André Sá elogia João Fonseca, mas prevê estreia dura em Buenos Aires
Em exclusiva ao Lance!, ex-tenista mineiro também falou de seus projetos

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Nesta quarta-feira, às 18h30 (de Brasília), João Fonseca tem um dos principais desafios no ano: o início da defesa do título do ATP 250 de Buenos Aires. O adversário de estreia do número 1 do Brasil e 33 do mundo será o chileno Alejandro Tabilo (71º e ex-top 19), algoz do anfitrião Facundo Diaz Acosta, campeão em 2024.
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Em entrevista exclusiva ao Lance!, o ex-tenista mineiro André Sá (ex-17 do mundo nas duplas e ex-55 nas simples) prevê uma partida desafiadora logo mais para o número 1 do Brasil.
- Acho que a falta de ritmo de repente pode atrapalhar. Vai ser uma estreia difícil, ainda mais defendendo o título. A primeira rodada a gente fala que é sempre um jogo mais complicado, um pouco mais nervoso, que você está sentindo a quadra, o ambiente. Então vai ser um jogo duro. Os dois jogadores são canhotos. Então, você vai ter que mudar o seu estilo de jogo já de primeira. Mas tem que ter confiança, o principal é estar bem preparado.
Conterrâneo e amigo do técnico de João Fonseca, Guilherme Teixeira, Sá vê o número 1 do Brasil evoluindo:
- Ele está dando os passos certinhos, melhorando fisicamente, tecnicamente, ganhando jogos e torneios importantes. Ganhou um ATP 250, um ATP 500 (na Basileia) ano passado, já se colocou entre os 30 melhores do mundo (24 foi o melhor ranking). As coisas estão indo no ritmo dele, mas super bem. Ele vai ser um jogador top 10 e top 5, com certeza. Vitórias como aquela contra o Rublev (Andrey, russo, então top 9, na estreia do Australian Open de 2025, vídeo abaixo) foi incrível. Agora tem que lidar com a parte física, tem que lidar com a parte emocional (7:43) e seguir o caminho. Mas está no caminho certo. A equipe dele é muito boa, tanto o Teixeira, quanto agora o Franco Davin (argentino). Eu acho que foi uma decisão inteligente, é um treinador com experiência.
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Sá, aliás, viu de perto a campanha de João Fonseca em 2025 e 2026 no Australian Open. Afinal, o ex-tenista mineiro é diretor de relacionamento com os jogadores do primeiro Grand Slam da temporada.
Sucesso do Australian Open
Sobre a última edição do torneio no Melbourne Park, o ex-tenista mineiro contou:
- O evento nos números foi um sucesso absoluto, batendo vários recordes, principalmente de público, engajamento em redes sociais, audiência na televisão. O torneio virou um festival de três semanas, conseguimos fazer muitas coisas na semana do qualifying, um torneio de um milhão de dólares, que foi um sucesso incrível, misturando amadores e profissionais, homens e mulheres, foi um formato que deu muito certo. Tivemos uma cerimônia de abertura pela primeira vez, com a presença do Roger Federer (ex-tenista suíço), um pouquinho ao estilo das Olimpíadas, foi algo muito legal.
Sá concilia o trabalho na Tennis Australia com o de consultor da Rio Tennis Academy, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde aconteceu o papo com o Lance!, logo após a clínica com o técnico francês Patrick Mouratoglou, que anunciou parceria com o centro de treinamento carioca.
- Concilio bem, porque o meu calendário é basicamente fechado já. Eu sei os torneios que eu vou o ano todo. Então a gente já sabe os blocos de treinamento que eu vou estar aqui. Algumas vezes eu tento ir nos torneios também, acompanhando principalmente os treinadores. O meu maior foco aqui é dar um suporte maior para os treinadores da Rio Tennis, porque eles são excelentes dentro da quadra, mas não têm tanta experiência de circuito ou de jogos importantes. Então eu sempre tento acrescentar um pouquinho da minha experiência nesse dia a dia deles.
Davis no detalhe
Na conversa com o Lance!, Sá também analisou a derrota do Brasil para o Canadá, na quadra rápida de Vancouver, por 3 a 2.
- Foi no detalhe, infelizmente. A participação do time brasileiro foi incrível, competiu da melhor maneira possível, jogou de igual para igual. Os jogadores estão de parabéns e o capitão Jaime Oncins também, por conseguir montar um time e colocar esse espírito de equipe muito importante, essa paixão pela competição. Defender o país é algo especial contou o ex-profisisonal, que disputou 18 confrontos pela competição.

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