Análise: Dorival reencontra um São Paulo fragilizado em estreia no Morumbis
Dorival Júnior fez a sua terceira estreia pelo Tricolor
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A estreia de Dorival Júnior no comando do São Paulo teve o cenário ideal para simbolizar um recomeço: Morumbi, noite fria de terça-feira e Copa Sul-Americana. Mais do que apenas um compromisso continental, o duelo carregava o peso de um reencontro entre equipe e torcida em um momento delicado da temporada - e até mesmo da história do clube.
A Sul-Americana aparece hoje como a competição em que o São Paulo ainda consegue enxergar uma possibilidade concreta de título e, consequentemente, de recuperação.
O empate contra o Millonarios mostrou que o caminho de reconstrução será longo, talvez mais do que Dorival espera. O resultado impediu que o clube garantisse antecipadamente sua classificação e ampliou para sete jogos o jejum de vitórias. Mais do que números, a sequência escancara um problema que virou discurso recorrente entre os próprios jogadores: a falta de confiança.
- Eu acho que essa situação da gente é por causa da confiança. A gente está trabalhando muito para reverter essa situação e acho que com o professor de volta, a gente vai conseguir a confiança que a gente tinha no começo do ano. É trabalhar que a gente vai melhorar - disse Alan Franco após o resultado, em zona mista.
Este será o primeiro grande desafio de Dorival nesta terceira passagem pelo clube. Antes mesmo de pensar em ajustes profundos ou mudanças estruturais, o treinador terá de recuperar emocionalmente um elenco que parece sentir o peso de cada erro e dos resultados recentes.
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Pontos que Dorival levará em consideração e o que foi possível enxergar nesta estreia
Dorival teve apenas um treino antes de reencontrar o time em campo, o que naturalmente limita qualquer análise mais definitiva.
O primeiro deles é a fragilidade emocional da equipe. O São Paulo demonstra dificuldade em manter estabilidade durante as partidas, especialmente após sofrer pressão do adversário. Em muitos momentos, o time parece atuar tensionado pela necessidade urgente de voltar a vencer. Não é a primeira vez que o time sai na frente e desperdiça a vantagem.
Outro ponto evidente está na organização sem bola. A equipe continua oferecendo espaços, principalmente pelos lados do campo, e sofre para recompor defensivamente quando perde a posse. Neste jogo em específico, o lado esquerdo foi o grande problema.
- Estamos precisando de um resultado positivo, e a ansiedade tem tomado a frente da razão porque qualquer erro mínimo que seja acaba estourando dentro do nosso gol. Pelos relatos de todos, é isso que tem acontecido nas partidas - disse em coletiva de imprensa.
A partida parecia sob controle do São Paulo até a falha de Dória, que mudou completamente o cenário do jogo. O erro na saída de bola entregou o empate ao Millonarios e abalou emocionalmente uma equipe que, até então, conseguia administrar o confronto.
Pouco depois da "espanada" no meio-campo, o defensor ainda protagonizou um pênalti espalhafatoso ao derrubar Alex Castro dentro da área, em um lance que quase deu a vitória para o time da Colômbia.
Além disso, Dorival precisará encontrar mecanismos para dar maior fluidez ofensiva sem depender tanto de ações individuais. Luciano novamente assumiu protagonismo, mas o São Paulo ainda cria pouco de maneira sustentada e oscila bastante.
Agora, com mais dias de trabalho, fará sua estreia no Brasileiro neste sábado, contra o Botafogo e também em casa.
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