em dia a gente tá super bem preparado, a gente é super seguro em dizer que a nossa quadra central não faz frente a qualquer quadra do mundo em termos de drenagem. A gente tem esse respaldo também pela ATP, com esse feedback de, cara, realmente as quadras são ótimas para a chuva, da meia hora a 40 minutos a gente tá pronto pra jogar de novo.

Entre as medidas adotadas está a instalação de bombas para controlar o volume de água em situações extremas, com planos de contingência definidos conforme o nível de chuva e a capacidade de drenagem do clube.

— A gente nunca falou isso, mas a gente tem três bombas ali na quadra central, justamente pra essas situações. Por isso, se tiver que escoar pra um outro lugar, pra uma outra canaleta de água do clube, a gente já tem mapeado quais são os planos A, B e C. Se chove muito, se chove pouco, se choveu pra caramba na última semana. Por exemplo, agora nessa semana, a gente já tá controlando como estão esses termos do clube pra entender como é que tá essa capacidade — concluiu.

➡️ João Fonseca lidera quarteto brasileiro na chave principal do Rio Open

Quadra principal do Rio Open (Foto: Andre Gemmer/CBT)
Quadra principal do Rio Open (Foto: Andre Gemmer/CBT)

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