Rússia competirá com bandeira própria nas Paralimpíadas de Inverno; Ucrânia faz boicote
O país não tem o símbolo nacional em uma competição internacional desde 2014

O Comitê Paralímpico Internacional (CPI) confirmou a participação de atletas russos representando o próprio país nas Paralimpíadas de Inverno, a ser realizada na Itália, entre os dias 6 e 15 de março de 2026. Esta será a primeira vez, desde 2014, na qual a bandeira e o hino da Rússia aparecerão em uma competição internacional.
Naquele ano, houve a revelação de um grande esquema de doping de atletas russos, sancionado pelo Estado, para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, realizados em Sochi. A sanção se aprofundou com a descoberta da tentativa de encobrir a escala da fraude. Para completar, em fevereiro de 2022, os comitês nacionais da Rússia e, adicionalmente, de Belarus, foram suspensos por violarem a trégua olímpica em função do envolvimento na guerra com a Ucrânia.

🗣️ Reações à decisão e caminhos futuros para a Rússia
Segundo a agência de notícias francesa AFP, seis convites já foram enviados à Rússia e mais quatro a Belarus, na última quarta-feira (18). A ação do CPI provocou reações mistas nos envolvidos: enquanto as delegações russas e bielorussas comemoraram a decisão, a Ucrânia anunciou um boicote à cerimônia de abertura da competição, além da ausência de autoridades ucranianas – embora a participação dos atletas esteja mantida.
Nas Olímpiadas de Inverno em curso, que se encerrarão no próximo domingo (22), o veto esteve ativo, tendo feito com que atletas russos e bielorussos tenham participado dos jogos sob o status de atletas neutros, sem direito à bandeira ou hino nacional. A prática também ocorreu em outras competições desde então, incluindo as Olimpíadas de Inverno de Pequim 2022 e os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
A suspensão das sanções pode indicar um precedente para a participação dos países, com seus status originais, nas Olimpíadas de Los Angeles, a serem disputadas nos Estados Unidos, em 2028. Embora não haja definição oficial, o jornal inglês The Times, em matéria que foi republicada pela agência de notícias russa TASS, já trata a participação como "inevitável", especialmente com a inclusão nas Paralimpíadas de 2026, a qual consideraram como um "passo significativo" para o retorno das delegações às competições.
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