Ex-CEO ligado a Casares é expulso do São Paulo
Carlomagno era braço direito de Casares

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Márcio Carlomagno, ex-CEO do São Paulo e ligado a Julio Casares, foi expulso do clube. A expulsão aconteceu após uma votação da comissão disciplinar do clube. O caso cresceu após o envolvimento de Carlomagno na polêmica envolvendo uma venda ilegal de ingressos de camarotes em shows da Shakira no Morumbis, que aconteceram no último ano.
A pauta foi analisada e decidida por três votos a dois, com José Eduardo Vuolo, Danilo Pavanello e Natanael Cabral se posicionando pela exclusão do ex-dirigente do quadro associativo do São Paulo. A decisão, no entanto, ainda cabe recurso. O Lance! teve acesso ao documento na íntegra.
Na argumentação, prevista em um documento de sete páginas, o tópico defendido foi justamente alegando que Carlomagno tinha conhecimento prévio destas irregularidades. A situação envolveu também Douglas Schwartzmann e Mara Casares.
No caso da dupla, o Conselho Deliberativo será convocado na quarta-feira para votar a expulsão do quadro de sócios do clube.

Carlomagno pode recorrer
Márcio Carlomagno terá prazo de 10 dias corridos para apresentar recurso contra a decisão. Após essa etapa, o caso será analisado pelos cinco membros do órgão em uma nova sessão, na qual pode haver sustentação oral das partes envolvidas. Encerrada a sessão, o resultado do recurso deve ser divulgado em até 10 dias.
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Carlomagno deixou o cargo após renúncia de Casares
Durante a gestão Casares, Carlomagno atuava como um dos principais nomes da administração, sendo considerado um 'braço direito' do ex-presidente. Com perfil de superintendente de gestão, ele foi designado para trabalhar de forma integrada ao Departamento de Futebol no final do ano passado.
Internamente, Carlomagno também era visto como um dos nomes mais fortes para uma possível sucessão de Casares nas eleições presidenciais do clube, previstas para este ano. O Lance! apurou que nunca existiu movimentação para ter um nome que funcionasse como "reposição" a este cargo.
Relembre o caso envolvendo a venda ilegal de camarotes no Morumbis
A investigação foi aberta pela polícia no ano passado após Douglas Schwartzmann, dirigente da base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares, serem apontados como integrantes de um esquema de comercialização clandestina de camarote do Morumbis. O site GE revelou o caso, divulgando áudios em que os envolvidos discutiam a comercialização irregular do camarote.
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O caso repercutiu internamente no São Paulo e foi um dos motivos que resultaram na abertura do processo de impeachment de Julio Casares. Posteriormente, Casares pediu renúncia do cargo.
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