Ramon Dino conta como lidou com frustração e críticas antes do título
Atleta destacou importância do apoio psicológico
Foram necessários cinco anos desde a primeira participação de Ramon Dino no Mr. Olympia, prestigiada competição de fisiculturismo, para que o brasileiro se tornasse campeão pela primeira vez. De volta ao país com o troféu e a medalha conquistados em Las Vegas, nos Estados Unidos, no último domingo (12), o atleta refletiu sobre como lidou com os altos e baixos da trajetória e destacou a importância do apoio psicológico.
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O caminho de Ramon Dino no esporte já começou com a superação de desafios. De origem simples, o atleta nunca escondeu as dificuldades financeiras que enfrentou com a família durante a infância e o início no fisiculturismo sem recursos ou apoio, relatando, inclusive, ter pagado fiado pelos ovos que comprava para sua dieta.
— Com o tempo, a gente vai adquirindo maturidade, conhecimento do que a gente tá fazendo. De início, é tudo muito novo, então ter alguns tropeços é super normal, mas com o passar do tempo, você consegue ficar mais tranquilo, principalmente quando você trabalha 100%. A parte psicológica é muito importante, porque antes do corpo, vem a mente, antes de qualquer ação vem o pensamento. Você tem que estar pronto pra tudo, para as quedas e as vitórias - declarou.
Após sua profissionalização, mais próximo de alcançar a elite do fisiculturismo, Ramon Dino também precisou desenvolver resiliência ao bater na trave por duas vezes, com o vice do Mr. Olympia em 2022 e 2023, e ao amargar um quarto lugar no ano passado.
— A gente tem acompanhamento psicológico sim e isso faz muita diferença, ajuda você a enxergar coisas que você coloca como bloqueios, que na verdade é você que coloca ali, quando ainda tem muita coisa pra se conquistar, basta trabalhar sua mente pra isso - disse.

Título é 'resposta' aos críticos
De personalidade muito tranquila, Ramon Dino tem fala mansa e prefere não dar muita atenção aos críticos, que marcaram presença nas redes sociais após o revés de 2024. Questionado se tem vontade de responder os haters à altura, o atleta manteve a postura calma.
— Dá vontade, mas a melhor forma de responder é fazendo o que a gente fez - disse, apontando para o troféu do Mr, Olympia.
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