CBF confia em Ancelotti na Seleção, mas mantém cautela
Receio de repetir 2023 faz entidade trabalhar no mais estrito silêncio público

A contratação de Carlo Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira segue em compasso de espera. Há interesse mútuo e quase todas as questões contratuais são passíveis de resolução, do salário ao tempo do acordo, passando pela formação da comissão técnica. Mas há ainda um obstáculo a ser superado: a saída do Real Madrid.
➡️Ancelotti é sonho antigo que Seleção pode realizar com um ano de atraso
O técnico italiano tem mais um ano de contrato com o time espanhol, mas o término antecipado, já a partir de junho, é dado como certo. A queda precoce na Liga dos Campeões — foi a primeira vez em mais de duas décadas que o clube deixou a competição nas quartas de final —, somada à dificuldade de buscar o título espanhol escancaram o fim de ciclo de um dos maiores treinadores da história do Real Madrid.
A gota d'água pode vir neste sábado (26), com a final da Copa do Rei no clássico com o Barcelona. O canal inglês "Sky" Sports inclusive já cravou que Carlo Ancelotti deixará o comando do time depois desse jogo.
Na CBF, ninguém admite qualquer avanço na negociação, seja com Ancelotti, seja com qualquer outro treinador para assumir a Seleção Brasileira. E ficará assim até que o acordo seja selado, já que há o temor de que se repita a tentativa frustrada de contratação do italiano em 2023. À época, a Seleção ficou com Fernando Diniz, então no Fluminense, como técnico interino enquanto aguardava o fim do contrato do italiano com o Real Madrid. Mas Ednaldo Rodrigues ficou quase um mês afastado da presidência da CBF por decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), e Ancelotti renovou com o Real nesse período.
Um desfecho favorável agora está ainda mais próximo do que em 2023, mas desta vez quem talvez precise ceder às convicções é Ednaldo Rodrigues. O presidente da CBF impôs como condição para ser técnico da Seleção Brasileira alguém que esteja disponível para a convocação para a próxima data Fifa. Isso acontecerá em algum momento da segunda quinzena de maio, e o Real Madrid joga a última rodada do Espanhol apenas no dia 25.
Se fechar com a Seleção, Ancelotti deve trazer dois auxiliares
Caso Carlo Ancelotti seja mesmo contratado para comandar a Seleção Brasileira, o treinador poderá trazer junto dois auxiliares: o filho, Davide Ancelotti, e Francesco Mauri, também italiano.
Davide trabalha como auxiliar há 12 anos, já tem todos os certificados para ser técnico e planeja assumir como treinador principal após a saída do Real Madrid. Ele chegou inclusive a receber proposta do futebol árabe, mas declinou porque pretende começar a carreira como técnico na Europa.
Mas a imprensa espanhola garante que, caso Carlo Ancelotti assuma a Seleção Brasileira, Davide está disposto a permanecer como auxiliar técnico até o fim da Copa do Mundo de 2026, para acompanhar o pai na equipe nacional.

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