São Paulo: por que o modelo de votação do impeachment de Casares agita bastidores
Conselheiros estão se movimentando nos bastidores às vésperas de eleição do Tricolor

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A reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo que irá votar o impeachment de Julio Casares acontecerá no dia 14 de julho, próxima quarta-feira, no Morumbis. Porém, o modelo tem gerado um certo agito nos bastidores do clube.
De acordo com a convocação emitida aos conselheiros, a reunião será feita de forma presencial. Porém, conselheiros que fazem parte da oposição do clube formalizaram um documento nesta quinta-feira (8) pedindo para que a reunião acontecesse de forma híbrida. No documento no qual a reportagem teve acesso, o artigo 78 do Regimento Interno é citado.
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O artigo em questão prevê que todas as votações promovidas pelo Conselho Deliberativo possam ser realizadas de forma remota. A medida contempla conselheiros que não residem ou não estão no Brasil, além daqueles com idade mais avançada ou que enfrentam dificuldades de locomoção e questões de saúde.
Em paralelo, os advogados de Julio Casares protocolaram uma manifestação junto ao Conselho Deliberativo do São Paulo defendendo que uma eventual votação sobre o impeachment do presidente obedeça, obrigatoriamente, ao quórum qualificado estabelecido no Estatuto do clube. A reportagem teve acesso ao documento na íntegra também.
A defesa sustenta que o artigo 58, parágrafo 2º, exige a presença e o voto favorável de pelo menos 75% dos conselheiros para a aprovação da destituição do presidente, e que essa regra não pode ser relativizada ou confundida com dispositivos aplicáveis a deliberações comuns.
Segundo o documento, a reunião extraordinária marcada para 14 de janeiro trata exatamente dessa hipótese e, por isso, precisaria respeitar esse percentual elevado, calculado com base nas cadeiras efetivamente ocupadas no Conselho.

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O Lance! escutou que pelas divergências e manifestações, isso deve se judicializar e esquentar a partir dos próximos dias.
Como se trata de uma votação de punição, os votos são secretos. Ao todo, 255 conselheiros participam. Caso 2/3 votem a favor do impeachment, Casares é afastado do cargo de presidente do São Paulo. Do contrário, o caso é arquivado.
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Passada esta etapa, a votação acontecerá entre os sócios do Tricolor. Nesta etapa, Casares fica afastado do cargo. Se a maioria dos sócios for a favor da destituição do presidente, ele é retirado de forma definitiva. A data foi definida na noite desta terça-feira (6), após uma reunião do Conselho Consultivo.
Torcida marca protestos
Organizadas, coletivos e torcedores nas redes sociais estão se mobilizando para protestar em frente ao estádio do Morumbis no dia 14 de janeiro. A concentração, pelo o que está sendo divulgado nas redes sociais, deve acontecer de forma simultânea à votação, que inicia no final da tarde.
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