Som da torcida do Flamengo é usado na preparação da Seleção de Ginástica Rítmica
Barulho da torcida fez parte da preparação mental

O conjunto brasileiro de Ginástica Rítmica usou o som da torcida do Flamengo na preparação para o Mundial de Ginástica Rítmica. Após a apresentação nas séries mistas e simples, as atletas e técnicas revelaram que usavam o barulho dos torcedores para se prepararem para a pressão que iriam encontrar na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. As atletas somaram nota 55.250, deixando a equipe na briga por medalhas.
- Usávamos o som da torcida do Flamengo nos nossos treinos, a Bruna (coreografa) colocava no máximo para a gente tentar ter uma noção de como seria e não atrapalhar no nervosismo, na emoção. Era muito engraçado - revelou Duda Arakaki.
➡️ Ao som de 'Evidências', torcida vibra e Brasil brilha no Mundial de Ginástica Rítmica
Com músicas clássicas da cultura brasileira, como "Evidências" e "Aquarela do Brasil", a equipe teve como objetivo levantar a torcida. Por outro lado, também foi preciso treinar a concentração e a parte mental para o barulho não afetar a preparação.
- É a parte da preparação mental. A gente tenta simular como vai ser. E aí, a gente precisava de um som de torcida muito forte, aí buscamos no futebol - explicou Camila Farezin, treinadora da equipe.

A preparação envolvia uma caixa de som, que tocava o som da torcida em um volume alto. Inicialmente, as atletas escutavam o som apenas antes do início do treino das séries, faltando pouco tempo para o Mundial, a torcida do Flamengo passou a embalar o treino inteiro, do início ao fim das séries.
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- Na quinta passada do treino, a gente simula a condição real. O povo não vai parar de gritar e de torcer. Elas têm que pensar exatamente na música, na coreografia, na força que tem que lançar - finalizou Camila.
Futebol é presente na ginástica rítmica em preparação pós-Paris
Após o nono lugar nas Olimpíadas de Paris, em 2024, a equipe precisou se remodelar. Para isso, a comissão técnica focou na base científica, tendo como inspiração o futebol. A evolução também envolveu, médicos, psicólogos e neurocientistas. Um ano depois, Camila afirma que já é possível notar a mudança:
- A gente olhou pro futebol e vimos o que eles fazem, o que tem de bom. E aí, trouxemos para a ginástica rítmica e deu tudo certo. Conseguimos planejar melhor a ginástica rítmica, o controle, o treinamento, a prática.

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