Nadador do Flamengo explica estratégia por trás dos cinco ouros no Pan Júnior
Stephan Steverink, de 21 anos, é um dos principais destaques da nova geração
PARAGUAI - A natação brasileira teve desempenho avassalador nos Jogos Pan-Americanos Júnior, liderando o quadro de medalhas da modalidade, com 43 medalhas. Um dos principais destaques foi Stephan Steverink, nadador do Flamengo, que deixou Assunção com cinco medalhas de ouro e uma prata. Em conversa com o Lance!, o atleta falou sobre a experiência no Mundial de Singapura e o diferencial da nova geração. Veja no vídeo acima.
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Stephan chegou ao Pan Júnior após integrar a seleção brasileira no Mundial de Esportes Aquáticos e, apesar de não ter subido ao pódio, contou que a preparação foi planejada para competir em alto nível. O atleta passou por um período de "isolamento" e treinou na altitude para performar bem nas duas competições.
— Tá fazendo 54 dias que eu tô fora de casa. Eu passei metade desse tempo numa altitude, lá na Turquia, eu e meu treinador, treinando pra caramba, tudo isso pesa também. Depois fui pra competição, passei muito tempo sem ver minha família, sem ver minha mãe, sem ver meu irmão, e tudo isso no final vale a pena - contou.
O nadador de 21 anos deixa Assunção com seis medalhas no peito e figura como um dos nomes mais versáteis da seleção, competindo em provas de velocidade e de fundo (curta e longa distância). Stephan foi campeão dos 200m livre, 400m livre, 400m medley, 800m livre e revezamento 4 x 200m livre, além de vice-campeão dos 200m medley.
— O programa que eu fiz foi realmente pra eu chegar no Mundial e chegar numa final, conseguir estar ali entre os melhores do mundo. Amadurece muito quando você vai pra um campeonato desse, é muito diferente o clima. Aqui a gente tem 10% da pressão que tem no Mundial. Isso é muito legal porque a gente vai aprendendo realmente, como é a pressão, como são os atletas de alto nível, e eu tô tentando chegar lá.
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Diferencial da nova geração
Apesar da rotina intensa, com provas diárias que incluíam classificatórias pela manhã e finais à noite, o clima dos atletas da natação brasileira durante os Jogos Pan-Americanos Júnior era sempre leve e descontraído. A delegação terminou o evento com 43 medalhas, sendo 24 ouros, 12 pratas e sete bronzes. Segundo Stephan, a principal novidade desta geração é justamente o entrosamento entre o grupo.
— Pra mim, essa nova geração que tá vindo é muito boa, mas eu não digo só de resultados, eu falo de união. No alto nível a gente é um pouco individualista e aqui nesse campeonato eu vejo diferente. Eu vejo amigos na arquibancada torcendo, ganhando ou não, estão torcendo. É uma coisa que a nova geração tá trazendo e o Brasil tem que ser um time pra gente subir mais degraus - finalizou.
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