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Análise: Santos completa 114 anos em meio à reformulação e incertezas

Peixe entra em campo nesta terça-feira (14), pela Sul-Americana, contra o Recoleta

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Juliana Yamaoka
São Paulo (SP)
Dia 14/04/2026
06:00
Atualizado há 2 minutos
Santos celebra 114 anos nesta terça-feira (14). (Foto: Divulgação/ Santos FC)
imagem cameraSantos celebra 114 anos nesta terça-feira (14). (Foto: Divulgação/ Santos FC)

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No dia 14 de abril de 2026, o Santos completa 114 anos de existência. Durante muitos anos, a frase "um orgulho que nem todos podem ter" fez pleno sentido diante do fim de jejuns de títulos, da revelação de inúmeros jogadores para o futebol mundial, das frequentes convocações de atletas para a Seleção Brasileira, da projeção nos grandes veículos de mídia esportiva e da fidelização de torcedores que consumiam o clube no dia a dia, seja pela presença constante na Vila Belmiro, seja pelo sentimento de pertencimento à história do time que foi a casa do único jogador a conquistar três Copas do Mundo pelo Brasil.

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Nos últimos anos, porém, o Peixe tem respirado por aparelhos, pressionado por resultados ruins e também por uma evidente falta de identidade dentro de campo. Gestões que não corresponderam administrativamente impactaram negativamente o clube, culminando em um rebaixamento inédito e em um jejum que já se aproxima de uma década sem a conquista de um título relevante no cenário nacional.

Nem mesmo a chegada do maior ídolo pós-Era Pelé foi suficiente para mobilizar a torcida a lotar o Alçapão em todas as partidas. É verdade que o camisa 10 impulsionou a venda de camisas, especialmente a edição especial azul-turquesa, contribuiu para reformas pontuais nas instalações do clube com o auxílio de parceiros, viabilizou a aquisição da marca Pelé e ampliou significativamente a visibilidade internacional, além de gerar números históricos nas publicações das redes sociais. Iniciativas que, sem a presença de Neymar na Baixada Santista, dificilmente ocorreriam nos próximos anos diante das limitações financeiras do clube.

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Santos completa 114 anos. (Foto: Reinaldo Campos/ Santos FC)
Santos completa 114 anos. (Foto: Reinaldo Campos/ Santos FC)

O santista também carece de ídolos recentes. O último com grande projeção internacional, Rodrygo, teve pouca rodagem no elenco profissional antes de ser negociado e não permaneceu tempo suficiente para que a torcida pudesse desfrutar plenamente do seu futebol, nem para celebrar com ele a conquista de uma taça capaz de interromper um jejum que já se arrasta há anos na história recente do clube.

Reformulação?

Em um ano que deveria ser marcado por um passo concreto de reformulação, com um elenco competitivo, o início das obras da nova Vila Belmiro, um Centro de Treinamento moderno e capaz de potencializar o crescimento das categorias de base, a reconstrução de uma identidade institucional e esportiva, além da retomada de investimentos no futebol feminino e nos esportes olímpicos, o torcedor convive apenas com incertezas. O calendário político, marcado por uma corrida eleitoral, divide atenções em um momento em que seriam necessárias ações estruturais urgentes. Enquanto isso, uma infraestrutura que já foi referência nacional hoje convive com sinais evidentes de atraso.

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Ainda assim, em meio ao retorno de Neymar, o santista se apega ao que sempre sustentou a história do clube: a esperança. A esperança de ver novamente o Alçapão pulsar como antes, de acompanhar o surgimento de novos Meninos da Vila capazes de recolocar o Santos no mapa do protagonismo nacional e de reencontrar, dentro de campo, a identidade que por décadas transformou o clube em sinônimo de futebol arte.

Porque aniversários não servem apenas para celebrar o passado. Servem também para lembrar quem se é e, principalmente, quem ainda se pode voltar a ser. E poucos clubes no mundo carregam, como o Santos, a responsabilidade e o privilégio de saber exatamente o tamanho da própria história.

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