Matheus Cunha - Seleção Brasileira

Matheus Cunha é artilheiro da Seleção Olímpica (Foto: Rener Pinheiro/MoWA Press)

Carlos Bandeira de Mello
10/09/2019
12:17
Rio de Janeiro (RJ)

Quando se fala em Seleção Olímpica o pensamento é de Paulinho, Pedrinho, Antony e Arana, mas quem ganhou destaque nos dois últimos amistosos foi Matheus Cunha. O jogador, que foi revelado pelo Coritiba, atua pelo RB Leipzig, da Alemanha, anotou três gols contra a Colômbia e Chile, no Pacaembu, em amistosos de preparação para o Pré-Olímpico, que acontece em janeiro, na Colômbia. Com isso, passou confiança para André Jardine.

No primeiro amistoso contra a Colômbia, o Brasil conquistou a vitória por 2 a 0. O camisa 9 marcou o segundo gol após pressionar a zaga colombiana. Ele mesmo pegou e finalizou para o fundo do gol. Na sequência, contra o Chile, Matheus foi destaque novamente ao marcar dois gols na vitória por 3 a 1. O primeiro saiu por meio de boa movimentação na entrada da área e deslocar o goleiro. O segundo aconteceu após pressionar o defensor chileno e aproveitar a oportunidade para balançar a rede. Não satisfeito, ainda deu passe para Antony, do São Paulo, deixar o dele.

Antes de ganhar ênfase nos amistosos, o garoto de 20 anos conseguiu ser artilheiro do Torneio de Toulon - tradicional competição de base - com quatro marcados. O Brasil é o atual campeão da competição. O jogador é uma das apostas do Brasil para a disputa das Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

Após a partida diante do Chile, ele relembrou a trajetória de alguns jogadores que vestiram a camisa 9 da Seleção Brasileira. Além disso, comentou sobre os novos espelhos para seguir brilhando na competição.

- A camisa 9 do Brasil grandes jogadores usaram. Assisti muito ao Ronaldinho quando era criança. E o Ronaldo Fenômeno, para mim... Foi ele quem usou a 9 tanto tempo. Acredito que é um grande espelho. Hoje tem grandes jogadores, quase da minha idade, como o Gabriel Jesus. O Firmino não usa a 9, mas também é um grande atacante – disse.

Na temporada passada, Matheus disputou 39 jogos, pelo RB Leipzig, onde chegou em 2018. Ele foi titular em nove jogos, mas era figura certa no segundo tempo. Foi saindo do banco que marcou o golaço que lhe valeu a indicação ao 'Puskas'. Aos 38 minutos da segunda etapa, Matheus girou no marcador e bateu de cobertura para sacramentar a vitória, por 4 a 2, sobre o Leverkusen.

Brasil x Chile (Sub-23) - Matheus Cunha comemora seu gol
Camisa 9 pode ficar de fora do Pré-Olímpico
(Foto: Ricardo Moreira/Fotoarena/Lancepress!)

No entanto, a Seleção sub-23 convive com a incerteza sobre os jogadores que serão liberados para o Pré-Olímpico e também para os Jogos de Tóquio, caso consiga a vaga. Os torneios não acontecem em datas Fifa, o que não obriga os clubes a cedê-los. Com isso, o atacante também virá uma dúvida para André Jardine.

Em coletiva, o treinador da Seleção Sub-23, André Jardine confirmou que o tempo de treino foi um pequeno problema, porque pode atrapalhar o entrosamento e espera que a ideia de jogo possa prevalecer nos seguintes duelos. Contudo, a diversidade dos jogadores pode ajudar na criação de variação de jogadas, mas mantendo estilo. 

– É fundamental continuar desenvolvendo. A gente sai satisfeito com a produção com pouco tempo de treino, mas precisa se organizar melhor, resistir na ideia de jogo por mais tempo, que é de controle de bola, e ter mais variações ofensivas que nos permitam ter controle. Montamos uma ideia inicial, que está ganhando força – elogiou.

Agora, a Seleção sub-23 voltará a se reunir em outubro (para dois amistosos no Brasil) e novembro (em um torneio em Tenerife, na Espanha, com Argentina, Estados Unidos e Chile). O Pré-Olímpico acontece em janeiro, na Colômbia, onde as vagas olímpicas serão decididas.