Coletiva - Tite

'A Venezuela baixava no 4-5-1 e ficou muito difícil de furar', diz Tite (Reprodução CBF)

LANCE!
14/11/2020
00:04
São Paulo (SP)

O técnico Tite destacou o que causou dificuldade para a Seleção Brasileira obter os três pontos diante da Venezuela na sexta-feira. Em entrevista coletiva na madrugada deste sábado, o comandante canarinho atribuiu o desempenho na suada vitória por 1 a 0, no Morumbi.

- As triangulações acontecem com aquele sentido de entrosamento, de repetir. Mas acabaram acontecendo, o gol foi o taquinho de golfe que eu falo, do Paquetá, na jogada de combinação, rodando, depois de receber o Richarlison, infiltrando o Everton, lateral esquerdo do lado contrário, juntamente com o Jesus, área cheia. Precisávamos, sim, do lance individual. No primeiro tempo afunilamos demais, não dava largura suficiente. E aí dificultava e de ter essa jogada, dificultar a marcação adversária numa jogada individual - e frisou:

- Sobre finalizações de média distância: eles baixavam no 4-5-1, fecham com três volantes no centro, e ficou difícil de encontrar as finalizações. As que aconteceram foi quando o Pedro entrou, fez pivô, o Firmino bateu e eu comemorei achando que tinha sido gol. Mas foram poucas oportunidades - completou.


Perguntado sobre a ausência de Neymar, Tite abriu espaço para o filho Matheus Bacchi (que é seu auxiliar na Seleção) detalhar.

- Sempre que você tem um atleta do nível do Neymar, que tem facilidade imensa de romper a primeira marcação e gerar desequilíbrio no adversário, a equipe vai sentir falta. Quando o adversário imprime uma marcação forte, você sente mais alta ainda. Entrada do Paquetá conseguiu provocar a linha, como a gente chama, que é fazer com que algum adversário se mexa para encontrar um passe, foi quando a gente começou a ter uma vantagem nesse sentido. Como ele (Tite) já falou, ele não é insubstituível, mas é imprescindível  - afirmou.

O Brasil volta a campo na terça-feira, pela quarta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, para enfrentar o Uruguai.